Ponte sobre o Tejo em Lisboa

Porque se fala de pontes (Estreito de Messina)…, porque passaram 60 anos daquela cuja história aqui se evoca, porque há muito que não se acrescentam “arcos” nem “cabos” a esta “ponte” com os utilizadores/visitantes deste site, porque… eis o Opúsculo comemorativo da extraordinária obra de engenharia inaugurada em 1965.

O exemplar aqui fielmente reproduzido conserva no verso da capa a “reivindicação” de propriedade pessoal, pois “não era para todos” ter sido distinguido com tão preciosa publicação, graças aos bons ofícios do “Diretor do Gabinete da Ponte”, o senhor “Engenheiro Civil JCM”, cujo cartão de visita ficou colado na mesma página.

No texto de apresentação a seguir copiado, lê-se que se fez “todo o possível para que a obra, prevista para Fevereiro de 1967”, pudesse ser “aberta ao tráfego em Outubro de 1966”, e o opúsculo é de “agosto 1968”. Conclusão antecipada de uma obra pública – e sem duplicar o seu orçamento? Outros tempos…

A transposição do rio Tejo em Lisboa é um problema de importância nacional que desde longa data vem sendo considerado.

Data de 1876 o primeiro estudo da ponte sobre o Tejo e foi apresentado pelo Eng.º Miguel Pais, contendo toda uma justificação da obra, na sua maior parte válida nos nossos dias.

Desde então, e no decorrer de quase um século, surgiram vários estudos ou ideias para a realização deste grande empreendimento, que se registam na figura desta página.

O desenvolvimento do País, e em especial das regiões situadas nas margens do Tejo junto a Lisboa, tem feito aumentar constantemente o interesse por este empreendimento.

Em 1934 foi aberto um concurso público para a construção de uma ponte entre Beato e Montijo, mas a evolução da situação mundial, que haveria de conduzir à última guerra, aconselhou a não se realizar essa obra então.

A necessidade de facilitar as comunicações através do País, as condições que o território da península de Setúbal oferece para a localização de parte da indústria pesada que deve ficar próxima dos grandes portos, e as potencialidades que os territórios a sul do Tejo oferecem do ponto de vista turístico, levaram para um dos primeiros planos das preocupações do Governo a realização da obra de transposição do Tejo, em Lisboa.

Nomeada em 1953 uma comissão para estudar a viabilidade técnica e financeira do empreendimento, a conclusão foi precisa e clara – a obra de transposição do Tejo era técnica e financeiramente viável, e de grande interesse económico para a Nação.

Poderia ser uma ponte ou um túnel, mas a ponte oferecia mais vantagens. O Governo decidiu incluir a realização da obra no II Plano de Fomento Nacional.

Foram feitos os estudos e anteprojectos necessários para a abertura de um concurso internacional, tendo a obra sido adjudicada em 9 de Maio de 1962 e iniciada em 5 de Novembro do mesmo ano.

O Governo decidiu construir uma ponte suspensa para o tráfego misto rodoviário e ferroviário, projectada. para ser construída em duas fases, correspondendo a primeira fase à construção da ponte rodoviária, mas ficando tudo preparado para fàcilmente nela ser instalado o caminho de ferro de via dupla, logo que o Governo o decida.

O custo total da obra será de 2 145 000 000 de escudos e espera-se que fique amortizado ao fim de 20 anos a contar da conclusão da obra, pelo pagamento de portagens.

A ponte será explorada directa ou indirectamente pelo Estado.

A conclusão da obra estava prevista para Fevereiro de 1967, mas tem-se feito todo o possível para ganhar tempo, esperando-se que possa ser aberta ao tráfego em Outubro de 1966.

Esta publicação contém algumas informações de interesse sobre a obra e sua execução.

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Publicação ilustrativa

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