Segundo Domingo do Advento

Ano A | 7 de dezembro de 2025

O Advento é um tempo de conversão, isto é, de mudança de mentalidade e de atitudes, quer em relação a Deus, quer em relação ao próximo.

Há, na verdade, muitas coisas em nós que constituem obstáculos à vinda d’Aquele que nos salvará. Impõe-se-nos, portanto, a tarefa de prepararmos os caminhos do Senhor, num esforço de conversão interior, sincera e efetiva, de modo que o Salvador encontre aquela disposição de espírito, aquele acolhimento às suas iniciativas, que Lhe permitam transformar-nos em “homens novos” do reino que vem fundar.

A 1ª leitura é do Livro do profeta Isaías. Com esta mensagem Isaías quer infundir nas pessoas do seu povo a certeza de que um dia restabelecerá no mundo a paz que reinava no paraíso terrestre, antes do pecado. A sua realização começou com a vinda de Jesus Cristo, o esperado rebento da família de David. Infelizmente o mal continua no mundo, mesmo depois de o Salvador ter formado um povo, a Igreja, com a missão de criar a nova sociedade prometida por Isaías. Se recusarmos aceitar a mudança do nosso coração, Jesus não poderá chegar, o seu reino não poderá estabelecer-se, nunca será Natal na nossa família, na nossa comunidade, no nosso país, no mundo.

A 2ª leitura é da Epístola de S. Paulo aos Romanos. Paulo aconselha a todos a caridade, o amor, o respeito recíproco, e utiliza como argumento o exemplo de Cristo. Jesus não procurou agradar a Si mesmo, mas colocou-se ao serviço dos outros. Os seus discípulos devem dar atenção ao bem dos irmãos e devem dispor-se até a limitar a sua própria liberdade quando isto é exigido pela caridade.

O Evangelho é segundo S. Mateus. Todos os anos, no segundo domingo do Advento, é-nos apresentada a figura de João Baptista, porque, assim como ele preparou o povo de Israel para a vinda do Messias, assim também está em condição de nos ensinar a acolher hoje o Senhor que vem. Toda a pessoa do Baptista é uma denúncia, a condenação de uma sociedade fundada nos falsos valores da opulência, da frivolidade, da superficialidade. A sua mensagem é resumida pelo Evangelho com uma simples frase: “O Reino de Deus está perto, mudai o vosso coração”.

Os comentários aqui publicados foram solicitados, para a página da Secção de Música Sacra do Santuário de Fátima, pelo P. Artur Oliveira ao P. Manuel da Silva Gaspar, a quem se agradece a resposta solícita e amável que deu a esse pedido.

Convidamos também a abrir o SITE https://www.liturgia.pt/ onde, além de informações e materiais preciosos, incluindo publicações diversas, encontra as leituras bíblicas, orações e referências históricas para cada dia do Ano Litúrgico, nomeadamente o Martirológio. HOJE

Os botões com os títulos dos cânticos propostos a seguir estão ligados às respetivas partituras – em formato PDF – que incluem uma versão instrumental das respetivas melodias. Para quaisquer dúvidas, comentários ou pedidos, não hesite em contactar o titular do siteutilizando este formulário.

Programa

Cânticos

Autores

Cântico de Entrada

F. Santos

Salmo responsorial

A. Oliveira

Ver ainda: LIVRO DO SALMISTA Ano A – págs. 13-15

Comunhão

A. Oliveira

Pós-comunhão

A. Oliveira

Ver ainda: CNL-818 .557.603.604.650.579.580.909.824.825.1011

Observação

Para o Ordinário da Missa aconselha-se o uso dos cânticos do Cantoral Nacional para a Liturgia [CNL], publicado pelo Secretariado Nacional de Liturgia (julho de 2019), e do Ordinário da Missa (SNL)

1. Acto penitencial – 11 a 26
2. Glória – 27 a 31
3. Aleluia – 44 a 57
4. Santo – 89 a 97
5. Cordeiro de deus – 114 a 123

Oração Universal

Proposta complementar de cânticos para este domingo com base apenas no Cantoral Nacional para a Liturgia (CNL)

Entrada
 
   
Salmo Responsorial
   
Comunhão   
  
 
Pós-Comunhão
 
Povo de Sião
Jesus Cristo, luz da nações
Maranatha. Vinde Senhor Jesus
Nos dias do Senhor
Ver ainda: LIVRO DO SALMISTA Ano A
Levanta-te, Jerusalém
Levanta-te, Jerusalém
Senhor, descei a nós
Preparai os caminhos do Senhor
Vinde, Senhor, vinde salvar-nos
818
557
603.604
650
10-11
579
580
909
824,825
1011

A título de curiosidade, e também para conhecimento e apreciação, mantemos aqui as páginas do Missal Quotidiano e Vesperal, publicado em Bruges, na Bélgica, em 1936, referentes a esta quadra do Ano Litúrgico (ou, como então se dizia, do Ano Eclesiástico, da Igreja).

Conhecer o passado ajuda a situar-nos no presente e a perspetivar o futuro…

PREFÁCIO

Nas vossas orações, dizei: «Pae» (Luc. xi). É nome dado em toda a eternidade por Deus-Filho a seu Pae, nome pronunciado por Jesus, a todo instante, com respeito e amor, que Elle repete silenciosamente no Sacramento do altar, e que encontramos inces­santemente nos labios da Egreja, sua Esposa.

«Recebestes o espirito de adopção de filhos, segundo o qual exclamamos: «Abba, Pater» (Rom. VIII, 16).

De facto, transbordando do Verbo na santa Humanidade do Christo e na Egreja, o Espirito-Santo nos arrebata a todos como em ondas de amor, até ao Pae.

Essa fonte d’agua viva que jorra dos nossos corações até á vida eterna, (S. Joan., iv, 14) representa sem duvida, a oração privada, inspirada pelo Espirito-Santo, fazendo-nos recorrer a Deus como filhos a seu Pae, mas é principalmente a oração oficial inspirada pelo Espirito ­Santo á sua Egreja e denominada Liturgia (Palavra derivada do Grego, significando «acto publico»).

Essa oração faz com que authenticamente todos os membros do corpo mystico do Christo participem do culto de adoração infi­nita prestado continuamente pelo seu Chefe a Deus: «Semper vivens ad interpellandum pro nobis » diz o Apostolo (Hebr. VII, 26).

E’ a realização da palavra do Mestre: «Já é chegada a hora em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pae em espirito e verdade » (Joan. iv, 23.-7), isto é, como explica Santo Anselmo, prestarão a Deus culto filial no Espirito-Santo e em união com o Christo Filho de Deus.

E’ por Elle (Jesus), diz S. Paulo, que ascendemos num só e mesmo Espirito junto ao Pae (Ephes. II, 18). Todas as formulas propriamente sacerdotaes ditas no altar pelo celebrante (Collectas, Secretas, Pre­facio e Postconununhões) dirigem-se ao Pae pelo Filho mediador, em unidade com o Espirito-Santo. De modo que, sob o impulso da graça attribuida ao Espirito-Santo, nos unimos ao Christo como Homem, isto é, como Sacerdote ou Mediador, para honrarmos o Pae em quem implicitamente, se encontra a Santissima Trindade, visto d’Elle procederem o Filho e o Espirito-Santo.

E’ «pelo Christo que vamos a Deus» (II Cor.). Dahi a conclusão de todas as orações da Egreja: «Por Jesus-Christo Nosso-Senhor… e a terminação do Canon da Missa pela formula: «E’ por Elle, com Elle e n’Elle que toda honra e gloria vos pertencem, Deus Pae todo-poderoso, em unidade com o Espirito-Santo por todos os seculos dos seculos».

O Christo operou nossa redempção pelo acto sacrifical da Cruz,


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Continuar a ler: [Anexo, p. 5)

Pode encontrar outros cânticos no site

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