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SUMMARY:S. João de Kenty\, Sacerdote (1390-1473)
DESCRIPTION:Nasceu em Kety\, ou Kenty\, na diocese de Cracóvia\, em 1390; ordenou-se sacerdote e foi muitos anos professor da Universidade de Cracóvia; depois\, foi pároco de Ilkus. À fé que ensinava uniu grandes virtudes\, sobretudo a piedade e a caridade para com o próximo\, tomando-se um modelo insigne para os seus colegas e discípulos. \nSegundo cartas do Papa Clemente XIII (de 12 de fevereiro de 1767)\, ninguém duvida que o Beato João de Kety deve ser contado entre aqueles excelentes varões que foram exímios pela santidade e doutrina\, que praticavam o que ensinavam e defenderam a verdadeira fé impugnada pelos hereges. Enquanto nas regiões vizinhas pululavam as heresias e os cismas\, o bem-aventurado João ensinava na Universidade de Cracóvia a doutrina haurida da mais pura fonte\, e explicava ao povo com muito empenho\, em seus sermões\, o caminho da santidade\, confirmando a pregação com o exemplo da sua humildade\, castidade\, misericórdia\, penitência e todas as outras virtudes próprias de um santo sacerdote e de um zeloso ministro do Senhor. \n  \nPode ler a parte restante da breve biografia deste Santo na pág. 428 do III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.\nNo Brasil\, este santo é também conhecido pelo nome\, aportuguesado\, Câncio\, ou de Kenty.\nLiturgia das Horas de Santos do mês de dezembro
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SUMMARY:S. Pedro Canísio\, Presbítero e Doutor da Igreja (1521-1597)
DESCRIPTION:Pedro Canísio nasceu em Nimega (na atual Holanda\, mas então parte da Alema­nha). Canísio é a latinização de Kanijs. \nCursou estudos em Colónia e Lovaina. Foi o primeiro jesuíta alemão\, tendo entra­do na Companhia de Jesus em 1543. Recebeu a ordenação sacerdotal três anos mais tarde. Nesse mesmo ano publicou as obras de S. Cirilo de Alexandria\, sendo esse o primeiro livro mandado imprimir por um jesuíta. Foi teólogo do Concílio de Trento e um grande pregador e professor. Exerceu a sua docência sobretudo em Inglostad\, Viena\, Augsburgo\, Innsbruk e Munique. Organizou a sua Ordem na Alemanha\, fazendo dela o instrumento valioso para a reforma católica contra o protestantismo. \nFoi conselheiro de Príncipes\, Núncios e Papas. Das 36 obras que compôs\, as mais célebres são os seus três Catecismos (1555-1556 e 1558)\, largamente difundidos por toda a cristandade até ao século XIX. O denominado «Catecismo Mayor»\, em 221 perguntas e respostas\, alcançou pelo menos 130 edições. O Papa Leão XIII chamou-lhe mesmo o «segundo Apóstolo da Alemanha\, depois de S. Bonifácio». \nEis como ele descreve a origem desta sua vocação. Depois de receber a bênção do Papa\, viveu esta profunda experiência espiritual: «Foi do vosso agrado\, ó Pontífice eterno\, que eu encomendasse aos vossos Após­tolos\, que se veneram no Vaticano e que operam com o vosso poder tantas maravilhas\, o efeito e a confirmação da bênção apostólica. Senti uma grande consolação da vossa graça que me vinha por meio de tais intercessores. Também eles abençoavam e confinavam a minha missão na Alemanha e pareciam prometer-me o seu favor como a apóstolo da Alemanha. \nSabeis\, Senhor\, como e quantas vezes\, naquele mesmo dia\, me confiastes a Alema­nha\, que devia ser daí em diante a minha preocupação constante e pela qual eu desejava viver e morrer. \nFinalmente\, meu Salvador\, como se me abrisses o Coração do vosso Corpo santíssimo\, que me parecia ver presente\, mandastes-me beber dessa fonte\, convidando-me a tirar dela água da salvação. \nO que eu mais desejava é que daí se derramassem sobre mim torrentes de fé\, esperança e caridade. Tinha sede de pobreza\, castidade e obediência\, e pedia-Vos que fosse por Vós totalmente purificado\, vestido e adornado. \nPor isso\, depois de ter ousado aproximar-me do vosso dulcíssimo Coração\, acal­mando nele a minha sede\, Vós me prometíeis um vestido de três peças para cobrir a nudez da minha alma e realizar com êxito a minha missão: a paz\, o amor e a perseveran­ça. Revestido deste ornamento salutar\, fiquei certo de que nada me faltaria\, e tudo se realizaria para vossa glória». \nFaleceu em Friburgo\, na Suíça\, a 21 de dezembro de 1597. Pio XI canonizou-o a 21 de maio de 1925\, declarando-o ao mesmo tempo Doutor da Igreja. \n………………………. \nEsta breve biografia de S. Pedro Canísio foi extraída do III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 422-423). \n(É também comemorado no dia 27 de abril\, na Companhia de Jesus)
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SUMMARY:Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo
DESCRIPTION:Basílicas de S. Pedro – Desenho\, litografia e figuras de Philippe Benoist (Genebra\, 1813 – Paris\, 1885) e de S. Paulo Extra-Muros – Desenho e litografia de Philippe Benoist\, figuras de Adolphe-Jean-Baptiste Bayot\, na obra «Roma – Grandezza e Splendore»\, de Paolo Emilio Trastulli\, Newton Compton Editori\, Roma 1987 – (páginas 113 e 119\, respetivamente) \n  \nA morte de S. Pedro em Roma fixou para sempre a sede do seu império espiritual. Com o sangue de Pedro e de Paulo conseguiu Roma mais conquistas do que com todos os seus soldados e legionários. A que era mestra do erro\, tornou-se discípula da verdade e resplandeceu em todo o orbe\, como sol entre as estrelas. O fogo sagrado\, que irradia calor e vida\, recolhe-se junto do túmulo dos dois Apóstolos. Lá se ajoelha Roma\, de lá olha para o mundo e lá se toma visível Cristo.\nA liturgia de hoje chama-nos a Roma\, ao túmulo dos dois Apóstolos\, às Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. Estão distantes entre si\, mas une-as um mesmo espírito\, uma mesma fé se respira nelas\, um mesmo Cristo fala nas duas. […]\nA liturgia das festas principais\, como na Epifania\, na Ascensão e no Pentecostes\, realiza-se na Basílica de S. Pedro. O Papa\, os presbíteros e diáconos romanos reúnem-se aí. O novo pontífice começa nela o seu pontificado e termina-o também\, com a sua sepultura. O Papa\, quando confirma\, senta-se na mesma cátedra de madeira que\, segundo uma tradição ultrapassada\, S. Pedro usava\, adornada e enriquecida com o melhor que souberam inspirar a arte e o génio da fé. Rodeada por Leão IV com uma muralha torreada\, a Cidade Leonina surgiu no século IX como símbolo e fortaleza do túmulo do Pontificado Supremo. Até este século\, o túmulo de S. Pedro devia estar visível; foi por motivo da invasão sarracena que se ocultou. […]\nA história da Basílica de S. Paulo é paralela à de S. Pedro. Quando\, em 410\, Alarico I\, rei dos Visigodos\, saqueou a Cidade Eterna\, mandou apregoar aos Romanos que seriam perdoados todos os que se refugiassem nas Basílicas dos Apóstolos. E sabe¬mos por S. Jerónimo que Marcela\, com a sua discípula Principia\, se refugiou em S. Paulo «buscando ou um asilo ou um sepulcro».\nS. Gregório Magno diz-nos que\, no seu tempo\, as duas Basílicas eram famosas pelo número dos seus milagres e que os fiéis lhes tinham tal respeito e veneração\, que não se atreviam quase a aproximar-se. João VIII rodeou\, depois da invasão sarracena\, com uma muralha torreada\, a Basílica de S. Paulo. \n*** *** *** \nLeia a parte restante da página sobre a Dedicação das duas maiores Basílicas de Roma no III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 297-299).
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SUMMARY:S. Vicente de Paulo\, Sacerdote (1581-1660) | Fundador da Congregação da Missão e das Filhas da Caridade
DESCRIPTION:Jean-Léon Gérôme\, S. Vicente de Paulo\, Museu Georges-Garret\, Vesoul – França\nNasceu a 24 de abril do ano de 1581 em Pouy\, Landes\, na França\, duma família provavelmente originária da Espanha. […] \nAos 19 anos\, recebe o sacerdócio e dedica-se a dar aulas particulares: necessitava de sustentar-se. Numa viagem de Marselha a Narbona\, cai prisioneiro duns corsários turcos que o vendem como escravo em Tunes. Quatro vezes mudou de dono\, nos dois anos que lhe durou o cativeiro. \nRegressando a França\, dirigiu-se a Paris. Viveu lá retirado e em silêncio\, ensaian­do-se com os irmãos de S. João de Deus na prática da caridade. […] \nA Congregação da Missão nasce em 1626\, no Colégio dos Bons Meninos de Paris. Em 1632 transladam-se para o priorado de S. Lázaro\, que se transforma em Casa-Mãe e no centro mais ativo de todas as obras de zelo e caridade de Paris. […] \nNão há serviço humilde a favor dos pobres onde não estejam as Irmãs da Caridade «que terão\, segundo S. Vicente\, por mosteiro as casas dos enfermos\, por cela um quarto de aluguer\, por capela a igreja das paróquias\, por claustro as ruas da cidade ou as salas dos hospitais\, por clausura a obediência\, por grades o temor de Deus e por véu a santa modéstia». Vicente morreu quase octogenário\, a 27 de setembro de 1660. \n………….. \nEstas são algumas pinceladas extraídas da breve biografia deste Santo\, no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que transcrevemos aqui\, com a devida vénia. Pode lê-la integralmente nessa publicação do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 94-95).
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SUMMARY:S. Cornélio (Papa) e S. Cipriano (Bispo)\, mártires
DESCRIPTION:Sucedeu S. Cornélio a S. Fabião\, mártir do ano de 250\, no tempo em que a perse­guição de Décio contra a Igreja era tão violenta que se passaram catorze meses\, desde o martírio de S. Fabião (20-01-250)\, sem se poderem congregar os fiéis para proceder à eleição do papa. \nQuando foi possível\, todos de unânime consentimento\, elegeram por papa a S. Cornélio\, presbítero da Igreja Romana. O melhor conceito da sua eminente virtude e mérito conhecemo-lo pelo que dele escreveu S. Cipriano: «Depois de haver sido elevado à dignidade episcopal sem artifícios e sem violên­cia\, meramente por vontade de Deus\, a quem unicamente pertence eleger bispos\, quanta fé\, quanta virtude e quanta resolução mostrou no valor com que tomou a cadeira episco­pal\, no tempo em que um tirano\, inimigo dos bispos de Deus\, sofreria de melhor vontade um competidor ao trono\, do que um bispo de Roma!» […] \nPor sua vez\, Cipriano é uma das grandes figuras dos primeiros séculos cristãos. Bispo de Cartago de 249 a 258\, tinha nascido\, segundo se crê\, na alta burguesia dessa cidade\, pelo ano de 210\, e era professor de retórica\, antes da conversão. […] \n  \nAs duas breves biografias destas figuras da Igreja dos primeiros séculos\, das quais extraímos estas duas passagens\, encontram-se no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-la integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 57-59).
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SUMMARY:S. Gregório Magno – Papa\, Doutor da Igreja
DESCRIPTION:Fachada da igreja de S. Gregório al Celio\, em Roma\nA cathedra de mármore\, talvez uma réplica de um original helénico\, encontra-se na stanza di S. Gregorio\, na igreja.\nGregório I\, nascido cerca do ano de 540\, encontra-se como linha divisória entre a Idade Antiga e a Idade Média. A sua veneranda figura ergue-se como um dos mais ilustres sucessores de S. Pedro. Dos Pontífices da antiguidade\, unicamente S. Leão pene­trou tão fundo como ele\, abrindo novos caminhos na sociedade eclesiástica e civil daque­la época. Pode afirmar-se que toda a Idade Média viveu do espírito de S. Gregório. A liturgia romana\, o canto sagrado\, o direito canónico\, a ascética monacal\, o apostolado entre os infiéis\, a vida pastoral: numa palavra\, toda a atividade eclesiástica se inspira do Santo Doutor\, cujos escritos vieram a ser como o Código universal do Catolicismo. \nEstas são as primeiras linhas das duas páginas de biografia deste sucessor de S. Pedro\, em Roma\, que se pode ler no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-la integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 18-19). \nA título de curiosidade\, acrescente-se que este Pontífice\, a quem a posteridade qualificou com o nome de grande\, foi o primeiro a usar o nome de servo dos servos de Deus\, como se chamam os Romanos Pontífices\, ao lado do Patriarca de Constantinopla\, que se intitula «Ecuménico» ou universal pontífice. \n———————————————— \nPróprio dos Santos – mês de setembro
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SUMMARY:Martírio de S. João Baptista
DESCRIPTION:Michelangelo Merisi da Caravaggio\, Salomè com a cabeça de João Battista (1609) – Palazzo Reale\, Madrid\nQuando S. João Baptista — o ilustre precursor do Messias — abandonou o deserto\, para que se tinha retirado por inspiração do Espírito Santo\, foi para as margens do rio Jordão\, onde começou a batizar e pregar penitência\, dispondo desta maneira o terreno para a nova doutrina do Salvador\, Nosso Senhor Jesus Cristo. \n[…] \n_____________________________________ \nEste é o início da página dedicada à festa hodierna\, no II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler a descrição integral do seu martírio na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 467-468).\n  \n\nOutras comemorações do Próprio dos Santos deste mês
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SUMMARY:S. Bernardo\, Doutor da Igreja (1094-1153)
DESCRIPTION:Filippino Lippi\, Aparição da Virgem Maria a S. Bernardo (1482-86) – Badia Florentina (Florença)\nBernardo\, confessor e doutor da Igreja\, nasceu em Fontaine-les-Dijon\, França\, no ano de 1094\, e morreu em Claraval\, em 1153. Foi o terceiro dos sete filhos duma nobre família borgonhesa. Aos nove anos entrou na escola de Chatillon-sur-Seine\, que dirigiam uns cónegos. Depressa se descobriram os seus talentos extraordinários. Era artista\, poeta e orador. […] \nEm 1113 entrou\, com 30 jovens nobres\, na recém-fundada e periclitante abadia de Cister. «Isto é loucura»\, diziam-lhe os irmãos assustados. Mas logo eles mesmos lhe seguiram o exemplo. O postulante entusiasta arrastou atrás de si um tio\, quatro irmãos e 25 amigos!Bernardo foi monge perfeito desde o primeiro dia: empenhava-se principalmente na regra do trabalho\, que era um dos pontos capitais da reforma cisterciense. A seguir ao trabalho manual\, a sua ocupação favorita era a leitura da Sagrada Escritura e dos Santos Padres. «As coisas apreciadas na fonte têm mais sabor». Lia meditando\, praticando aquilo a que ele chamava a ruminação dos Salmos. \n[…]\n———————————————— \nEstas são três breves passagens extraídas da página dedicada a este grande monge e pregador. Pode ler a parte restante da sua impressionante biografia publicada no II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-lo integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 433-435).\n\nOutras comemorações do Próprio dos Santos deste mês
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SUMMARY:Santa Beatriz da Silva\, Fundadora (1426-1490)
DESCRIPTION:Fachada do Lar Santa Beatriz da Silva\, em Fátima\nFoi canonizada a dia 3 de outubro de 1976\, depois de ter sido beatificada em 1926\, por Pio XI. \nPaulo VI\, ao canonizá-la\, disse: «Beatriz da Silva nasceu em Ceuta\, cidade do Norte de África\, nessa época sob o domínio da coroa de Portugal. O feliz evento verifi­cou-se em 1426\, muito provavelmente\, embora alguns biógrafos falem de 1424. Nasceu portuguesa\, portanto». Mas não falta quem lhe aponte outras naturalidades: Campo Maior\, Lisboa e Évora. \n… Viveu 30 longos anos na oração e penitência no Convento de S. Domingos\, em Toledo\, dali saiu em 1484\, com mais doze religiosas\, para dar começo à nova Ordem de Nossa Senhora da Conceição\, que foi aprovada pelo Papa Inocêncio VIII\, um ano antes da morte da Fundadora. As freiras vestem de branco com manto azul celeste\, professam especial devoção a Nossa Senhora da Conceição e seguem a regra de S. Fran­cisco. O Corpo de Santa Beatriz jaz em Toledo\, onde faleceu a 9 de agosto de 1490\, com 66 anos de idade… \nAs Concepcionistas de Santa Beatriz da Silva\, que não se devem confundir com outras Concepcionistas de fundação moderna\, são 3.000 no mundo inteiro\, distribuídas em 155 mosteiros de vida contemplativa: Espanha: 95; Brasil: 18; México: 10; Colômbia e Bolívia: 22; Peru e Equador: 7; Bélgi­ca: 2; Portugal: 2 – em Campo Maior e Viseu. \n…………………….. \nDa breve (três páginas e meia) mas densa biografia abaixo mencionada\, refira-se aqui este episódio\, a título de curiosidade: … A beleza de Beatriz era tão extraordinária que um pintor italiano a quis perpetuar e pediu a Dom Rui Gomes autorização para lhe retratar a filha. Beatriz opôs-se tenaz­mente\, pois não lhe consentia o pudor estar sem véu diante de um homem estranho. O pintor insistia e para o conseguir valeu-se dum estratagema. Beatriz serviria apenas para modelo dum quadro de Nossa Senhora. Obrigada pelo pai\, a angelical menina cedeu\, mas sob a condição de ficar com os olhos baixos\, todo o tempo que o pintor trabalhasse. O famoso quadro\, em que Nossa Senhora aparece com as feições da nossa santa\, conserva­-se atualmente na Secretaria da Misericórdia de Campo Maior. \n…………………….. \nPode ler toda a referida biografia de Santa Beatriz da Silva e Meneses no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-la integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 11-14).\n\nOutras comemorações do Próprio dos Santos deste mês
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SUMMARY:Santo Ireneu\, Bispo de Lião (+ 202)
DESCRIPTION:A 2 de Junho celebrámos os mártires de Lião\, imolados no ano de 177. Os sobreviventes\, impressionados com a perturbação que despertava o movimento profético montanista\, nascido na Ásia Menor\, enviaram cartas aos irmãos da Ásia e da Frigia\, assim como a Santo Eleutério\, bispo de Roma\, papa. E pediram a Ireneu que lhes servisse de embaixador. Veio munido da seguinte recomendação para Eleutério: «Encarregámos o nosso irmão e companheiro\, Ireneu\, de te entregar esta carta e pedimos-te que lhe deis bom acolhimento\, como a zeloso que é pelo testamento de Cristo. Se pensássemos que o posto cria a justiça\, nós havíamos de o apresentar primeiro como sacerdote da Igreja\, porque é isso que ele é». \nO nome de Ireneu deriva da palavra grega que significa «paz». Ireneu recebia uma missão de paz. Sempre seria ele agente de ligação\, de união e de paz. […] \n  \nEste é o início do capítulo sobre Santo Ireneu\, extraído do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler a parte restante na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 238-240). \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de unho: AQUI
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SUMMARY:Beatas Sancha\, Teresa e Mafalda
DESCRIPTION:Não era só nos mosteiros e conventos que se refugiava e florescia a santidade da nossa Idade Média. Também no palácio real\, três filhas de D. Sancho I (1154-1211) surgiram como três plantas eleitas de Deus que\, bem fidalgamente\, souberam ataviar-se com a riqueza e beleza das virtudes cristãs\, para ficarem de exemplo aos reis e aos povos. […] \nBeata Sancha (1180-1229) – Nascida em Coimbra\, foi educada\, como suas irmãs\, na piedade e austeridade dos bons tempos. […] \nBeata Teresa (1177-1250) – Foi casada com o rei de Leão\, de quem teve três filhos. Mas declarada\, por Celestino III\, a nulidade daquele matrimónio\, D. Teresa regressa a Portugal e recolhe-se no mosteiro de Lorvão\, onde toma o hábito cisterciense.  […] \nBeata Mafalda (1195-1256) – Foi também casada\, neste caso com Henrique I de Castela. Na menoridade dele\, cuja morte deixou livre D. Mafalda\, esta\, preferindo também a tudo o recolhimento e vida do claustro\, adaptou\, para a ordem de Cister\, o convento beneditino de Arouca\, onde se consagrou ao serviço de Deus para todo o resto da sua vida. […] \n…………. \nEstes são apenas alguns excertos do capítulo sobre as Beatas Sancha\, Teresa e Mafalda\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode completar estes breves acenos à sua vida lendo a obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 212-213). \n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de junho: AQUI
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SUMMARY:S. Justino\, Mártir (103-167)
DESCRIPTION:Justino\, filho de Prisco\, nasceu em 103\, na Palestina\, na cidade de Siquém. Nascido nas trevas do paganismo\, cursou as escolas filosóficas da sua terra e dedicou-se especialmente ao estudo do pensamento de Platão. Para conseguir aprofundar cada vez mais o sistema do grande sábio grego\, retirou-se para um ermo. Um dia apresentou-se-lhe um ancião\, que lhe não era conhecido\, mas de aparência sumamente simpática. Entre os dois entabulou-se uma conversa sobre a filosofia: o velho mostrou a Justino a insuficiência do sistema platónico\, que não satisfazia o desejo do espírito de conhecer a verdade sobre a existência de Deus. […] \nJustino é o primeiro «Padre da Igreja»\, depois dos «Padres Apostólicos»; é o primeiro e o mais antigo de que possuímos obras extensas\, de grande valor apologético. \n…………………….. \nEstes são apenas dois breves excertos do capítulo sobre a Festa do mártir S. Justino\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler integralmente a sua biografia na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 133-1348). \n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de junho: AQUI
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SUMMARY:S. Paulo Míki\, S. Pedro Baptista e companheiros mártires
DESCRIPTION:Destes\, seis eram franciscanos: Pedro Baptista\, Martinho de Aguirre\, Francisco Blanco\, Francisco de S. Miguel\, Gonçalo Garcia e Filipe de Jesus: sacerdotes os três primeiros. Todos menos um eram espanhóis: Gonçalo Garcia era filho de pai português e de mãe indiana\, nascido em Baçaim. Dezassete eram catequistas ou serviam nos ofícios divinos; destes\, quase todos eram terceiros leigos de S. Francisco. Três eram jesuítas: Paulo Míki\, João de Goto e Tiago Kisai. Estes jesuítas e os terceiros leigos eram naturais do Japão. […] \nNo ano de 1587\, trinta e oito depois de S. Francisco Xavier semear o primeiro grão do Evangelho naquela gentilidade\, andavam já por 200.000 os cristãos do Japão\, entre os quais\, reis\, príncipes\, generais\, os primeiros senhores das cortes e a flor da nobreza. \nMas surgiu a grande perseguição. O imperador Taikosama\, talvez o mais cruel dos tiranos que moveram guerra à Igreja\, tendo resolvido exterminar o Cristianismo no seu Estado\, começou por banir todos os missionários. Tanto os jesuítas como os outros religio­sos que se encontravam naquele Império quiseram antes expor as próprias vidas do que abandonar aquela aflita cristandade. […] \nPaulo Miki tinha sido batizado\, com os pais\, aos cinco anos\, em 1568. Tendo mostrado grande inclinação para a virtude e vivo engenho\, foi enviado para o Seminário de Ausukyama. Mal soube o catecismo\, começou a ensiná-lo aos outros\, obtendo con­versões. Cedo pediu para ser recebido na Companhia de Jesus\, por causa da devoção desta à Santíssima Virgem e do zelo apostólico que nela admirava. Admitido\, mostrou sinais de extraordinário fervor. Concluído o noviciado e acabados os estudos\, foi aplica­do ao ministério da pregação\, no qual ganhava os corações com admirável facilidade. Míki\, em Osaka e Meako\, fez o mesmo que tinha feito em Shimo: era raro que a um qualquer dos seus sermões se não seguisse alguma conversão sensacional\, graças à ciên­cia e à virtude\, apesar da facilidade da oposição dos bonzos. \n[…] \nVai certamente querer ler uma biografia completa destes mártires. Os parágrafos aqui transcritos\, com a devida vénia\, fazem parte das três páginas que lhes são dedicadas na obra «Santos de cada dia – I (Janeiro\, Fevereiro\, Março\, Abril)» (páginas 142-144)\, publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.
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SUMMARY:Santos Timóteo e Tito\, Bispos
DESCRIPTION:S. Timóteo\nPrimeiro Bispo de Éfeso\, a quem S. Paulo em muitos lugares das suas cartas chama seu discípulo caríssimo\, seu amado filho e seu irmão\, era muito provavelmente natural de Listra\, na Licaónia\, província da Ásia Menor.\nO pai de Timóteo era gentio\, e a mãe\, que se chamava Eunice\, judia. Tinha abraçado a religião cristã\, assim como Loide\, avó de Timóteo. Isto por ocasião da primeira viagem que S. Paulo e S. Barnabé fizeram a Listra. […] \nS. Tito | Bispo (+ por 96)\nA festa de S. Tito entrou no Missal Romano no ano de 1854\, no tempo de Pio IX. Sobretudo os Padres Gregos apresentam extraordinárias ponderações sobre a santidade e o zelo deste discípulo predileto do Apóstolo das gentes; e os bizantinos dão-lhe mesmo o título de apóstolo\, seguindo S. Paulo que lhe chama “apóstolo das igrejas e glória de Cristo”. A sua basílica da ilha de Creta remonta pelo menos ao século VI.\nNada sabemos ao certo sobre a sua origem e lugar de nascimento. Uns dão-no como natural de Creta; S. João Crisóstomo como de Corinto; e as Actas de Tecla\, no séc. II\, como de Icónio. […] \nPara continuar a ler:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\nConvidamos também a abrir o SITE https://www.liturgia.pt/ onde\, além de informações e materiais preciosos\, incluindo publicações diversas\, encontra as leituras bíblicas\, orações e referências históricas para cada dia do Ano Litúrgico\, nomeadamente o Martirológio. HOJE \nOs botões com os títulos dos cânticos propostos a seguir estão ligados às respetivas partituras – em formato PDF – que incluem uma versão instrumental das respetivas melodias. Para quaisquer dúvidas\, comentários ou pedidos\, não hesite em contactar o titular do site\, utilizando este formulário.
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SUMMARY:S. Basílio Magno (+379) e S. Gregório Nazianzeno\, Bispos e doutores da Igreja
DESCRIPTION:Em Moscovo\, na célebre e majestosa “Praça Vermelha”\, que deve o nome à tona­lidade característica das construções que a fecham\, levanta-se a catedral de São Basílio\, constituindo um dos tesouros históricos e artísticos da metrópole russa. Antes de ser capital do Império dos Tzares e centro da União Soviética\, Moscovo foi a Cidade Santa da Rússia\, e tem no Kremlin\, isto é\, no “castelo”\, os mais gloriosos monumentos da sua história e as igrejas dos Santos preeminentes. \nRecordaremos os três “luminares da Capadócia”\, região da Turquia\, contemporâ­neos e entre si amigos\, São Gregório Nisseno\, seu irmão Basílio\, e Gregório Nazianzeno. Nesta tríade luminosa\, São Basílio constitui o astro mais resplandecente\, que bem mere­ceu o título de “Grande”. \n[…] \nSão Gregório Nazianzeno | Teólogo\, Bispo de Nazianzo e Doutor da Igreja (+ 390) \nEntre os “luminares da Capadócia”\, Gregório de Nazianzo foi ao mesmo tempo homem de ação e de contemplação; filósofo e poeta; dividido\, melhor incerto\, entre a vida ativa e a vida ascética\, entre a pregação e a meditação. \nNasceu duma família de Santos. Santo o pai\, Gregório\, o Velho\, que foi depois Bispo de Nazianzo e conselheiro do filho; Santa a mãe\, Nona\, que trouxera o marido à conversão; Santa a irmã\, Gorgónia; homem de muita consciência e alguns minutos santo o irmão\, Cesário\, médico\, baptizado na hora da morte. \n[…] \nEstes são os primeiros dois parágrafos das breves biografias dos dois doutores da Igreja hoje comemorados\, extraídos da obra «Santos de cada dia – I (Janeiro\, Fevereiro\, Março\, Abril)» (páginas 13-15)\, e aqui transcritos\, com a devida vénia. Leia integralmente essas biografias na referida obra\, publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.\n==================== \nLiturgia das Horas do mês de janeiro de 2023
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SUMMARY:Santo Ambrósio\, Bispo\, Doutor da Igreja (c. 339-397)
DESCRIPTION:Basílica de Santo Ambrósio\, uma das mais antigas igrejas de Milão\nTalvez nenhum bispo tenha gozado em vida de maior prestígio e autoridade do que Santo Ambrósio. Autoridade moral que lhe mereciam a nobreza do carácter\, a santidade da vida\, a energia e retidão do proceder\, e também a ciência\, o conhecimento nas matérias e a prudência no governo. \nAntes de ser bispo tinha sido governador das regiões italianas Emília\, Lácio e Milão; antes de estudar teologia tinha estudado direito. Espírito eminentemente prático e\, como bom romano\, ponderado\, tinha o sentido da justiça\, suavizado pela caridade cristã. Todos os que tratavam com ele ficavam como que hipnotizados pelo influxo mágico da pessoa e da palavra. […] \nSanto Agostinho\, que ia muitas vezes ter com ele\, antes de se converter\, para se instruir sobre o Cristianismo\, diz que lhe era difícil chegar até ele\, «porque um exército de necessitados impedia que eu chegasse à sua presença. Era o enfermeiro das necessidades deles». Algumas vezes\, encontrou-o só\, mas embrenhado na leitura dos livros; não se atrevia então a interromper-lhe a meditação. «Sentava-me e\, depois de passar longo tempo a contemplá-lo em silêncio – quem se atreveria a perturbar atenção tão profunda? – retirava-me pensando ser cruel incomodá-lo no pouco tempo que ele se reservava para concentrar o espírito no meio do tumulto dos negócios». \n  \nPode ler a parte restante da breve biografia de S. Ambrósio no III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 374-376).\nLiturgia das Horas de Santos do mês de dezembro
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SUMMARY:S. Domingos\, Fundador (1170-1221)
DESCRIPTION:Guido Reni\, Glória de S. Domingos (1613-1615) – Bolonha\, Capela de S. Domingos\nNasceu S. Domingos em Caleruega\, província de Burgos e diocese de Osma\, a 24 de junho de 1170\, e morreu a 6 de agosto de 1221. O pai\, Félix de Gusmão\, queria entusiasmá-lo pelas armas; o menino preferia porém andar com a mãe\, Joana de Aza\, grande esmoler\, e com os clérigos e monges. \nTrazendo-o ela ainda no seio materno\, teve uma espécie de visão ou sonho\, em que viu um cão com uma tocha\, segura na boca\, em atitude de pegar fogo ao mundo inteiro. Visitou ela o vizinho sepulcro de S. Domingos de Silos e foi-lhe lá revelado pressagiar aquele sonho a vocação do menino que ela iria dar à luz. […] \nUma viagem pela Europa abriu-lhe os horizontes do seu apostolado. Da Dinamarca seguiu para Roma\, em 1204\, para obter do papa licença para evangelizar a tribo bárbara dos Cumanos\, nos confins do mundo germânico. Inocêncio III orientou-o todavia para a conversão dos Albigenses que infestavam todo o Sul da França. E começa nova fase de sete anos. A pregação da verdade e a austeridade de vida realizaram verdadeiros milagres. […] \nEm Tolosa nasceu a primeira casa dos Irmãos Pregadores\, em 1215. O hábito deles foi o de cónego que usava S. Domingos: túnica branca\, roquete simples e capa negra com capuz. […] \n—————————————————————– \nLeia a parte restante da longa biografia do fundador da Ordem dos Dominicanos no II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-lo integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 400-402).\n\nOutras comemorações do Próprio dos Santos deste mês
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SUMMARY:Santo Estanislau\, Bispo – Mártir (1030-1097)
DESCRIPTION:Este grande defensor da moral católica\, sobretudo no que respeita à pureza e santidade do matrimónio\, nasceu em 1030\, em Sezépanow da Polónia\, perto de Cracóvia. O pai\, Wielislau\, era dos principais nobres do reino […]. Seguindo o conselho do Evangelho\, distribuiu entre os pobres todas as riquezas e foi ordenado sacerdote. Por falecimento do bispo de Cracóvia\, Lamperto\, em 1072\, foi destinado para lhe suceder e\, desde então inicia uma vida mais austera ainda. Veste-se de cilício que nunca deixará até à morte; todos os anos visita a diocese\, ordena que seja feita uma lista completa dos pobres e das viúvas para lhes prestar socorro e consagra-se de corpo e alma à reforma da sua grei. A empresa não era fácil\, pois um dos abusos maiores vinha da corte\, em particular do rei Boleslau II\, príncipe ambicioso e valente\, mas déspota e sensual\, como os reis orientais da história antiga. Diante do capricho e da paixão do rei\, não se encontrava vida segura\, nem bens ou inocência em tranquilidade. \nNuma assembleia plenária de magnates e prelados\, levantou-se Estanislau a promulgar em voz alta o programa da moral católica e a defender os direitos da justiça e da santidade. […] Desde esse dia estava lavrada a sentença de morte. […] A 8 de maio de 1097\, estava Estanislau a celebrar Missa numa capela dedicada a S. Miguel\, nos arredores de Cracóvia. Chegavam até ao altar o ruído das armas e os gritos das pessoas enviadas pelo rei. O perigo era claro\, mas o Santo prosseguiu a celebração. Aí mesmo\, no altar\, foi ferido de morte\, ao que parece\, por mão do Rei. […] \nGregório VII excomungou e depôs o rei. Este abdicou\, converteu-se e veio a morrer sendo irmão leigo beneditino. Assim dizem os hagiógrafos polacos. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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SUMMARY:S. João Baptista de la Salle – Fundador (1651-1719)
DESCRIPTION:Em 1682\, em Reims\, na França\, via-se uma sensacional figura de sacerdote que\, sobre a batina com a volta branca à roda do pescoço\, trazia a capa dos aldeões da Champagne\, com largas mangas\, e na cabeça usava um chapéu tricórnio e sapatos de homem do povo nos pés. “É João Baptista de la Salle\, cónego\, filho do juiz – comentava a gente surpreendida e escandalizada. – Pasmai\, está a dirigir uma escola popular. Que vergonha!”. Isto\, pouco mais ou menos\, o que se pensava e se dizia\, na França do “século de oiro”\, dos chamados “Irmãos das escolas cristãs”\, isto é\, de João Baptista de la Salle e dos seus doze companheiros\, doze mestres que tinham aceitado vestir como ele e dedicar-se\, como ele\, à fundação de escolas masculinas para o povo. Para meninas já existiam\, e bastava que ele amparasse a Congregação das Irmãs do Menino Jesus\, que o seu diretor espiritual e testador lhe recomendara\, ao nomeá-lo testamenteiro. \nHoje fala-se muito de problemas escolares\, de conquistas da moderna educação\, de métodos de ensino. Seria útil recordar mais vezes que\, há apenas 300 anos\, o problema educativo popular era ignorado pela grande maioria dos homens e que os primeiros a enfrentá-lo foram dois religiosos\, ambos Santos: José Calasâncio\, na Itália\, e depois dele João Baptista de la Salle\, na França. […] \nNão faltaram dificuldades de todo o género e ásperas oposições\, devidas muitas vezes a temores infundados\, mesquinhezes\, inveja\, incompreensão e ciúmes. Não obstante\, de la Salle\, amargurado pelas adversidades durante a vida inteira – até à morte que o assaltou\, ainda não velho\, a 7 de abril de 1719 – foi um dos educadores mais iluminados da Igreja. […] As ideias e os métodos que o Santo de Reims pôs genialmente em prática há perto de três séculos\, vê-se que estão ainda na base dos sistemas educativos de todos os países civilizados. E a reforma de S. João Baptista de la Salle não se apoiava em bases frágeis ou incertas. Aos Irmãos das Escolas Cristãs\, que ainda hoje continuam em todo o mundo a obra de educadores\, recomendava\, com efeito\, a oração constante e\, cada dia\, meia hora de ensino religioso: sólido fundamento de qualquer educação intelectual e qualquer formação profissional. Foi beatificado em 1888 e canonizado em 1900\, juntamente com Santa Rita de Cáscia. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI \n 
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SUMMARY:S. Vicente Ferrer – Confessor (1350-1419)
DESCRIPTION:[…] S. Vicente Ferrer nasceu em Valência (Espanha)\, em 1350. A sua casa natalícia distava muito pouco do Real Convento dos Pregadores\, fundado a seguir à conquista cristã da cidade. Cedo resolveu ele vestir o hábito branco e preto dos dominicanos. Desde a profissão religiosa\, em 1368\, até 1374\, ano em que foi ordenado\, Vicente alternou o estudo e ensino da filosofia com a aprendizagem da teologia em Lérida (Lleida)\, Barcelona e Tolosa. Com perfeito conhecimento da exegese bíblica e da língua hebraica\, regressou a Valência\, onde ensinou teologia\, escreveu\, pregou e aconselhou. \nNaqueles tempos sofreu a Igreja o látego doloroso da infausta cisão religiosa do Ocidente. Por cardeais declarada inválida a eleição de Urbano VI\, foi escolhido Roberto de Genebra que tomou o nome de Clemente VII. As coroas ibéricas procuraram manter-se neutrais entre os dois papas\, mas o de Avinhão esforçou-se por conquistar a obediência delas e mandou como seu legado o cardeal Pedro de Luna. […] \nPercorreu inúmeras aldeias e cidades da Espanha\, França\, Itália e Suíça\, e é mesmo provabilíssimo que tenha penetrado na Bélgica. Quando a oratória sacra se perdia em argumentações escolásticas e desenvolvimentos retóricos\, a palavra de Vicente era como látego de fogo a incendiar e iluminar. O seu sistema estava em expor claramente\, sem adular\, a doutrina de Cristo\, utilizando aliás a bandeja de ouro da sua portentosa e dócil imaginação\, e a enorme força sugestiva da sua potente voz\, rica em matizes e sonoridades. […] Foi de impressionante e surpreendente grandeza o sermão que\, depois de vencida a implacável resistência de Bento XIII e obtida a promessa de ele abdicar\, pronunciou diante do papa avinhonês e seus cardeais\, em Perpinhão\, 1415\, comentando o texto: “Ossos secos\, ouvi a palavra de Deus”. \n[…] Nos seus últimos 30 anos de vida\, o trabalho da pregação condicionou-lhe o horário de vida. Costumava dedicar cinco horas ao descanso\, tomando-o sobre um feixe de varas ou um enxergão de palha; o tempo restante dedicava-o à oração e aos deveres de pregador. […] Todos os dias cantava Missa com grande solenidade e em seguida fazia o sermão\, que habitualmente durava duas ou três horas e\, numa sexta-feira santa em Tolosa\, seis horas seguidas! […] Laboriosíssimos os esforços para determinar a conclusão do Cisma do Ocidente; se não podemos afirmar que nela tenha tido intervenção direta\, devemos dizer que pesou a sua influência\, apoiada em universal prestigio. O conclave reunido em Constança a 11 de novembro de 1417\, um pouco menos de dois anos antes da morte do Santo\, deu à Igreja a eleição de Martinho V\, a cuja obediência se submeteu toda a cristandade ocidental\, que se tinha ultimamente cindido. Veio a falecer na Bretanha\, a 5 de abril de 1419. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n______________________ \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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SUMMARY:Santo Isidoro de Sevilha\, Bispo – Doutor da Igreja (556-636)
DESCRIPTION:Bartolomé Esteban Murillo (1655 – Catedral de Sevilha)\nSe bem que alguns historiadores julguem que Santo Isidoro nasceu em Cartagena\, o mais seguro é que tenha visto a luz em Sevilha\, pelo ano de 556. […] A lenda apresenta-nos um menino que\, acobardado pelas repreensões e vencido pelo desalento\, sentindo-se incapaz de meter a lição na cabeça\, foge da escola e põe-se a andar sem rumo pela margem do Guadalquivir. Cansado e sedento\, senta-se na margem dum poço e começa a contemplar\, dentro\, uns canaizinhos na pedra. Uma mulher que vem buscar água encontra-o pensativo e explica-lhe: as gotas de água\, caindo um dia atrás doutro no mesmo sítio\, abriram aqueles orifícios. “Então\, diz o biógrafo do século XII\, o menino pensou que\, se a água caindo lentamente pode vencer a dureza da pedra\, também o seu espírito rebelde e duro poderia receber os vestígios do ensino”. \nNo início do séc. VII\, Isidoro é eleito por unanimidade bispo de Sevilha. Em 619 reúne e preside o Sínodo II hispalense ou sevilhano\, e em 633 assiste ao IV Concílio toletano\, a que também preside. E morreu a 4 de abril de 636. Estes são os puros factos\, inteiramente certos da sua vida. \n[…] Como sábio\, o seu mérito consistiu em salvar a cultura antiga do naufrágio universal que a ameaçava com a invasão dos bárbaros. Foi pedagogo não só do reino\, mas do mundo inteiro. É tesouro imenso aquilo que passou por sua mão invadindo a posteridade\, que o escuta agradecida\, o venera\, o lê e o admira. […] \nUm texto antigo pinta-o com estas palavras: “Foi largo nas esmolas\, insigne na hospitalidade\, sereno de coração\, verdadeiro nas palavras\, justo nos juízos\, assíduo na pregação\, afável no exortar\, habilíssimo para ganhar as almas para Deus\, cauto na exposição das Escrituras\, sábio no conselho\, humilde no vestir\, sóbrio na mesa\, pronto a dar a vida pela verdade e eminente em toda a classe de bondades”. […] \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n____________ \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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SUMMARY:S. Francisco de Paula – Confessor (1416-1508)
DESCRIPTION:O Fundador da Ordem dos Mínimos nasceu em Paula\, cidadezinha da Calábria\, em 1416. Fruto de bênção e de orações\, deram-lhe os pais o nome de Francisco\, por devoção ao grande Patriarca de Assis\, a cuja intercessão atribuíram a sua vinda ao mundo. Quando uma doença ameaçava fazer-lhe perder um dos olhos\, os pais prometeram conservá-lo um ano no convento duma Ordem\, caso ele se curasse. Em obediência ao voto\, o jovenzinho viveu dos 13 para os 14 anos no convento de S. Marcos que havia em Paula. \nDepois retirou-se para uma das propriedades do pai\, que era simples lavrador\, e viveu numa cova\, como se fosse solitário da Tebaida\, sem outro vestuário que não fosse uma túnica de cilício\, com cinto. Não tardou que se lhe juntassem outros dois jovens imitadores da sua santa loucura. Em 1435 foi levantada\, junto das celas dos três primeiros Mínimos\, uma capela aonde vinha um sacerdote celebrar e dar-lhes a sagrada comunhão. […] O povo chamava-lhes eremitas de S. Francisco\, mas eles preferiam o nome evangélico de Mínimos\, quer dizer\, ainda menos que os frades menores do pobrezinho de Assis. […] Foi canonizado por Leão X em 1519. É um dos Santos de quem se contam milagres em maior número\, devidos à sua fé e confiança em Deus. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n…………………………… \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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SUMMARY:S. Turíbio de Mongrovejo\, Bispo (1538-1606)
DESCRIPTION:Foi grande benfeitor dos Índios da América Espanhola. Tiveram estes muito que sofrer devido à cobiça dos que se vieram a tornar senhores das terras que eles habitavam. Nos Estados Unidos foram quase todos exterminados. Frades houve que\, chegando ao México\, declararam que os Índios eram animais\, “criados para estar ao serviço do homem como os animais domésticos”. No Peru\, os buscadores de ouro limitaram-se a tratá-los como escravos e a embrutecê-los\, para tomarem conta do que era deles. Isto até ao dia em que Filipe II de Espanha nomeou Toríbio arcebispo de Lima (1581). \nA sua diocese era tão grande como metade da França. Visitou-a três vezes. A primeira visita durou sete anos. Todos os seus diocesanos estavam batizados\, mas quase nenhum era cristão autêntico. Os clérigos que os pastoreavam davam mau exemplo e só pensavam em mantê-los em submissão àqueles que os exploravam. O mérito de Toríbio esteve em levar estes Índios miseráveis a tomar consciência da sua dignidade de homens e em obrigar o clero a que os instruísse. Construiu escolas e igrejas\, e fundou em Lima o primeiro seminário da América Espanhola. Teve de lutar sem descanso com as autoridades civis\, que o perseguiam quanto podiam; ele era\, porém\, manso\, paciente\, hábil e de coragem indomável O que é certo é que transformou o estado de coisas no Peru\, onde se tornou impossível voltar atrás. \nÉ compreensível que aspirasse ao descanso\, ao fim de 25 anos de tais canseiras. Caiu doente em Santa\, Peru\, e prometeu que recompensaria a primeira pessoa que lhe anunciasse que não escaparia. Não faltou quem aceitasse a missão. E Toríbio entregou-lhe o presente. Entoou em seguida o salmo: “Alegro-me com a notícia que me foi agora dada”. E morreu pouco depois. \n  \nBiografia extraída da obra de:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:São Cirilo de Jerusalém\, Bispo e Doutor da Igreja (315-386)
DESCRIPTION:A celebração deste grande Bispo e Doutor da Igreja foi instituída por Leão XIII em 1882 e está em relação com o grande esforço para atrair as Igrejas do Oriente à unidade católica. \nNasceu pelo ano de 315\, não consta onde; foi educado em Jerusalém. Aí mesmo foi elevado ao sacerdócio em 345 e dedicou-se fervorosamente ao ensino do catecismo como preparação para os que haviam de receber o santo batismo. Em 348 foi consagrado bispo de Jerusalém pelo metropolita Acácio de Cesareia. Ter decidido defender os interesses da fé diante das maquinações dos hereges\, mereceu-lhe três vezes ser desterrado. Da última\, viu-se obrigado a andar errante pelas cidades da Ásia e pelas lauras cenobíticas durante onze anos. Voltando ele a Jerusalém no ano de 362\, Juliano Apóstata pretendeu\, mas em vão\, reconstruir o Templo. Em 381 foi Cirilo a Constantinopla tomar parte no terceiro Concílio Ecuménico. Faleceu\, segundo a opinião comum\, a 18 de Março de 386. \nA obra providencial de S. Cirilo\, que lhe deu nome na história da literatura cristã antiga\, são as suas 24 catequeses\, verdadeiros discursos que pronunciou no princípio do seu pontificado\, pelos anos de 348 a 350\, na basílica do Santo Sepulcro. \n[…] \n  \nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:São Patrício\, Bispo (+ por volta de 461)
DESCRIPTION:Seu pai\, o diácono Calpúrnio\, tinha uma quinta à beira-mar\, no País de Gales. Pelo ano de 404\, os piratas saquearam-na e apoderaram-se de Patrício\, com dezasseis anos então. Venderam-no a um ilhéu que\, durante seis anos\, o empregou a guardar \nrebanhos. Ao mesmo tempo\, muito orou e meditou. […] \nEm virtude duma visão que teve em sonhos\, resolveu dedicar-se à evangelização da Irlanda\, que tinha voltado ao paganismo. Atravessou o mar\, passou uma temporada com os monges de Lérins e\, a seguir\, partiu para Auxerre onde\, de 415 a 432\, frequentou a escola dos bispos Santo Amador e S. Germano. Julga-se que o primeiro destes bispos lhe conferiu o diaconado e o segundo a sagração episcopal. \n[…] Há muitas lendas misturadas com as narrações a seu respeito como\, por exemplo\, a do «Purgatório» de S. Patrício e a das «Promessas» que Deus lhe terá feito antes de morrer. \nO «Purgatório de S. Patrício» é uma vasta caverna subterrânea\, situada numa ilha do lago Dergh\, no Ulster\, à qual o Santo descia para meditar sobre os juízos de Deus e se entregar à penitência. Depois da sua morte\, converteu-se num centro de peregrinações\, e algumas almas acreditaram que bastava passar lá algum tempo para evitar as penas do Purgatório no outro mundo. Quanto às famosas «Promessas»\, há uma que assegura aos Irlandeses que serão julgados por S. Patrício no último dia. \nEstas lendas exprimem\, ao menos\, a extrema veneração que os Irlandeses consagram ao apóstolo que os tornou cristãos […] Ainda hoje os Irlandeses\, pelo que religiosamente lhe devem\, usam no seu dia na lapela do casaco uma folha de trevo. \n\nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:Santa Francisca Romana\, Religiosa (1384-1440)
DESCRIPTION:Nasceu Santa Francisca em 1384 e morreu em 1440. […] A sua história confunde-se com a da Cidade Eterna naquela época. Roma estava dividida em dois bandos que se guerreavam encarniçadamente. Os Orsini\, em cuja facão ocupava elevado posto Lourenço de Ponziani\, lutavam em favor do Papa\, ao passo que os Colonna\, seus adversários\, apoiavam Ladislau de Nápoles. […] \nOs dois saques de Roma ofereceram-lhe campo vastíssimo para abrir as asas da sua caridade. Andava à procura dos desprotegidos pelos desvãos sórdidos\, onde os enfermos buscavam a luz do seu sorriso; e pelos sótãos\, onde se amontoavam as crianças de caras pálidas e famintas. Toda a sua missão era mitigar a dor\, aliviar a pobreza. \nA sua volta reuniram-se depois outras senhoras\, desejosas de imitar esses impulsos generosos; ela dirigia-as espiritualmente\, apartando-as das vaidades do mundo e ensinando-lhes o caminho evangélico da caridade e do sacrifício. Assim nasceu a confraria de Oblatas Beneditinas\, que habitaram depois e habitam ainda\, em forma de Terceiras conventuais\, perto do Capitólio\, e foram aprovadas por Eugénio IV\, em 1433. […] \nAlguns dias depois da canonização em S. Pedro do Vaticano (29 de maio de 1608)\, saíram grandes procissões com a imagem da Santa e dirigiram-se: para o convento da Porta degli Speccchi; para o seu sepulcro na igreja de Santa Maria Nuova; e para Santa Maria in Araceli\, como igreja do Senado Romano. Também Paulo V visitou repetidamente o sepulcro de Santa Francisca e junto dele celebrou Missa. \n  \nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:São João de Deus\, Fundador da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros (1495-1550)
DESCRIPTION:João Cidade\, fundador da Ordem dos Irmãos hospitaleiros\, nasceu em Montemor-o-Novo\, Portugal\, em 1495\, e morreu em Granada\, Espanha\, a 8 de março de 1550. \nTinha oito anos quando\, ao ouvir as descrições dum peregrino\, sendo sonhador e ambicioso de novidades\, se lançou no desconhecido e penetrou em terras de Espanha; atravessou o Guadiana e chegou por fim à vila de Oropesa\, onde\, extenuado e quase sem sinais de vida\, foi recolhido por um rico proprietário\, que o manteve ao seu serviço\, primeiro como pastor\, depois como maioral e administrador\, e ultimamente como homem de plena confiança. […] \nAlista-se na hoste que o Conde de Oropesa estava a reunir\, contra os franceses de Francisco I. Como Inácio de Loyola\, toma parte na guerra de Navarra e está presente no cerco de Fuenterrabia. Foi para ele\, que ia chegar aos 25 anos\, tempo de duras provas. […] \nVolta derrotado e triste a casa do seu antigo amo de Oropesa\, e novamente se alista\, desta vez nas campanhas contra o Turco no centro da Europa; chega até Viena e\, terminada a empresa\, vai como peregrino a Santiago de Compostela. Recorda-se lá da terra natal e dos pais. Vai a Montemor\, mas na casa ninguém o conhece\, pois tinham morrido o pai e a mãe. Mas um parente afastado oferece-lhe hospitalidade\, carinho e dinheiro; ele porém não aceita e volta a Espanha\, fazendo-se guardador de gado em Sevilha. E transfere-se depois para África\, no séquito dum fidalgo português que vai degredado e embarca em Gibraltar. \nEm Ceuta é pedreiro nas muralhas\, e com os ganhos ajuda enfermos e necessitados. As suas aventuras vão-se todavia orientando pouco a pouco com a luz da vocação divina. Volta à Península; pára em Gibraltar e torna-se vendedor de livros e imagens. Entre o que é piedoso\, fornece também livros de cavalaria; mas tem escrúpulos e frequentemente dissuade os compradores de que os leiam. Como vendedor ambulante percorre\, com as mercadorias às costas\, as ruas de Gibraltar\, de Algeciras e doutras cidades da costa. Assim chega até Granada onde\, na idade madura de 42 anos\, Deus o espera para finalmente lhe dar a conhecer a sua verdadeira vocação. Instala a sua livraria na rua de Elvira\, onde pouco depois nasceria o Doutor Exímio\, Francisco Suárez\, futuro catedrático da Universidade de Coimbra. \n[…] A 20 de janeiro de 1537 pregou nesta cidade S. João de Ávila. […] As palavras do pregador atingiram o íntimo de João Cidade\, como setas ao corpo de S. Sebastião. Sentiu-se tão arrependido dos pecados que\, saindo precipitadamente do templo\, pôs-se a correr pelas ruas gritando a plenos pulmões: – Misericórdia\, Senhor\, misericórdia! \nAs pessoas que o viam correr e gritar\, tomando-o por doido – as crianças primeiro e depois a população toda– começaram a injuriá-lo\, a atirar-lhe pedras e todas as imundices encontradas. João distribuiu aos pobres tudo quanto possuía e começou vida de tão rigorosa penitência\, que a maior parte da gente tomou-o por louco\, chegando ele a ser metido num hospital de alienados. […] \nA loucura de S. João de Deus manteve-se até que S. João de Avila a proibiu. Assim\, o nosso Santo imediatamente se tomou cordato e dedicou-se a tratar os doentes. Reuniu esmolas e construiu um amplo e bem organizado hospital em Granada. Juntaram-se-lhe outras almas generosas e sacrificadas\, e nasceu a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros. […] \nCaindo em doença grave\, ao sentir próxima a morte\, levanta-se da cama\, veste-se e prostra-se no chão. Apertando ao peito um crucifixo\, exala o último suspiro. Granada inteira desfila diante daquele homem-prodígio de humildade e caridade. \nFoi beatificado em 1630 e canonizado em 1690. Clemente IX declarou-o patrono dos hospitais católicos. Leão XIII ordenou que o seu nome fosse mencionado nas Ladainhas dos agonizantes\, juntamente com S. Camilo de Lélis. E\, em 1930\, Pio XI colocou sob a proteção dos dois Santos os enfermeiros católicos e suas associações. \nO corpo de S. João de Deus – que assim se ficou chamando desde os primeiros contactos com S. João de Ávila – venera-se na sua basílica menor de Granada. Desta cidade recebeu Portugal certa compensação\, com a vinda dos seus dois filhos – o Doutor Exímio e Fr. Luís de Granada – que jazem\, respetivamente\, em S. Roque e em S. Domingos\, de Lisboa. \n  \nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:Santas Perpétua e Felicidade\, Mártires (+ 203)
DESCRIPTION:Numa perseguição que se desencadeou em Cartago\, foram presos nesta cidade cinco catecúmenos\, entre os quais uma escrava chamada Felicidade e uma mulher\, ainda nova e de posição\, chamada Perpétua. A primeira estava grávida de oito meses e a segunda tinha uma criança de peito. Receberam o batismo enquanto estavam presas. \nPermitiram a Perpétua que levasse consigo o filho para o cárcere. Chegado o interrogatório\, ambas confessaram abertamente a fé e foram condenadas a ser lançadas às feras no aniversário do imperador Geta. […] \nFelicidade receava que\, devido ao seu estado\, não lhe permitissem morrer com a companheira\, mas\, três dias antes dos espetáculos públicos\, deu à luz. Como as dores do parto lhe arrancassem gritos\, um dos carcereiros observou-lhe: «Se tu te lamentas já dessa maneira\, que será quando fores lançada às feras?». «Hoje sou eu que sofro\, respondeu a escrava; nesse dia\, sofrerá por mim Aquele por quem eu sofro». Deu à luz uma menina que foi adotada por uma mulher cristã. […] \n\nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:S. Casimiro\, Confessor (1458-1484)
DESCRIPTION:Nasceu em 1458. Teve como preceptor João Dugloss\, bispo de Lemberg\, e\, embora tivesse mostrado boa aptidão para o estudo e conscienciosa aplicação\, foram sobretudo as lições espirituais que ele aproveitou. \nDeu desde muito cedo a impressão de pretender seguir o caminho da santidade\, manifestando-se indiferente às honras e prazeres\, vigiando os sentidos\, chorando ao meditar nos sofrimentos do Senhor e encontrando toda a sua felicidade na oração. Graças a um servo discreto\, foi-lhe possível\, sem despertar atenções\, pôr em prática as suas penitências prediletas\, como\, por exemplo\, dormir no chão junto dum leito confortável\, trazer cilícios e passar noites ajoelhado diante da porta das igrejas. \n[…] \nDe 1479 a 1483 teve de governar a Polónia\, na ausência do pai\, ocupado então na Lituânia. Tentaram nessa altura levá-lo a desposar a filha do imperador da Alemanha\, mas Casimiro recusou\, para se manter fiel ao voto de continência que tinha feito. […] Veio a morrer no dia 4 de março de 1484\, tendo apenas vinte e três anos e meio. Foi canonizado em 1522 e declarado patrono da Polónia em 1602. \n—————————————— \nLer a biografia integral em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:S. Policarpo\, Bispo\, mártir (+ por 155)
DESCRIPTION:Policarpo foi discípulo de S. João Evangelista e foi Bispo de Esmirna\, na Turquia\, e Mártir.\n«Policarpo\, diz Santo Ireneu no Tratado das Heresias\, não só foi ensinado pelos Apóstolos e conversou com muitos que tinham conhecido em vida a Jesus Cristo\, mas deveu aos mesmos Apóstolos a sua eleição para Bispo de Esmirna\, na Ásia. \n[…] \nEste é o início da biografia deste Santo\, que vai certamente querer ler nas páginas 193-195 da obra de José Leite\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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