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SUMMARY:S. Casimiro\, Confessor (1458-1484)
DESCRIPTION:Nasceu em 1458. Teve como preceptor João Dugloss\, bispo de Lemberg\, e\, embora tivesse mostrado boa aptidão para o estudo e conscienciosa aplicação\, foram sobretudo as lições espirituais que ele aproveitou. \nDeu desde muito cedo a impressão de pretender seguir o caminho da santidade\, manifestando-se indiferente às honras e prazeres\, vigiando os sentidos\, chorando ao meditar nos sofrimentos do Senhor e encontrando toda a sua felicidade na oração. Graças a um servo discreto\, foi-lhe possível\, sem despertar atenções\, pôr em prática as suas penitências prediletas\, como\, por exemplo\, dormir no chão junto dum leito confortável\, trazer cilícios e passar noites ajoelhado diante da porta das igrejas. \n[…] \nDe 1479 a 1483 teve de governar a Polónia\, na ausência do pai\, ocupado então na Lituânia. Tentaram nessa altura levá-lo a desposar a filha do imperador da Alemanha\, mas Casimiro recusou\, para se manter fiel ao voto de continência que tinha feito. […] Veio a morrer no dia 4 de março de 1484\, tendo apenas vinte e três anos e meio. Foi canonizado em 1522 e declarado patrono da Polónia em 1602. \n—————————————— \nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:Santas Perpétua e Felicidade\, Mártires (+ 203)
DESCRIPTION:Numa perseguição que se desencadeou em Cartago\, foram presos nesta cidade cinco catecúmenos\, entre os quais uma escrava chamada Felicidade e uma mulher\, ainda nova e de posição\, chamada Perpétua. A primeira estava grávida de oito meses e a segunda tinha uma criança de peito. Receberam o batismo enquanto estavam presas. \nPermitiram a Perpétua que levasse consigo o filho para o cárcere. Chegado o interrogatório\, ambas confessaram abertamente a fé e foram condenadas a ser lançadas às feras no aniversário do imperador Geta. […] \nFelicidade receava que\, devido ao seu estado\, não lhe permitissem morrer com a companheira\, mas\, três dias antes dos espetáculos públicos\, deu à luz. Como as dores do parto lhe arrancassem gritos\, um dos carcereiros observou-lhe: «Se tu te lamentas já dessa maneira\, que será quando fores lançada às feras?». «Hoje sou eu que sofro\, respondeu a escrava; nesse dia\, sofrerá por mim Aquele por quem eu sofro». Deu à luz uma menina que foi adotada por uma mulher cristã. […] \n\nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:São João de Deus\, Fundador da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros (1495-1550)
DESCRIPTION:João Cidade\, fundador da Ordem dos Irmãos hospitaleiros\, nasceu em Montemor-o-Novo\, Portugal\, em 1495\, e morreu em Granada\, Espanha\, a 8 de março de 1550. \nTinha oito anos quando\, ao ouvir as descrições dum peregrino\, sendo sonhador e ambicioso de novidades\, se lançou no desconhecido e penetrou em terras de Espanha; atravessou o Guadiana e chegou por fim à vila de Oropesa\, onde\, extenuado e quase sem sinais de vida\, foi recolhido por um rico proprietário\, que o manteve ao seu serviço\, primeiro como pastor\, depois como maioral e administrador\, e ultimamente como homem de plena confiança. […] \nAlista-se na hoste que o Conde de Oropesa estava a reunir\, contra os franceses de Francisco I. Como Inácio de Loyola\, toma parte na guerra de Navarra e está presente no cerco de Fuenterrabia. Foi para ele\, que ia chegar aos 25 anos\, tempo de duras provas. […] \nVolta derrotado e triste a casa do seu antigo amo de Oropesa\, e novamente se alista\, desta vez nas campanhas contra o Turco no centro da Europa; chega até Viena e\, terminada a empresa\, vai como peregrino a Santiago de Compostela. Recorda-se lá da terra natal e dos pais. Vai a Montemor\, mas na casa ninguém o conhece\, pois tinham morrido o pai e a mãe. Mas um parente afastado oferece-lhe hospitalidade\, carinho e dinheiro; ele porém não aceita e volta a Espanha\, fazendo-se guardador de gado em Sevilha. E transfere-se depois para África\, no séquito dum fidalgo português que vai degredado e embarca em Gibraltar. \nEm Ceuta é pedreiro nas muralhas\, e com os ganhos ajuda enfermos e necessitados. As suas aventuras vão-se todavia orientando pouco a pouco com a luz da vocação divina. Volta à Península; pára em Gibraltar e torna-se vendedor de livros e imagens. Entre o que é piedoso\, fornece também livros de cavalaria; mas tem escrúpulos e frequentemente dissuade os compradores de que os leiam. Como vendedor ambulante percorre\, com as mercadorias às costas\, as ruas de Gibraltar\, de Algeciras e doutras cidades da costa. Assim chega até Granada onde\, na idade madura de 42 anos\, Deus o espera para finalmente lhe dar a conhecer a sua verdadeira vocação. Instala a sua livraria na rua de Elvira\, onde pouco depois nasceria o Doutor Exímio\, Francisco Suárez\, futuro catedrático da Universidade de Coimbra. \n[…] A 20 de janeiro de 1537 pregou nesta cidade S. João de Ávila. […] As palavras do pregador atingiram o íntimo de João Cidade\, como setas ao corpo de S. Sebastião. Sentiu-se tão arrependido dos pecados que\, saindo precipitadamente do templo\, pôs-se a correr pelas ruas gritando a plenos pulmões: – Misericórdia\, Senhor\, misericórdia! \nAs pessoas que o viam correr e gritar\, tomando-o por doido – as crianças primeiro e depois a população toda– começaram a injuriá-lo\, a atirar-lhe pedras e todas as imundices encontradas. João distribuiu aos pobres tudo quanto possuía e começou vida de tão rigorosa penitência\, que a maior parte da gente tomou-o por louco\, chegando ele a ser metido num hospital de alienados. […] \nA loucura de S. João de Deus manteve-se até que S. João de Avila a proibiu. Assim\, o nosso Santo imediatamente se tomou cordato e dedicou-se a tratar os doentes. Reuniu esmolas e construiu um amplo e bem organizado hospital em Granada. Juntaram-se-lhe outras almas generosas e sacrificadas\, e nasceu a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros. […] \nCaindo em doença grave\, ao sentir próxima a morte\, levanta-se da cama\, veste-se e prostra-se no chão. Apertando ao peito um crucifixo\, exala o último suspiro. Granada inteira desfila diante daquele homem-prodígio de humildade e caridade. \nFoi beatificado em 1630 e canonizado em 1690. Clemente IX declarou-o patrono dos hospitais católicos. Leão XIII ordenou que o seu nome fosse mencionado nas Ladainhas dos agonizantes\, juntamente com S. Camilo de Lélis. E\, em 1930\, Pio XI colocou sob a proteção dos dois Santos os enfermeiros católicos e suas associações. \nO corpo de S. João de Deus – que assim se ficou chamando desde os primeiros contactos com S. João de Ávila – venera-se na sua basílica menor de Granada. Desta cidade recebeu Portugal certa compensação\, com a vinda dos seus dois filhos – o Doutor Exímio e Fr. Luís de Granada – que jazem\, respetivamente\, em S. Roque e em S. Domingos\, de Lisboa. \n  \nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:Santa Francisca Romana\, Religiosa (1384-1440)
DESCRIPTION:Nasceu Santa Francisca em 1384 e morreu em 1440. […] A sua história confunde-se com a da Cidade Eterna naquela época. Roma estava dividida em dois bandos que se guerreavam encarniçadamente. Os Orsini\, em cuja facão ocupava elevado posto Lourenço de Ponziani\, lutavam em favor do Papa\, ao passo que os Colonna\, seus adversários\, apoiavam Ladislau de Nápoles. […] \nOs dois saques de Roma ofereceram-lhe campo vastíssimo para abrir as asas da sua caridade. Andava à procura dos desprotegidos pelos desvãos sórdidos\, onde os enfermos buscavam a luz do seu sorriso; e pelos sótãos\, onde se amontoavam as crianças de caras pálidas e famintas. Toda a sua missão era mitigar a dor\, aliviar a pobreza. \nA sua volta reuniram-se depois outras senhoras\, desejosas de imitar esses impulsos generosos; ela dirigia-as espiritualmente\, apartando-as das vaidades do mundo e ensinando-lhes o caminho evangélico da caridade e do sacrifício. Assim nasceu a confraria de Oblatas Beneditinas\, que habitaram depois e habitam ainda\, em forma de Terceiras conventuais\, perto do Capitólio\, e foram aprovadas por Eugénio IV\, em 1433. […] \nAlguns dias depois da canonização em S. Pedro do Vaticano (29 de maio de 1608)\, saíram grandes procissões com a imagem da Santa e dirigiram-se: para o convento da Porta degli Speccchi; para o seu sepulcro na igreja de Santa Maria Nuova; e para Santa Maria in Araceli\, como igreja do Senado Romano. Também Paulo V visitou repetidamente o sepulcro de Santa Francisca e junto dele celebrou Missa. \n  \nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:São Patrício\, Bispo (+ por volta de 461)
DESCRIPTION:Seu pai\, o diácono Calpúrnio\, tinha uma quinta à beira-mar\, no País de Gales. Pelo ano de 404\, os piratas saquearam-na e apoderaram-se de Patrício\, com dezasseis anos então. Venderam-no a um ilhéu que\, durante seis anos\, o empregou a guardar \nrebanhos. Ao mesmo tempo\, muito orou e meditou. […] \nEm virtude duma visão que teve em sonhos\, resolveu dedicar-se à evangelização da Irlanda\, que tinha voltado ao paganismo. Atravessou o mar\, passou uma temporada com os monges de Lérins e\, a seguir\, partiu para Auxerre onde\, de 415 a 432\, frequentou a escola dos bispos Santo Amador e S. Germano. Julga-se que o primeiro destes bispos lhe conferiu o diaconado e o segundo a sagração episcopal. \n[…] Há muitas lendas misturadas com as narrações a seu respeito como\, por exemplo\, a do «Purgatório» de S. Patrício e a das «Promessas» que Deus lhe terá feito antes de morrer. \nO «Purgatório de S. Patrício» é uma vasta caverna subterrânea\, situada numa ilha do lago Dergh\, no Ulster\, à qual o Santo descia para meditar sobre os juízos de Deus e se entregar à penitência. Depois da sua morte\, converteu-se num centro de peregrinações\, e algumas almas acreditaram que bastava passar lá algum tempo para evitar as penas do Purgatório no outro mundo. Quanto às famosas «Promessas»\, há uma que assegura aos Irlandeses que serão julgados por S. Patrício no último dia. \nEstas lendas exprimem\, ao menos\, a extrema veneração que os Irlandeses consagram ao apóstolo que os tornou cristãos […] Ainda hoje os Irlandeses\, pelo que religiosamente lhe devem\, usam no seu dia na lapela do casaco uma folha de trevo. \n\nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:São Cirilo de Jerusalém\, Bispo e Doutor da Igreja (315-386)
DESCRIPTION:A celebração deste grande Bispo e Doutor da Igreja foi instituída por Leão XIII em 1882 e está em relação com o grande esforço para atrair as Igrejas do Oriente à unidade católica. \nNasceu pelo ano de 315\, não consta onde; foi educado em Jerusalém. Aí mesmo foi elevado ao sacerdócio em 345 e dedicou-se fervorosamente ao ensino do catecismo como preparação para os que haviam de receber o santo batismo. Em 348 foi consagrado bispo de Jerusalém pelo metropolita Acácio de Cesareia. Ter decidido defender os interesses da fé diante das maquinações dos hereges\, mereceu-lhe três vezes ser desterrado. Da última\, viu-se obrigado a andar errante pelas cidades da Ásia e pelas lauras cenobíticas durante onze anos. Voltando ele a Jerusalém no ano de 362\, Juliano Apóstata pretendeu\, mas em vão\, reconstruir o Templo. Em 381 foi Cirilo a Constantinopla tomar parte no terceiro Concílio Ecuménico. Faleceu\, segundo a opinião comum\, a 18 de Março de 386. \nA obra providencial de S. Cirilo\, que lhe deu nome na história da literatura cristã antiga\, são as suas 24 catequeses\, verdadeiros discursos que pronunciou no princípio do seu pontificado\, pelos anos de 348 a 350\, na basílica do Santo Sepulcro. \n[…] \n  \nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:S. Turíbio de Mongrovejo\, Bispo (1538-1606)
DESCRIPTION:Foi grande benfeitor dos Índios da América Espanhola. Tiveram estes muito que sofrer devido à cobiça dos que se vieram a tornar senhores das terras que eles habitavam. Nos Estados Unidos foram quase todos exterminados. Frades houve que\, chegando ao México\, declararam que os Índios eram animais\, “criados para estar ao serviço do homem como os animais domésticos”. No Peru\, os buscadores de ouro limitaram-se a tratá-los como escravos e a embrutecê-los\, para tomarem conta do que era deles. Isto até ao dia em que Filipe II de Espanha nomeou Toríbio arcebispo de Lima (1581). \nA sua diocese era tão grande como metade da França. Visitou-a três vezes. A primeira visita durou sete anos. Todos os seus diocesanos estavam batizados\, mas quase nenhum era cristão autêntico. Os clérigos que os pastoreavam davam mau exemplo e só pensavam em mantê-los em submissão àqueles que os exploravam. O mérito de Toríbio esteve em levar estes Índios miseráveis a tomar consciência da sua dignidade de homens e em obrigar o clero a que os instruísse. Construiu escolas e igrejas\, e fundou em Lima o primeiro seminário da América Espanhola. Teve de lutar sem descanso com as autoridades civis\, que o perseguiam quanto podiam; ele era\, porém\, manso\, paciente\, hábil e de coragem indomável O que é certo é que transformou o estado de coisas no Peru\, onde se tornou impossível voltar atrás. \nÉ compreensível que aspirasse ao descanso\, ao fim de 25 anos de tais canseiras. Caiu doente em Santa\, Peru\, e prometeu que recompensaria a primeira pessoa que lhe anunciasse que não escaparia. Não faltou quem aceitasse a missão. E Toríbio entregou-lhe o presente. Entoou em seguida o salmo: “Alegro-me com a notícia que me foi agora dada”. E morreu pouco depois. \n  \nBiografia extraída da obra de:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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