Decapitação de João Batista, pintura a óleo de Michelangelo Merisi Caravaggio realizada em 1608: segundo alguns críticos, é considerada a obra-prima do pintor e “uma das obras mais importantes da pintura ocidental”. Encontra-se na Catedral de S. João, em Valeta, Malta.  

Fonte da imagem

Martírio de São João Batista

29 de agosto

Quando S. João Baptista — o ilustre precursor do Messias — abandonou o deserto, para que se tinha retirado por inspiração do Espírito Santo, foi para as margens do rio Jordão, onde começou a batizar e pregar penitência, dispondo desta maneira o terreno para a nova doutrina do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tinham-se aninhado na sociedade judaica abusos e vícios detestáveis, e S. João Baptista propôs-se verberá-los energicamente. À frente do governo estava o rei Herodes, cognominado Ântipas, filho do outro Herodes por cuja ordem foram assassinados os inocentes de Belém. É o mesmo Herodes Ântipas que figura na paixão do Senhor; pois foi ao tribunal deste monarca que Pôncio Pilatos mandou Jesus. E de Herodes só ouviu escárnios e foram os seus soldados que lhe vestiram a túnica branca.

Herodes Ântipas vivia escandalosamente, tendo raptado Herodíades, esposa de seu irmão Filipe. Tal união ilícita era mau exemplo e grave escândalo para a nação inteira. Mas não havia quem se sentisse com ânimo de censurar o monarca e de chamá-lo à ordem. S. João Baptista, porém, não pôde ver tal coisa de braços cruzados.

O Evangelho diz que Herodes se sentiu atraído pela personalidade extraordinária do Baptista do Jordão, e com agrado ouviu falar das suas instruções. Diz mais que S. João lhe declarou, com toda a franqueza: «Não te é lícito viver com a mulher do teu irmão».

Podemos imaginar que Herodes recebeu muito mal a declaração do Profeta; tão mal que pensou em livrar-se de tão incómodo e importuno admoestador. Se não deu passos neste sentido, foi porque temia o povo, que tanto venerava o Baptista. Mais ofendida se sentiu Herodíades e tanto fez, tanto instigou, até que o rei se decidiu a encarcerar o Santo Precursor.

No cárcere, S. João recebia as visitas dos discípulos, que ouviam ávidos os ensinamentos do mestre. Alguns foram, em comissão, enviados ao Divino Mestre, para Lhe dirigir esta pergunta: «Tu és o que há de vir ou havemos de esperar outro?». Perguntava, não porque duvidasse da sua divindade e missão messiânica, mas para que os discípulos tivessem ocasião de conhecer o grande Mestre, de vê-Lo e ouvi-Lo e de presenciar-Lhe as maravilhas.

Era em dezembro que Herodes festejava pomposamente o aniversário natalício. No sumptuoso banquete estavam presentes muitos convivas. Fazia parte do programa uma dança oriental, executada pela filha de Herodíades, chamada Salomé. Tão bem desempenhou a jovem o papel de dançarina, que Herodes, para lhe mostrar contentamento, prometeu dar-lhe tudo o que pedisse, ainda que fosse metade do reino. ~

Esta promessa, tão levianamente feita, confirmou-a ainda o rei com juramento. Salomé, tão admirada como perplexa diante dessa inesperada liberalidade do monarca, foi ter com a mãe, consultando-a. Herodíades achou chegado o momento de livrar-se do odiado profeta e nem um instante hesitou. «Vai – disse à filha resolutamente – e pede a cabeça de João Baptista». Sem pestanejar e afoitamente, a leviana dançarina transmitiu a ordem da mãe e disse em voz alta, para que todos a pudessem ouvir: «Quero que me dês, num prato, a cabeça de João Baptista».

Ao ouvir um pedido tão bárbaro, Herodes apavorou-se, mas, não querendo voltar atrás no juramento, anuiu e mandou à prisão quem executasse o que fizera ordem sua. Poucos minutos depois, estava tudo feito e Salomé teve num prato a cabeça de S. João Baptista.

Os assassinos não escaparam à vingança de Deus. O rei da Arábia, cuja filha, esposa de Herodes Ântipas, por este tirano tinha sido repudiada, abriu campanha contra o adúltero, venceu-o e exilou-o. O Imperador de Roma, por sua vez, desterrou-o para Lião, na Gália. Assim, abandonado por todos, fugiu com Herodiades para a Espanha, onde ambos morreram na maior miséria.

Fonte: «Santos de cada dia – Maio, junho, julho e agosto» (II volume), Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição, revista e atualizada por António José Coelho, S.J., Editorial A.O., Braga 2003 (páginas 467-468). Nesta obra encontra biografias e notas históricas mais ou menos desenvolvidas dos Santos de cada dia. 

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Programa

Cânticos

Autor

Cântico de Entrada

A. Oliveira

Salmo responsorial

A. Oliveira

Ver ainda: LIVRO DO SALMISTA Ano C –  págs. 182-183

Comunhão

A. Oliveira

Pós-comunhão

A. Oliveira

Observação

Para o Ordinário da Missa aconselham-se os cânticos do Cantoral Nacional para a Liturgia [CNL],
publicado pelo Secretariado Nacional de Liturgia (julho de 2019):

  1. Acto penitencial – números 11-26
  2. Glória – números 27-31
  3. Aleluia – números 44-57
  4. Santo – números 89-97
  5. Cordeiro de Deus – números 114-123.

Oração Universal — Nós Vos rogamos, ouvi-nos, Senhor [N.º 149]

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Concertos e atuações do Grupo Coral (mais de trinta), desde a sua fundação, em 2014.

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Preciosidades e raridades, um “Baú de Memórias” tornado Museu

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