XX Domingo do Tempo Comum
Ano A | 16 de agosto de 2026
Na concepção do Antigo Testamento, a humanidade dividia-se em dois blocos: de um lado: Israel, povo de Deus, a quem pertence a eleição, as promessas divinas, e de outro, as nações pagãs. A distinção não era só radical ou política, mas, antes de tudo, religiosa. Para um judeu todos os outros eram pagãos os estrangeiros e, portanto, pecadores. Pela acção dos profetas e com a experiência do cativeiro, a palavra de Deus, que considera iguais todos os homens, vai penetrando pouco a pouco. Mas é só com Jesus Cristo que se abrem os horizontes a todos os homens, porque todos são chamados à salvação. Jesus exprime a sua admiração pela fé de estrangeiros: o centurião, o leproso samaritano, a cananeia. São as primícias de u ma numerosa multidão de estrangeiros que hão-de aderir à fé, pois a Igreja por Ele fundada é para todos os povos.
A 1ª leitura é do Livro do profeta Isaías. Depois do Exílio (séc. IV antes de Cristo), o profeta afirma que também os estrangeiros podem pertencer ao povo da Aliança. É a fé que descrimina o verdadeiro povo de Deus dos outros, e não a raça. Mas essa fé é espiritual e interior: amar a Deus.
A 2ª leitura é de S. Paulo aos Romanos. Nem antes os judeus nem agora os pagãos podem tomar em consideração a sua prática religiosa para se julgarem privilegiados. Deus não está sujeito a nenhum povo, a nenhuma civilização ou sistema político. Deus a todos chama à salvação.
O Evangelho é segundo S, Mateus. Jesus louva a fé da cananeia e cura-lhe a filha. A aparente dureza do princípio era para pôr em relevo a fé da cananeia e fazer compreender aos discípulos que nos pagãos por vezes é maior a fé que nos próprios israelitas. Nas nossas comunidades, já desapareceram todas as barreiras que dividem as pessoas? Como são acolhidos os imigrantes? Já não há distinção entre menos ou mais simpáticos, entre ricos e pobres?
Os comentários aqui publicados foram solicitados, para a página da Secção de Música Sacra do Santuário de Fátima, pelo P. Artur Oliveira ao P. Manuel da Silva Gaspar, a quem se agradece a resposta solícita e amável que deu ao pedido.
Convidamos também a abrir o SITE https://www.liturgia.pt/ onde, além de informações e materiais preciosos, incluindo publicações diversas, encontra as leituras bíblicas, orações e referências históricas para cada dia do Ano Litúrgico, nomeadamente o Martirológio. HOJE
Os botões com os títulos dos cânticos propostos a seguir estão ligados às respetivas partituras – em formato PDF – que incluem uma versão instrumental das respetivas melodias. Para quaisquer dúvidas, comentários ou pedidos, não hesite em contactar o titular do site, utilizando este formulário.
Programa
Cânticos
Autor
Ver ainda: LIVRO DO SALMISTA Ano A – Pág. 216-218
Ver ainda: CNL-912.903.454.646.463
Observação
Para o Ordinário da Missa aconselham-se os cânticos do Cantoral Nacional para a Liturgia [CNL],
publicado pelo Secretariado Nacional de Liturgia (julho de 2019) e os Cânticos do Ordinário da Missa (SNL):
- Acto penitencial – números 11-26
- Glória – números 27-31
- Aleluia – números 44-57
- Santo – números 89-97
- Cordeiro de Deus – números 114-123.
Oração Universal
| [N.º 125] |
| [N.º 153] |
| [N.º 266] |
Proposta complementar de cânticos para este domingo com base apenas no Cantoral Nacional para a Liturgia (CNL)
| Entrada |
| Salmo Responsorial |
| Comunhão |
| Pós-Comunhão |
| Senhor, que nos dais guarida |
| Sede a rocha do meu refúgio |
| Louvado sejais, Senhor, pelos povos |
| LIVRO DO SALMISTA Ano A |
| Eu sou o pão vivo |
| Senhor, eu creio |
| Vinde comer do meu pão |
| Eu sou o pão da vida |
| Povos, batei palmas |
| No Senhor está a misericórdia |
| Povos da terra, louvai |
| Eu vim trazer o fogo à terra |
| 912 |
| 870 |
| 216 a 218 |
| 454 |
| 910 |
| 999 |
| 451-453 |
| 823 |
| 646 |
| 822 |
| 463 |
Concertos e atuações do Grupo Coral (mais de trinta), desde a sua fundação, em 2014.
Lista dos cânticos publicados neste site, por ordem alfabética e por tempos litúrgicos
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