Terceiro Domingo do Advento
14 de dezembro de 2025
A alegria que perpassa em todo o Advento nasce da certeza de que Deus está mais próximo do homem com o Nascimento do Salvador, que traz a todos, particularmente aos mais pobres e deserdados, a esperança da felicidade plena. A alegria cristã não está dependente do capricho dos nossos estados de alma ou da maneira como decorre a nossa vida. O cristão, mesmo no meio das contrariedades e durezas da existência, mantém-se alegre, porque a sua alegria se enraíza na fidelidade de Deus, manifestada em Jesus Cristo. Descobrir Jesus Cristo na fé e fazer com que os outros O conheçam é a única “boa notícia” que dá a alegria verdadeira.
Na 1ª leitura, o profeta Isaías descreve o regresso dos cativos a Jerusalém. Este regresso, descrito em termos utópicos, é o símbolo da salvação e traz em si a renovação da natureza e a transformação do homem. Nos tempos messiânicos.. Jesus, libertando os homens da opressão do pecado, da dor, da morte e da inquietação, manifestar-nos-á que chegou a salvação e o resgate total e redentor dos homens.
A 2ª leitura é da Epístola de S. Tiago. A resignação cristã não é uma resignação passiva. Neste tempo que vai até à sua Vinda gloriosa, Cristo continua a agir no mundo. Por isso, os cristãos devem avançar na santidade com entusiasmo e alegria, esforçando-se por superar as dificuldades com prudência e paciência.
O Evangelho é de S. Mateus, como acontece neste Ano A. João Baptista envia os seus discípulos a perguntar a Jesus se é Aquele que os profetas anunciaram, o Messias. Jesus, dando um belo testemunho de João, precisa a natureza dos tempos messiânicos – tempos de perdão e graça, de misericórdia e redenção. E esses tempos já estão inaugurados pelos milagres de Jesus.
Os comentários aqui publicados foram solicitados, para a página da Secção de Música Sacra do Santuário de Fátima, pelo P. Artur Oliveira ao P. Manuel da Silva Gaspar, a quem se agradece a resposta solícita e amável que deu a esse pedido.
Convidamos também a abrir o SITE https://www.liturgia.pt/ onde, além de informações e materiais preciosos, incluindo publicações diversas, encontra as leituras bíblicas, orações e referências históricas para cada dia do Ano Litúrgico, nomeadamente o Martirológio. HOJE
Os botões com os títulos dos cânticos propostos a seguir estão ligados às respetivas partituras – em formato PDF – que incluem uma versão instrumental das respetivas melodias. Para quaisquer dúvidas, comentários ou pedidos, não hesite em contactar o titular do site, utilizando este formulário.
Programa
Cânticos
Autores
Ver ainda: LIVRO DO SALMISTA Ano A – págs. 16-18
Observação
Para o Ordinário da Missa aconselha-se o uso dos cânticos do Cantoral Nacional para a Liturgia [CNL], publicado pelo Secretariado Nacional de Liturgia (julho de 2019), e do Ordinário da Missa (SNL):
1. Acto penitencial – 11 a 26
2. Glória – 27 a 31
3. Aclamação do Evangelho – 44 a 57
4. Santo – 89 a 97
5. Cordeiro de deus – 114 a 123
Oração Universal
| Vinde, Senhor, e salvai-nos [N. 279] |
| Ouvi-nos, Senhor [N. 153] |
| Vinde, Senhor, Jesus [N. 280] |
Proposta complementar de cânticos para este domingo com base apenas no Cantoral Nacional para a Liturgia (CNL)
| Entrada |
| Salmo responsorial |
| Comunhão |
| Pós-Comunhão |
| Alegrai-vos no Senhor |
| Alegra-te, Jerusalém |
| Abri as portas ao Redentor |
| Vinde, Senhor, e salvai-nos |
| Ver ainda: LIVRO DO SALMISTA Ano C |
| Dizei ao desanimados |
| Estai preparados |
| Vinde a nós, Senhor Jesus |
| O Senhor vem e não tardará |
| Este é Aquele de quem João dizia |
| 187 |
| 193 |
| 169 |
| 1009 |
| 18-20 |
| 374 |
| 427.428 |
| 998 |
| 747 |
| 429 |
A título de curiosidade, e também para conhecimento e apreciação, reproduzimos aqui as páginas do Missal Quotidiano e Vesperal, publicado em Bruges, na Bélgica, em 1936, referentes a esta quadra do Ano Litúrgico (ou, como então se dizia, do Ano Eclesiástico, da Igreja).
Conhecer o passado ajuda a situar-nos no presente e a perspetivar o futuro…
PREFÁCIO
Nas vossas orações, dizei: «Pae» (Luc. xi). É nome dado em toda a eternidade por Deus-Filho a seu Pae, nome pronunciado por Jesus, a todo instante, com respeito e amor, que Elle repete silenciosamente no Sacramento do altar, e que encontramos incessantemente nos labios da Egreja, sua Esposa.
«Recebestes o espirito de adopção de filhos, segundo o qual exclamamos: «Abba, Pater» (Rom. Viii, 16).
De facto, transbordando do Verbo na santa Humanidade do Christo e na Egreja, o Espirito-Santo nos arrebata a todos como em ondas de amor, até ao Pae.
Essa fonte d’agua viva que jorra dos nossos corações até á vida eterna, (S. Joan., iv, 14) representa sem duvida, a oração privada, inspirada pelo Espirito-Santo, fazendo-nos recorrer a Deus como filhos a seu Pae, mas é principalmente a oração oficial inspirada pelo Espirito Santo á sua Egreja e denominada Liturgia (Palavra derivada do Grego, significando «acto publico»).
Essa oração faz com que authenticamente todos os membros do corpo mystico do Christo participem do culto de adoração infinita prestado continuamente pelo seu Chefe a Deus: «Semper vivens ad interpellandum pro nobis » diz o Apostolo (Hebr. vii, 26).
E’ a realização da palavra do Mestre: «Já é chegada a hora em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pae em espirito e verdade » (Joan. iv, 23.-7), isto é, como explica Santo Anselmo, prestarão a Deus culto filial no Espirito-Santo e em união com o Christo Filho de Deus.
E’ por Elle (Jesus), diz S. Paulo, que ascendemos num só e mesmo Espirito junto ao Pae (Ephes. II, 18). Todas as formulas propriamente sacerdotaes ditas no altar pelo celebrante (Collectas, Secretas, Prefacio e Postconununhões) dirigem-se ao Pae pelo Filho mediador, em unidade com o Espirito-Santo. De modo que, sob o impulso da graça attribuida ao Espirito-Santo, nos unimos ao Christo como Homem, isto é, como Sacerdote ou Mediador, para honrarmos o Pae em quem implicitamente, se encontra a Santissima Trindade, visto d’Elle procederem o Filho e o Espirito-Santo.
E’ «pelo Christo que vamos a Deus» (II Cor.). Dahi a conclusão de todas as orações da Egreja: «Por Jesus-Christo Nosso-Senhor… e a terminação do Canon da Missa pela formula: «E’ por Elle, com Elle e n’Elle que toda honra e gloria vos pertencem, Deus Pae todo-poderoso, em unidade com o Espirito-Santo por todos os seculos dos seculos».
O Christo operou nossa redempção pelo acto sacrificai da Cruz,
Continuar a ler: [Anexo, p-5]
Pode encontrar outros cânticos no site
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