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SUMMARY:Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo
DESCRIPTION:Basílicas de S. Pedro – Desenho\, litografia e figuras de Philippe Benoist (Genebra\, 1813 – Paris\, 1885) e de S. Paulo Extra-Muros – Desenho e litografia de Philippe Benoist\, figuras de Adolphe-Jean-Baptiste Bayot\, na obra «Roma – Grandezza e Splendore»\, de Paolo Emilio Trastulli\, Newton Compton Editori\, Roma 1987 – (páginas 113 e 119\, respetivamente) \n  \nA morte de S. Pedro em Roma fixou para sempre a sede do seu império espiritual. Com o sangue de Pedro e de Paulo conseguiu Roma mais conquistas do que com todos os seus soldados e legionários. A que era mestra do erro\, tornou-se discípula da verdade e resplandeceu em todo o orbe\, como sol entre as estrelas. O fogo sagrado\, que irradia calor e vida\, recolhe-se junto do túmulo dos dois Apóstolos. Lá se ajoelha Roma\, de lá olha para o mundo e lá se toma visível Cristo.\nA liturgia de hoje chama-nos a Roma\, ao túmulo dos dois Apóstolos\, às Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. Estão distantes entre si\, mas une-as um mesmo espírito\, uma mesma fé se respira nelas\, um mesmo Cristo fala nas duas. […]\nA liturgia das festas principais\, como na Epifania\, na Ascensão e no Pentecostes\, realiza-se na Basílica de S. Pedro. O Papa\, os presbíteros e diáconos romanos reúnem-se aí. O novo pontífice começa nela o seu pontificado e termina-o também\, com a sua sepultura. O Papa\, quando confirma\, senta-se na mesma cátedra de madeira que\, segundo uma tradição ultrapassada\, S. Pedro usava\, adornada e enriquecida com o melhor que souberam inspirar a arte e o génio da fé. Rodeada por Leão IV com uma muralha torreada\, a Cidade Leonina surgiu no século IX como símbolo e fortaleza do túmulo do Pontificado Supremo. Até este século\, o túmulo de S. Pedro devia estar visível; foi por motivo da invasão sarracena que se ocultou. […]\nA história da Basílica de S. Paulo é paralela à de S. Pedro. Quando\, em 410\, Alarico I\, rei dos Visigodos\, saqueou a Cidade Eterna\, mandou apregoar aos Romanos que seriam perdoados todos os que se refugiassem nas Basílicas dos Apóstolos. E sabe¬mos por S. Jerónimo que Marcela\, com a sua discípula Principia\, se refugiou em S. Paulo «buscando ou um asilo ou um sepulcro».\nS. Gregório Magno diz-nos que\, no seu tempo\, as duas Basílicas eram famosas pelo número dos seus milagres e que os fiéis lhes tinham tal respeito e veneração\, que não se atreviam quase a aproximar-se. João VIII rodeou\, depois da invasão sarracena\, com uma muralha torreada\, a Basílica de S. Paulo. \n*** *** *** \nLeia a parte restante da página sobre a Dedicação das duas maiores Basílicas de Roma no III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 297-299).
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