XVI Domingo do Tempo Comum

Ano A | 19 de julho de 2026

Nós somos naturalmente levados a dividir os homens em dois grupos: os bons e os maus, os amigos e os inimigos. Dessa distinção nascem a intolerância e a ansiedade para resolver com rapidez e com violência as tensões que surgem. Acontece então que muitos crentes, não podendo aplicar pessoalmente a “justiça”, pedem a Deus para que intervenham duramente, é claro. As leituras de hoje ensinam-nos que Deus não satisfará jamais estes desejos loucos.

A 1ª leitura é do Livro da Sabedoria. Os homens usam a força para incutir medo nos outros, para os subjugar, para os forçar à obediência e ao respeito. Deus não age assim. Ele, o “Senhor da força”, não provoca a conversão dos maus enviando-lhes castigos ou abatendo-os com raios e desventuras. Age assim para ensinar ao seu povo que o justo deve amar os homens, todos os homens e não apenas os bons; depois, para dar aos pecadores a possibilidade de se arrependerem, porque Ele ama a todos, também os maus, porque são as suas criaturas e para que estas mudem de vida para poderem ser felizes.

A 2ª leitura é a continuação da Epístola de S. Paulo aos Romanos. Paulo confessa que “nós não sabemos rezar”, não sabemos o que pedir a Deus. Por isso, o Espírito Santo vem em nossa ajuda e sugere-nos o que devemos dizer ao Pai. Esta oração que procede do Espírito é sempre atendida, porque está em conformidade com os desejos de Deus. Rezar, portanto, é o mesmo que deixar-se guisar pelo Espírito, que nos aproxima cada vez mais de Deus e nos abre o coração aos irmãos.

O Evangelho é segundo S. Mateus. Ensina-nos que devemos aceitar com serenidade a presença do mal no mundo. Só Deus sabe quem são os bons e os maus. Temos de reconhecer que o joio está presente também no nosso coração, mas temos a garantia de que um dia há-de ser destruído. O bem, por mais pequeno que seja, mesmo do tamanho de um grão de mostarda ou insignificante como o fermento, há-de triunfar sobre o mal.

Os comentários aqui publicados foram solicitados, para a página da Secção de Música Sacra do Santuário de Fátima, pelo P. Artur Oliveira ao P. Manuel da Silva Gaspar, a quem se agradece a resposta solícita e amável que deu ao pedido.

Convidamos também a abrir o SITE https://www.liturgia.pt/ onde, além de informações e materiais preciosos, incluindo publicações diversas, encontra as leituras bíblicas, orações e referências históricas para cada dia do Ano Litúrgico, nomeadamente o Martirológio. HOJE

Os botões com os títulos dos cânticos propostos a seguir estão ligados às respetivas partituras – em formato PDF – que incluem uma versão instrumental das respetivas melodias. Para quaisquer dúvidas, comentários ou pedidos, não hesite em contactar o titular do siteutilizando este formulário.

Programa

Cânticos

Autor

Cântico de Entrada

A. Oliveira

Salmo responsorial

M. Luís

Ver ainda: LIVRO DO SALMISTA Ano A – Pág. 206 a 207

Comunhão

A. Oliveira

Pós-comunhão

A. Oliveira

 Ver ainda: CANTORAL NACIONAL –364.718.903.437.733.464.465

Observação

Para o Ordinário da Missa aconselham-se os cânticos do Cantoral Nacional para a Liturgia [CNL],
publicado pelo Secretariado Nacional de Liturgia (julho de 2019), e os Cânticos do Ordinário da Missa (SNL):

  1. Acto penitencial – números 11-26
  2. Glória – números 27-31
  3. Aleluia – números 44-57
  4. Santo – números 89-97
  5. Cordeiro de Deus – números 114-123.

Proposta complementar de cânticos para este domingo com base apenas no Cantoral Nacional para a Liturgia (CNL)

Entrada
 
 
Salmo Responsorial
  
Comunhão  
 
 
Pós-Comunhão
Deus, vinde em meu auxílio
O Senhor é minha luz e salvação
Sede a rocha do meu refúgio
Senhor, sois um Deus clemente
LIVRO DO SALMISTA Ano A
Eu estou à porta e chamo
O Senhor fez-Se alimento
Vinde, benditos
Alegrem-se os céus, exulte
Eu vos darei pastores
364
718
903
845
206- a 207
437
733
1002
196
464.465

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