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SUMMARY:XXXI Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:No Antigo Testamento o mandamento do amor de Deus já é completado pelo “segundo mandamento”: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Na realidade\, no Antigo Testamento nunca se acreditou poder amar a Deus sem se interessar pelo homem. O amor para com Deus prolonga-se necessariamente no amor do próximo. Do princípio ao fim do Novo Testamento\, o amor do próximo aparece inseparável do amor de Deus: os dois mandamentos\, na verdade são um só\, que é o ápice e a cúpula de toda a lei. \nDe facto\, “quem não ama o seu irmão que vê não pode amar a Deus que não vê… quem ama a Deus ame também o seu irmão”. Não se poderia afirmar com mais clareza que\, em substância\, há um único amor. O amor do próximo é\, pois\, essencialmente religioso\, não simples filantropia. É religioso pelo seu modelo: o cristão ama o próximo para imitar a Deus\, que ama a todos sem distinção; mas o é sobretudo pela sua fonte\, porque é obra de Deus em nós. De facto\, como poderíamos ser misericordiosos como o Pai dos Céus\, se o Senhor não nos ensinasse e se o Espírito Santo não o derramasse em nossos corações? […]
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SUMMARY:Santo Inácio de Antioquia\, Mártir\, no ano 107
DESCRIPTION:Se se pudesse falar de campeões no martírio\, como símbolo do testemunho máxi­mo do cristão\, eu proporia\, para ocupar esse lugar\, Santo Inácio de Antioquia. A sua amável figura\, amassada com doçura\, mística e valentia\, desconhecendo o medo à dor e à morte\, resplandece\, desde os tempos apostólicos\, como farol e convite para todos os que têm de sofrer para se mostrarem fiéis a Jesus Cristo. O seu retrato está envolto em luz celestial\, não pelo extraordinário dos milagres ou de qualquer forma de prodígios\, mas nela sobrenatural simplicidade do seu proceder\, movendo-se unicamente no mundo da fé\, a partir do qual adquire lógica indomável aquilo que\, aos nossos olhos humanos\, parece encerrar aterradoras perspetivas de dor. \nInácio é cognominado de Theophóros\, portador de Deus. \n……………………………………………………………….\nEste é o primeiro parágrafo da breve biografia deste mártir publicada no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003. Esse «retrato» do autor de Cartas\, «verda­deiras relíquias imortais»\, consideradas como uma «segunda formulação doutrinal cristã»\, inclui um diálogo com o futuro imperador romano Trajano\, vencedor dos dácios (no ano 106)\, em que é referido o significado da denominação dada ao Santo (Teóforos). Sugerimos a sua leitura integral (páginas 180-184)\,
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SUMMARY:Santos Anjos da Guarda
DESCRIPTION:Os Anjos são puros espíritos mensageiros da bondade de Deus. Segundo a piedade e a tradição cristãs\, bem fundadas no dogma\, as nações\, as dioceses\, as povoações\, estão confiadas à guarda de um anjo. \nO Papa João XXIII conta que\, ao mandá-lo como Delegado Apostólico para a Turquia e Grécia\, Pio XI confiou-lhe este «belíssimo segredo» para acertar no desempe­nho da sua delicada missão: «Quando devo manter uma conversa difícil com qualquer pessoa\, então peço ao meu Anjo da Guarda que fale ao Anjo da Guarda daquela pessoa com que devo tratar». \na Igreja confessa a sua fé pelos Anjos da Guarda\, venerando-os na Liturgia com uma festa própria\, e recomendando o recurso à sua prote­ção\, com uma oração frequente\, como na invocação do Santo Anjo do Senhor… \n…………………………………………………………………………….. \nLeia uma apresentação mais «substanciosa» desta Festa no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 114-116).\n………………………………………………………………\nAs chamadas Orações do Anjo são atribuídas ao Anjo de Portugal (ou Anjo da Paz) que as terá ensinado aos três pastorinhos de Fátima\, em 1916\, nos lugares de Aljustrel e Valinhos:\n1 – Meu Deus\, eu creio\, adoro\, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem\, não adoram\, não esperam e não Vos amam.\n2 – Santíssima Trindade\, Pai\, Filho\, Espírito Santo\, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo\, Sangue\, Alma e Divindade de Jesus Cristo\, presente em todos os sacrários da terra\, em reparação dos ultrajes\, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria\, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.\n===================
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SUMMARY:S. Mateus\, Apóstolo e Evangelista
DESCRIPTION:Michelangelo Merisi da Caravaggio (1573-1610) «descreveu» com o pincel esse momento\, fixando-o numa das suas obras mais belas\, um dos três quadros sobre a vida do apóstolo que se pode admirar na igreja de São Luís dos Franceses\, em Roma\nMateus é um dos apóstolos\, homem decidido e generoso desde o primeiro mo­mento da sua vocação. É também evangelista\, o primeiro que por inspiração divina pôs por escrito a mensagem messiânica de Jesus. Foi ainda fervoroso pregador da boa nova\, que veio a selar com o seu sangue\, como testemunha da verdade e divindade de Cristo. […] \nUm dia em que Jesus saía da cidade de Cafarnaum em direção ao lago\, fixou-se em Mateus\, sentado no seu mocho diante da mesa da contribuição. Foi um fixar-se pró­prio de Jesus; olhou para ele com atenção e sobretudo com amor. O olhar equivalia já a um convite carinhoso. Seguiu-se logo a palavra\, que fala ao ouvido e ao coração: «Mateus\, segue-me». \n[…] \nAssim inicia a breve biografia do primeiro evangelista\, no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro» da qual\, com a devida vénia\, transcrevemos aqui dois parágrafos. Pode lê-la integralmente nessa publicação  do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 75-76).
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SUMMARY:XXIV Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:A Liturgia deste domingo traz-nos uma mensagem de esperança. Deus\, que sofre connosco num acto supremo de amor\, ama o mundo. Não permite o mal tranquilamente\, como que cruelmente. O mal não vem d’Ele; pelo contrário\, Ele o combate. Deus apresenta-Se a nós como Salvador\, numa das penas de morte mais cruéis que a humanidade conhece: uma estaca vertical\, uma trave horizontal e aí\, suspenso\, um homem que é Deus. Aquela cruz prolonga-se em todas as gerações como um homem de braços estendidos\, indica o insondável mistério de Deus\, o centro do mistério. Na cruz Deus abriu o seu coração\, revelou o seu mais profundo segredo: um Deus solidário com todos os homens. \n[…]
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SUMMARY:S. Bartolomeu\, Apóstolo
DESCRIPTION:Giambattista Tiepolo\, São Bartolomeu\, 1722 – Igreja de San Stae (Veneza)\nJoão chama a este apóstolo Natanael ou dom de Deus; os três Evangelhos Sinópticos chamam-lhe sempre Bartolomeu ou Bar-Tolmai\, filho de Tolmai. É o mesmo caso de S. Pedro\, que se chamava Simão\, filho de João. O Discípulo amado refere-nos o nome próprio\, e os outros Evangelhos o apelido. Natanael é a mesma pessoa que Bartolomeu. Não há dúvida que os dados evangélicos insinuam a identidade. A primeira entrevista de Natanael com Jesus é quase a única coisa certa que sabemos do Santo. […] \n——————————–\nPode ler a narração desse encontro e a restante biografia publicada deste Apóstolo no II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-lo integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 445-456).
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SUMMARY:Assunção da Virgem Santa Maria
DESCRIPTION:Nossa Senhora da Assunção – “Assunta” – Tiziano (Veneza\, Igreja-musei dei Frari)\nAo terminar a sua missão na terra\, Maria\, a Imaculada Mãe de Deus\, “foi elevada em corpo e alma à glória do Céu” (Pio XII)\, sendo assim a primeira criatura humana a alcançar a plenitude da salvação. Esta glorificação de Maria é consequência natural da sua Maternidade divina. É também fruto da íntima e profunda união existente entre Maria e a sua missão e Cristo e a sua obra salvadora. O triunfo de Maria\, mãe e filha da Igreja\, será o triunfo da Igreja\, quando\, juntamente com a humanidade\, atingir a glória plena\, de que Maria goza já. A Assunção de Maria ao Céu\, em corpo e alma\, é a garantia de que também o nosso corpo ressuscitará e assim triunfará da morte. \n\n[…] \nOs comentários aqui publicados foram solicitados\, para a página da Secção de Música Sacra do Santuário de Fátima\, pelo P. Artur Oliveira ao P. Manuel da Silva Gaspar\, a quem se agradece a resposta solícita e amável que deu ao pedido. \n*** \nPublicamos na página de proposta de cânticos para a celebração eucarística\, com a devida vénia\, uma apresentação histórica mais desenvolvida desta Solenidade publicada na obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração. Ler \n\n\n\n\n\n\n  \n\n\n\n\n \n 
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SUMMARY:S. Lourenço\, Mártir (+ 258)
DESCRIPTION:Filippo Lippi\, Museus do Vaticano – Capela de Sixto V (Capela Nicolina): Cenas da vida da São Lourenço (distribuição de esmolas)\nFilippo Lippi\, Museus do Vaticano – Capela de Sixto V (Capela Nicolina): Cenas da vida da São Lourenço\nO papel dos diáconos na primitiva Igreja era de suma importância\, comparável em muito àquele que hoje desempenham os Cardeais da Cúria. Havia sete que ajudavam em tudo o Romano Pontífice\, especialmente na celebração dos divinos mistérios. \nO Arcediago ou primeiro dos diáconos era a personagem mais importante\, logo abaixo do Papa; administrava todos os bens da Igreja. Tudo o que é temporal dependia dele: dirigia a construção dos cemitérios\, recebia as esmolas e conservava os arquivos. Dele dependiam em grande parte todo o clero romano\, os confessores da fé\, as viúvas\, os órfãos e os pobres. […] \n\n\nEste é o início da página dedicada à festa hodierna. Pode ler a parte restante da bela biografia deste mártir dos primórdios da Igreja publicada no II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-lo integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 407-408).
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SUMMARY:IX Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:I Leitura – «Recorda-te que também foste escravo no Egipto» – O povo de Deus do Antigo Testamento recebeu o mandamento guardar o Sábado\, que é\, ao mesmo tempo\, o memorial do repouso de Deus depois de concluída a obra da criação e dia de ação de graças por essa criação. E ainda mais agora ele há de ser fiel ao mandamento do Senhor e permitir que os outros o possam ser também\, porque\, se agora o povo de Deus é um povo livre\, é porque também Deus o libertou. Mas o Sábado do Antigo Testa­mento anuncia o Dia do Senhor da Nova Aliança\, o Domingo\, o dia do repouso em Deus\, repouso que Jesus nos alcançou pelo seu Mistério Pascal. \nII Leitura – «Manifesta-se no nosso corpo a vida de Jesus» – A vida do Apóstolo de Cristo reproduz a vida do Senhor\, é outra manifestação do seu Mistério Pascal: frágil como um vaso de barro\, transporta em si o tesouro do mistério de que é ministro e apóstolo; participando na Paixão do Senhor\, pelos sofrimentos e trabalhos do seu ministério\, é instrumento ao serviço da manifestação e da comunicação da vida de Jesus; comungando assim na Morte do seu Senhor\, é portador aos outros da própria luz de Deus. \nEvangelho – «O Filho do homem é também Senhor do sábado» –  O Sábado foi dado ao homem como dia de repouso para que ele pudesse contemplar e agradecer a Deus a obra da criação e assim se manter sempre fiel à aliança com o Senhor\, seu Criador. Era um mandamento dado ao homem para o libertar\, não para o escravizar. O escândalo dos fariseus vinha-lhes de eles não saberem ir além da letra e não chegarem ao espírito; e assim não conseguiram reconhecer na Lei o Senhor da Lei. Como haviam depois de entender o novo Dia do Senhor\, o Domingo\, memorial da sua Páscoa?
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SUMMARY:S. Tomás Becket\, Arcebispo (1117-1170)
DESCRIPTION:Em 1155\, Henrique II\, rei de Inglaterra e de parte da França\, nomeou seu chanceler Tomás Becket. Oriundo da Normandia\, senhor de grande riqueza\, era considerado um dos homens de maior capacidade do seu tempo. Compararam-no a Richelieu\, com o qual na realidade se parecia\, pelas qualidades de homem de Estado e amor das grandezas. Ficou célebre a visita que fez\, em 1158\, a Luís VII\, rei de França. \nTendo atravessado a Mancha em seis fragatas\, com dois mil homens\, Tomás Becket tomou o caminho de Paris\, passando por várias cidades\, precedido de duzentos e cinquenta músicos\, rodeado de numerosos galgos e seguido de oito coches\, puxados a seis cavalos cada um. Seguiam-se vários carros\, com o seu quarto de cama\, cozinha\, capela e baixela; depois\, em soberbos alazões\, centenas de escudeiros\, cercando a fina flor da nobreza\, recamada de oiro e prata. \nQuando vagou a sé de Cantuária\, Henrique II nomeou para ela o chanceler. Tomás foi ordenado sacerdote a 1 de Junho de 1162 e sagrado bispo dois dias depois. Desde então\, passou a ser a pessoa mais importante a seguir ao rei e mudou inteiramente de vida\, convertendo-se num dos prelados mais austeros. \nConvencido de o cargo de primeiro-ministro e o de príncipe da Inglaterra serem incompatíveis\, pediu a demissão de chanceler\, o que descontentou muito o rei. Henrique II ficou ainda mais aborrecido quando\, em 1164\, por ocasião dos «concílios» de Clarendon e Northampton\, o arcebispo tomou o partido do Papa contra ele. Tomás viu-se obrigado a fugir\, disfarçado em irmão leigo\, e foi procurar asilo cm Compiègne\, junto de Luís VII. \nA parte final da breve biografia deste Santo encontra-se na página 450 do III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.\n………….. \nLiturgia das Horas de Santos do mês de dezembro
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SUMMARY:S. João de Kenty\, Sacerdote (1390-1473)
DESCRIPTION:Nasceu em Kety\, ou Kenty\, na diocese de Cracóvia\, em 1390; ordenou-se sacerdote e foi muitos anos professor da Universidade de Cracóvia; depois\, foi pároco de Ilkus. À fé que ensinava uniu grandes virtudes\, sobretudo a piedade e a caridade para com o próximo\, tomando-se um modelo insigne para os seus colegas e discípulos. \nSegundo cartas do Papa Clemente XIII (de 12 de fevereiro de 1767)\, ninguém duvida que o Beato João de Kety deve ser contado entre aqueles excelentes varões que foram exímios pela santidade e doutrina\, que praticavam o que ensinavam e defenderam a verdadeira fé impugnada pelos hereges. Enquanto nas regiões vizinhas pululavam as heresias e os cismas\, o bem-aventurado João ensinava na Universidade de Cracóvia a doutrina haurida da mais pura fonte\, e explicava ao povo com muito empenho\, em seus sermões\, o caminho da santidade\, confirmando a pregação com o exemplo da sua humildade\, castidade\, misericórdia\, penitência e todas as outras virtudes próprias de um santo sacerdote e de um zeloso ministro do Senhor. \n  \nPode ler a parte restante da breve biografia deste Santo na pág. 428 do III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.\nNo Brasil\, este santo é também conhecido pelo nome\, aportuguesado\, Câncio\, ou de Kenty.\nLiturgia das Horas de Santos do mês de dezembro
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SUMMARY:S. Pedro Canísio\, Presbítero e Doutor da Igreja (1521-1597)
DESCRIPTION:Pedro Canísio nasceu em Nimega (na atual Holanda\, mas então parte da Alema­nha). Canísio é a latinização de Kanijs. \nCursou estudos em Colónia e Lovaina. Foi o primeiro jesuíta alemão\, tendo entra­do na Companhia de Jesus em 1543. Recebeu a ordenação sacerdotal três anos mais tarde. Nesse mesmo ano publicou as obras de S. Cirilo de Alexandria\, sendo esse o primeiro livro mandado imprimir por um jesuíta. Foi teólogo do Concílio de Trento e um grande pregador e professor. Exerceu a sua docência sobretudo em Inglostad\, Viena\, Augsburgo\, Innsbruk e Munique. Organizou a sua Ordem na Alemanha\, fazendo dela o instrumento valioso para a reforma católica contra o protestantismo. \nFoi conselheiro de Príncipes\, Núncios e Papas. Das 36 obras que compôs\, as mais célebres são os seus três Catecismos (1555-1556 e 1558)\, largamente difundidos por toda a cristandade até ao século XIX. O denominado «Catecismo Mayor»\, em 221 perguntas e respostas\, alcançou pelo menos 130 edições. O Papa Leão XIII chamou-lhe mesmo o «segundo Apóstolo da Alemanha\, depois de S. Bonifácio». \nEis como ele descreve a origem desta sua vocação. Depois de receber a bênção do Papa\, viveu esta profunda experiência espiritual: «Foi do vosso agrado\, ó Pontífice eterno\, que eu encomendasse aos vossos Após­tolos\, que se veneram no Vaticano e que operam com o vosso poder tantas maravilhas\, o efeito e a confirmação da bênção apostólica. Senti uma grande consolação da vossa graça que me vinha por meio de tais intercessores. Também eles abençoavam e confinavam a minha missão na Alemanha e pareciam prometer-me o seu favor como a apóstolo da Alemanha. \nSabeis\, Senhor\, como e quantas vezes\, naquele mesmo dia\, me confiastes a Alema­nha\, que devia ser daí em diante a minha preocupação constante e pela qual eu desejava viver e morrer. \nFinalmente\, meu Salvador\, como se me abrisses o Coração do vosso Corpo santíssimo\, que me parecia ver presente\, mandastes-me beber dessa fonte\, convidando-me a tirar dela água da salvação. \nO que eu mais desejava é que daí se derramassem sobre mim torrentes de fé\, esperança e caridade. Tinha sede de pobreza\, castidade e obediência\, e pedia-Vos que fosse por Vós totalmente purificado\, vestido e adornado. \nPor isso\, depois de ter ousado aproximar-me do vosso dulcíssimo Coração\, acal­mando nele a minha sede\, Vós me prometíeis um vestido de três peças para cobrir a nudez da minha alma e realizar com êxito a minha missão: a paz\, o amor e a perseveran­ça. Revestido deste ornamento salutar\, fiquei certo de que nada me faltaria\, e tudo se realizaria para vossa glória». \nFaleceu em Friburgo\, na Suíça\, a 21 de dezembro de 1597. Pio XI canonizou-o a 21 de maio de 1925\, declarando-o ao mesmo tempo Doutor da Igreja. \n………………………. \nEsta breve biografia de S. Pedro Canísio foi extraída do III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 422-423). \n(É também comemorado no dia 27 de abril\, na Companhia de Jesus)
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SUMMARY:Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo
DESCRIPTION:Basílicas de S. Pedro – Desenho\, litografia e figuras de Philippe Benoist (Genebra\, 1813 – Paris\, 1885) e de S. Paulo Extra-Muros – Desenho e litografia de Philippe Benoist\, figuras de Adolphe-Jean-Baptiste Bayot\, na obra «Roma – Grandezza e Splendore»\, de Paolo Emilio Trastulli\, Newton Compton Editori\, Roma 1987 – (páginas 113 e 119\, respetivamente) \n  \nA morte de S. Pedro em Roma fixou para sempre a sede do seu império espiritual. Com o sangue de Pedro e de Paulo conseguiu Roma mais conquistas do que com todos os seus soldados e legionários. A que era mestra do erro\, tornou-se discípula da verdade e resplandeceu em todo o orbe\, como sol entre as estrelas. O fogo sagrado\, que irradia calor e vida\, recolhe-se junto do túmulo dos dois Apóstolos. Lá se ajoelha Roma\, de lá olha para o mundo e lá se toma visível Cristo.\nA liturgia de hoje chama-nos a Roma\, ao túmulo dos dois Apóstolos\, às Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. Estão distantes entre si\, mas une-as um mesmo espírito\, uma mesma fé se respira nelas\, um mesmo Cristo fala nas duas. […]\nA liturgia das festas principais\, como na Epifania\, na Ascensão e no Pentecostes\, realiza-se na Basílica de S. Pedro. O Papa\, os presbíteros e diáconos romanos reúnem-se aí. O novo pontífice começa nela o seu pontificado e termina-o também\, com a sua sepultura. O Papa\, quando confirma\, senta-se na mesma cátedra de madeira que\, segundo uma tradição ultrapassada\, S. Pedro usava\, adornada e enriquecida com o melhor que souberam inspirar a arte e o génio da fé. Rodeada por Leão IV com uma muralha torreada\, a Cidade Leonina surgiu no século IX como símbolo e fortaleza do túmulo do Pontificado Supremo. Até este século\, o túmulo de S. Pedro devia estar visível; foi por motivo da invasão sarracena que se ocultou. […]\nA história da Basílica de S. Paulo é paralela à de S. Pedro. Quando\, em 410\, Alarico I\, rei dos Visigodos\, saqueou a Cidade Eterna\, mandou apregoar aos Romanos que seriam perdoados todos os que se refugiassem nas Basílicas dos Apóstolos. E sabe¬mos por S. Jerónimo que Marcela\, com a sua discípula Principia\, se refugiou em S. Paulo «buscando ou um asilo ou um sepulcro».\nS. Gregório Magno diz-nos que\, no seu tempo\, as duas Basílicas eram famosas pelo número dos seus milagres e que os fiéis lhes tinham tal respeito e veneração\, que não se atreviam quase a aproximar-se. João VIII rodeou\, depois da invasão sarracena\, com uma muralha torreada\, a Basílica de S. Paulo. \n*** *** *** \nLeia a parte restante da página sobre a Dedicação das duas maiores Basílicas de Roma no III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 297-299).
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SUMMARY:S. Vicente de Paulo\, Sacerdote (1581-1660) | Fundador da Congregação da Missão e das Filhas da Caridade
DESCRIPTION:Jean-Léon Gérôme\, S. Vicente de Paulo\, Museu Georges-Garret\, Vesoul – França\nNasceu a 24 de abril do ano de 1581 em Pouy\, Landes\, na França\, duma família provavelmente originária da Espanha. […] \nAos 19 anos\, recebe o sacerdócio e dedica-se a dar aulas particulares: necessitava de sustentar-se. Numa viagem de Marselha a Narbona\, cai prisioneiro duns corsários turcos que o vendem como escravo em Tunes. Quatro vezes mudou de dono\, nos dois anos que lhe durou o cativeiro. \nRegressando a França\, dirigiu-se a Paris. Viveu lá retirado e em silêncio\, ensaian­do-se com os irmãos de S. João de Deus na prática da caridade. […] \nA Congregação da Missão nasce em 1626\, no Colégio dos Bons Meninos de Paris. Em 1632 transladam-se para o priorado de S. Lázaro\, que se transforma em Casa-Mãe e no centro mais ativo de todas as obras de zelo e caridade de Paris. […] \nNão há serviço humilde a favor dos pobres onde não estejam as Irmãs da Caridade «que terão\, segundo S. Vicente\, por mosteiro as casas dos enfermos\, por cela um quarto de aluguer\, por capela a igreja das paróquias\, por claustro as ruas da cidade ou as salas dos hospitais\, por clausura a obediência\, por grades o temor de Deus e por véu a santa modéstia». Vicente morreu quase octogenário\, a 27 de setembro de 1660. \n………….. \nEstas são algumas pinceladas extraídas da breve biografia deste Santo\, no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que transcrevemos aqui\, com a devida vénia. Pode lê-la integralmente nessa publicação do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 94-95).
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SUMMARY:S. Cornélio (Papa) e S. Cipriano (Bispo)\, mártires
DESCRIPTION:Sucedeu S. Cornélio a S. Fabião\, mártir do ano de 250\, no tempo em que a perse­guição de Décio contra a Igreja era tão violenta que se passaram catorze meses\, desde o martírio de S. Fabião (20-01-250)\, sem se poderem congregar os fiéis para proceder à eleição do papa. \nQuando foi possível\, todos de unânime consentimento\, elegeram por papa a S. Cornélio\, presbítero da Igreja Romana. O melhor conceito da sua eminente virtude e mérito conhecemo-lo pelo que dele escreveu S. Cipriano: «Depois de haver sido elevado à dignidade episcopal sem artifícios e sem violên­cia\, meramente por vontade de Deus\, a quem unicamente pertence eleger bispos\, quanta fé\, quanta virtude e quanta resolução mostrou no valor com que tomou a cadeira episco­pal\, no tempo em que um tirano\, inimigo dos bispos de Deus\, sofreria de melhor vontade um competidor ao trono\, do que um bispo de Roma!» […] \nPor sua vez\, Cipriano é uma das grandes figuras dos primeiros séculos cristãos. Bispo de Cartago de 249 a 258\, tinha nascido\, segundo se crê\, na alta burguesia dessa cidade\, pelo ano de 210\, e era professor de retórica\, antes da conversão. […] \n  \nAs duas breves biografias destas figuras da Igreja dos primeiros séculos\, das quais extraímos estas duas passagens\, encontram-se no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-la integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 57-59).
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SUMMARY:S. Gregório Magno – Papa\, Doutor da Igreja
DESCRIPTION:Fachada da igreja de S. Gregório al Celio\, em Roma\nA cathedra de mármore\, talvez uma réplica de um original helénico\, encontra-se na stanza di S. Gregorio\, na igreja.\nGregório I\, nascido cerca do ano de 540\, encontra-se como linha divisória entre a Idade Antiga e a Idade Média. A sua veneranda figura ergue-se como um dos mais ilustres sucessores de S. Pedro. Dos Pontífices da antiguidade\, unicamente S. Leão pene­trou tão fundo como ele\, abrindo novos caminhos na sociedade eclesiástica e civil daque­la época. Pode afirmar-se que toda a Idade Média viveu do espírito de S. Gregório. A liturgia romana\, o canto sagrado\, o direito canónico\, a ascética monacal\, o apostolado entre os infiéis\, a vida pastoral: numa palavra\, toda a atividade eclesiástica se inspira do Santo Doutor\, cujos escritos vieram a ser como o Código universal do Catolicismo. \nEstas são as primeiras linhas das duas páginas de biografia deste sucessor de S. Pedro\, em Roma\, que se pode ler no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-la integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 18-19). \nA título de curiosidade\, acrescente-se que este Pontífice\, a quem a posteridade qualificou com o nome de grande\, foi o primeiro a usar o nome de servo dos servos de Deus\, como se chamam os Romanos Pontífices\, ao lado do Patriarca de Constantinopla\, que se intitula «Ecuménico» ou universal pontífice. \n———————————————— \nPróprio dos Santos – mês de setembro
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SUMMARY:Martírio de S. João Baptista
DESCRIPTION:Michelangelo Merisi da Caravaggio\, Salomè com a cabeça de João Battista (1609) – Palazzo Reale\, Madrid\nQuando S. João Baptista — o ilustre precursor do Messias — abandonou o deserto\, para que se tinha retirado por inspiração do Espírito Santo\, foi para as margens do rio Jordão\, onde começou a batizar e pregar penitência\, dispondo desta maneira o terreno para a nova doutrina do Salvador\, Nosso Senhor Jesus Cristo. \n[…] \n_____________________________________ \nEste é o início da página dedicada à festa hodierna\, no II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler a descrição integral do seu martírio na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 467-468).\n  \n\nOutras comemorações do Próprio dos Santos deste mês
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SUMMARY:S. Bernardo\, Doutor da Igreja (1094-1153)
DESCRIPTION:Filippino Lippi\, Aparição da Virgem Maria a S. Bernardo (1482-86) – Badia Florentina (Florença)\nBernardo\, confessor e doutor da Igreja\, nasceu em Fontaine-les-Dijon\, França\, no ano de 1094\, e morreu em Claraval\, em 1153. Foi o terceiro dos sete filhos duma nobre família borgonhesa. Aos nove anos entrou na escola de Chatillon-sur-Seine\, que dirigiam uns cónegos. Depressa se descobriram os seus talentos extraordinários. Era artista\, poeta e orador. […] \nEm 1113 entrou\, com 30 jovens nobres\, na recém-fundada e periclitante abadia de Cister. «Isto é loucura»\, diziam-lhe os irmãos assustados. Mas logo eles mesmos lhe seguiram o exemplo. O postulante entusiasta arrastou atrás de si um tio\, quatro irmãos e 25 amigos!Bernardo foi monge perfeito desde o primeiro dia: empenhava-se principalmente na regra do trabalho\, que era um dos pontos capitais da reforma cisterciense. A seguir ao trabalho manual\, a sua ocupação favorita era a leitura da Sagrada Escritura e dos Santos Padres. «As coisas apreciadas na fonte têm mais sabor». Lia meditando\, praticando aquilo a que ele chamava a ruminação dos Salmos. \n[…]\n———————————————— \nEstas são três breves passagens extraídas da página dedicada a este grande monge e pregador. Pode ler a parte restante da sua impressionante biografia publicada no II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-lo integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 433-435).\n\nOutras comemorações do Próprio dos Santos deste mês
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SUMMARY:Santa Beatriz da Silva\, Fundadora (1426-1490)
DESCRIPTION:Fachada do Lar Santa Beatriz da Silva\, em Fátima\nFoi canonizada a dia 3 de outubro de 1976\, depois de ter sido beatificada em 1926\, por Pio XI. \nPaulo VI\, ao canonizá-la\, disse: «Beatriz da Silva nasceu em Ceuta\, cidade do Norte de África\, nessa época sob o domínio da coroa de Portugal. O feliz evento verifi­cou-se em 1426\, muito provavelmente\, embora alguns biógrafos falem de 1424. Nasceu portuguesa\, portanto». Mas não falta quem lhe aponte outras naturalidades: Campo Maior\, Lisboa e Évora. \n… Viveu 30 longos anos na oração e penitência no Convento de S. Domingos\, em Toledo\, dali saiu em 1484\, com mais doze religiosas\, para dar começo à nova Ordem de Nossa Senhora da Conceição\, que foi aprovada pelo Papa Inocêncio VIII\, um ano antes da morte da Fundadora. As freiras vestem de branco com manto azul celeste\, professam especial devoção a Nossa Senhora da Conceição e seguem a regra de S. Fran­cisco. O Corpo de Santa Beatriz jaz em Toledo\, onde faleceu a 9 de agosto de 1490\, com 66 anos de idade… \nAs Concepcionistas de Santa Beatriz da Silva\, que não se devem confundir com outras Concepcionistas de fundação moderna\, são 3.000 no mundo inteiro\, distribuídas em 155 mosteiros de vida contemplativa: Espanha: 95; Brasil: 18; México: 10; Colômbia e Bolívia: 22; Peru e Equador: 7; Bélgi­ca: 2; Portugal: 2 – em Campo Maior e Viseu. \n…………………….. \nDa breve (três páginas e meia) mas densa biografia abaixo mencionada\, refira-se aqui este episódio\, a título de curiosidade: … A beleza de Beatriz era tão extraordinária que um pintor italiano a quis perpetuar e pediu a Dom Rui Gomes autorização para lhe retratar a filha. Beatriz opôs-se tenaz­mente\, pois não lhe consentia o pudor estar sem véu diante de um homem estranho. O pintor insistia e para o conseguir valeu-se dum estratagema. Beatriz serviria apenas para modelo dum quadro de Nossa Senhora. Obrigada pelo pai\, a angelical menina cedeu\, mas sob a condição de ficar com os olhos baixos\, todo o tempo que o pintor trabalhasse. O famoso quadro\, em que Nossa Senhora aparece com as feições da nossa santa\, conserva­-se atualmente na Secretaria da Misericórdia de Campo Maior. \n…………………….. \nPode ler toda a referida biografia de Santa Beatriz da Silva e Meneses no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-la integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 11-14).\n\nOutras comemorações do Próprio dos Santos deste mês
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SUMMARY:Santo Ireneu\, Bispo de Lião (+ 202)
DESCRIPTION:A 2 de Junho celebrámos os mártires de Lião\, imolados no ano de 177. Os sobreviventes\, impressionados com a perturbação que despertava o movimento profético montanista\, nascido na Ásia Menor\, enviaram cartas aos irmãos da Ásia e da Frigia\, assim como a Santo Eleutério\, bispo de Roma\, papa. E pediram a Ireneu que lhes servisse de embaixador. Veio munido da seguinte recomendação para Eleutério: «Encarregámos o nosso irmão e companheiro\, Ireneu\, de te entregar esta carta e pedimos-te que lhe deis bom acolhimento\, como a zeloso que é pelo testamento de Cristo. Se pensássemos que o posto cria a justiça\, nós havíamos de o apresentar primeiro como sacerdote da Igreja\, porque é isso que ele é». \nO nome de Ireneu deriva da palavra grega que significa «paz». Ireneu recebia uma missão de paz. Sempre seria ele agente de ligação\, de união e de paz. […] \n  \nEste é o início do capítulo sobre Santo Ireneu\, extraído do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler a parte restante na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 238-240). \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de unho: AQUI
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SUMMARY:Beatas Sancha\, Teresa e Mafalda
DESCRIPTION:Não era só nos mosteiros e conventos que se refugiava e florescia a santidade da nossa Idade Média. Também no palácio real\, três filhas de D. Sancho I (1154-1211) surgiram como três plantas eleitas de Deus que\, bem fidalgamente\, souberam ataviar-se com a riqueza e beleza das virtudes cristãs\, para ficarem de exemplo aos reis e aos povos. […] \nBeata Sancha (1180-1229) – Nascida em Coimbra\, foi educada\, como suas irmãs\, na piedade e austeridade dos bons tempos. […] \nBeata Teresa (1177-1250) – Foi casada com o rei de Leão\, de quem teve três filhos. Mas declarada\, por Celestino III\, a nulidade daquele matrimónio\, D. Teresa regressa a Portugal e recolhe-se no mosteiro de Lorvão\, onde toma o hábito cisterciense.  […] \nBeata Mafalda (1195-1256) – Foi também casada\, neste caso com Henrique I de Castela. Na menoridade dele\, cuja morte deixou livre D. Mafalda\, esta\, preferindo também a tudo o recolhimento e vida do claustro\, adaptou\, para a ordem de Cister\, o convento beneditino de Arouca\, onde se consagrou ao serviço de Deus para todo o resto da sua vida. […] \n…………. \nEstes são apenas alguns excertos do capítulo sobre as Beatas Sancha\, Teresa e Mafalda\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode completar estes breves acenos à sua vida lendo a obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 212-213). \n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de junho: AQUI
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SUMMARY:S. Justino\, Mártir (103-167)
DESCRIPTION:Justino\, filho de Prisco\, nasceu em 103\, na Palestina\, na cidade de Siquém. Nascido nas trevas do paganismo\, cursou as escolas filosóficas da sua terra e dedicou-se especialmente ao estudo do pensamento de Platão. Para conseguir aprofundar cada vez mais o sistema do grande sábio grego\, retirou-se para um ermo. Um dia apresentou-se-lhe um ancião\, que lhe não era conhecido\, mas de aparência sumamente simpática. Entre os dois entabulou-se uma conversa sobre a filosofia: o velho mostrou a Justino a insuficiência do sistema platónico\, que não satisfazia o desejo do espírito de conhecer a verdade sobre a existência de Deus. […] \nJustino é o primeiro «Padre da Igreja»\, depois dos «Padres Apostólicos»; é o primeiro e o mais antigo de que possuímos obras extensas\, de grande valor apologético. \n…………………….. \nEstes são apenas dois breves excertos do capítulo sobre a Festa do mártir S. Justino\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler integralmente a sua biografia na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 133-1348). \n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de junho: AQUI
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SUMMARY:S. Paulo Míki\, S. Pedro Baptista e companheiros mártires
DESCRIPTION:Destes\, seis eram franciscanos: Pedro Baptista\, Martinho de Aguirre\, Francisco Blanco\, Francisco de S. Miguel\, Gonçalo Garcia e Filipe de Jesus: sacerdotes os três primeiros. Todos menos um eram espanhóis: Gonçalo Garcia era filho de pai português e de mãe indiana\, nascido em Baçaim. Dezassete eram catequistas ou serviam nos ofícios divinos; destes\, quase todos eram terceiros leigos de S. Francisco. Três eram jesuítas: Paulo Míki\, João de Goto e Tiago Kisai. Estes jesuítas e os terceiros leigos eram naturais do Japão. […] \nNo ano de 1587\, trinta e oito depois de S. Francisco Xavier semear o primeiro grão do Evangelho naquela gentilidade\, andavam já por 200.000 os cristãos do Japão\, entre os quais\, reis\, príncipes\, generais\, os primeiros senhores das cortes e a flor da nobreza. \nMas surgiu a grande perseguição. O imperador Taikosama\, talvez o mais cruel dos tiranos que moveram guerra à Igreja\, tendo resolvido exterminar o Cristianismo no seu Estado\, começou por banir todos os missionários. Tanto os jesuítas como os outros religio­sos que se encontravam naquele Império quiseram antes expor as próprias vidas do que abandonar aquela aflita cristandade. […] \nPaulo Miki tinha sido batizado\, com os pais\, aos cinco anos\, em 1568. Tendo mostrado grande inclinação para a virtude e vivo engenho\, foi enviado para o Seminário de Ausukyama. Mal soube o catecismo\, começou a ensiná-lo aos outros\, obtendo con­versões. Cedo pediu para ser recebido na Companhia de Jesus\, por causa da devoção desta à Santíssima Virgem e do zelo apostólico que nela admirava. Admitido\, mostrou sinais de extraordinário fervor. Concluído o noviciado e acabados os estudos\, foi aplica­do ao ministério da pregação\, no qual ganhava os corações com admirável facilidade. Míki\, em Osaka e Meako\, fez o mesmo que tinha feito em Shimo: era raro que a um qualquer dos seus sermões se não seguisse alguma conversão sensacional\, graças à ciên­cia e à virtude\, apesar da facilidade da oposição dos bonzos. \n[…] \nVai certamente querer ler uma biografia completa destes mártires. Os parágrafos aqui transcritos\, com a devida vénia\, fazem parte das três páginas que lhes são dedicadas na obra «Santos de cada dia – I (Janeiro\, Fevereiro\, Março\, Abril)» (páginas 142-144)\, publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.
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SUMMARY:Santos Timóteo e Tito\, Bispos
DESCRIPTION:S. Timóteo\nPrimeiro Bispo de Éfeso\, a quem S. Paulo em muitos lugares das suas cartas chama seu discípulo caríssimo\, seu amado filho e seu irmão\, era muito provavelmente natural de Listra\, na Licaónia\, província da Ásia Menor.\nO pai de Timóteo era gentio\, e a mãe\, que se chamava Eunice\, judia. Tinha abraçado a religião cristã\, assim como Loide\, avó de Timóteo. Isto por ocasião da primeira viagem que S. Paulo e S. Barnabé fizeram a Listra. […] \nS. Tito | Bispo (+ por 96)\nA festa de S. Tito entrou no Missal Romano no ano de 1854\, no tempo de Pio IX. Sobretudo os Padres Gregos apresentam extraordinárias ponderações sobre a santidade e o zelo deste discípulo predileto do Apóstolo das gentes; e os bizantinos dão-lhe mesmo o título de apóstolo\, seguindo S. Paulo que lhe chama “apóstolo das igrejas e glória de Cristo”. A sua basílica da ilha de Creta remonta pelo menos ao século VI.\nNada sabemos ao certo sobre a sua origem e lugar de nascimento. Uns dão-no como natural de Creta; S. João Crisóstomo como de Corinto; e as Actas de Tecla\, no séc. II\, como de Icónio. […] \nPara continuar a ler:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\nConvidamos também a abrir o SITE https://www.liturgia.pt/ onde\, além de informações e materiais preciosos\, incluindo publicações diversas\, encontra as leituras bíblicas\, orações e referências históricas para cada dia do Ano Litúrgico\, nomeadamente o Martirológio. HOJE \nOs botões com os títulos dos cânticos propostos a seguir estão ligados às respetivas partituras – em formato PDF – que incluem uma versão instrumental das respetivas melodias. Para quaisquer dúvidas\, comentários ou pedidos\, não hesite em contactar o titular do site\, utilizando este formulário.
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SUMMARY:S. Basílio Magno (+379) e S. Gregório Nazianzeno\, Bispos e doutores da Igreja
DESCRIPTION:Em Moscovo\, na célebre e majestosa “Praça Vermelha”\, que deve o nome à tona­lidade característica das construções que a fecham\, levanta-se a catedral de São Basílio\, constituindo um dos tesouros históricos e artísticos da metrópole russa. Antes de ser capital do Império dos Tzares e centro da União Soviética\, Moscovo foi a Cidade Santa da Rússia\, e tem no Kremlin\, isto é\, no “castelo”\, os mais gloriosos monumentos da sua história e as igrejas dos Santos preeminentes. \nRecordaremos os três “luminares da Capadócia”\, região da Turquia\, contemporâ­neos e entre si amigos\, São Gregório Nisseno\, seu irmão Basílio\, e Gregório Nazianzeno. Nesta tríade luminosa\, São Basílio constitui o astro mais resplandecente\, que bem mere­ceu o título de “Grande”. \n[…] \nSão Gregório Nazianzeno | Teólogo\, Bispo de Nazianzo e Doutor da Igreja (+ 390) \nEntre os “luminares da Capadócia”\, Gregório de Nazianzo foi ao mesmo tempo homem de ação e de contemplação; filósofo e poeta; dividido\, melhor incerto\, entre a vida ativa e a vida ascética\, entre a pregação e a meditação. \nNasceu duma família de Santos. Santo o pai\, Gregório\, o Velho\, que foi depois Bispo de Nazianzo e conselheiro do filho; Santa a mãe\, Nona\, que trouxera o marido à conversão; Santa a irmã\, Gorgónia; homem de muita consciência e alguns minutos santo o irmão\, Cesário\, médico\, baptizado na hora da morte. \n[…] \nEstes são os primeiros dois parágrafos das breves biografias dos dois doutores da Igreja hoje comemorados\, extraídos da obra «Santos de cada dia – I (Janeiro\, Fevereiro\, Março\, Abril)» (páginas 13-15)\, e aqui transcritos\, com a devida vénia. Leia integralmente essas biografias na referida obra\, publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.\n==================== \nLiturgia das Horas do mês de janeiro de 2023
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SUMMARY:Santo Ambrósio\, Bispo\, Doutor da Igreja (c. 339-397)
DESCRIPTION:Basílica de Santo Ambrósio\, uma das mais antigas igrejas de Milão\nTalvez nenhum bispo tenha gozado em vida de maior prestígio e autoridade do que Santo Ambrósio. Autoridade moral que lhe mereciam a nobreza do carácter\, a santidade da vida\, a energia e retidão do proceder\, e também a ciência\, o conhecimento nas matérias e a prudência no governo. \nAntes de ser bispo tinha sido governador das regiões italianas Emília\, Lácio e Milão; antes de estudar teologia tinha estudado direito. Espírito eminentemente prático e\, como bom romano\, ponderado\, tinha o sentido da justiça\, suavizado pela caridade cristã. Todos os que tratavam com ele ficavam como que hipnotizados pelo influxo mágico da pessoa e da palavra. […] \nSanto Agostinho\, que ia muitas vezes ter com ele\, antes de se converter\, para se instruir sobre o Cristianismo\, diz que lhe era difícil chegar até ele\, «porque um exército de necessitados impedia que eu chegasse à sua presença. Era o enfermeiro das necessidades deles». Algumas vezes\, encontrou-o só\, mas embrenhado na leitura dos livros; não se atrevia então a interromper-lhe a meditação. «Sentava-me e\, depois de passar longo tempo a contemplá-lo em silêncio – quem se atreveria a perturbar atenção tão profunda? – retirava-me pensando ser cruel incomodá-lo no pouco tempo que ele se reservava para concentrar o espírito no meio do tumulto dos negócios». \n  \nPode ler a parte restante da breve biografia de S. Ambrósio no III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 374-376).\nLiturgia das Horas de Santos do mês de dezembro
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SUMMARY:S. Domingos\, Fundador (1170-1221)
DESCRIPTION:Guido Reni\, Glória de S. Domingos (1613-1615) – Bolonha\, Capela de S. Domingos\nNasceu S. Domingos em Caleruega\, província de Burgos e diocese de Osma\, a 24 de junho de 1170\, e morreu a 6 de agosto de 1221. O pai\, Félix de Gusmão\, queria entusiasmá-lo pelas armas; o menino preferia porém andar com a mãe\, Joana de Aza\, grande esmoler\, e com os clérigos e monges. \nTrazendo-o ela ainda no seio materno\, teve uma espécie de visão ou sonho\, em que viu um cão com uma tocha\, segura na boca\, em atitude de pegar fogo ao mundo inteiro. Visitou ela o vizinho sepulcro de S. Domingos de Silos e foi-lhe lá revelado pressagiar aquele sonho a vocação do menino que ela iria dar à luz. […] \nUma viagem pela Europa abriu-lhe os horizontes do seu apostolado. Da Dinamarca seguiu para Roma\, em 1204\, para obter do papa licença para evangelizar a tribo bárbara dos Cumanos\, nos confins do mundo germânico. Inocêncio III orientou-o todavia para a conversão dos Albigenses que infestavam todo o Sul da França. E começa nova fase de sete anos. A pregação da verdade e a austeridade de vida realizaram verdadeiros milagres. […] \nEm Tolosa nasceu a primeira casa dos Irmãos Pregadores\, em 1215. O hábito deles foi o de cónego que usava S. Domingos: túnica branca\, roquete simples e capa negra com capuz. […] \n—————————————————————– \nLeia a parte restante da longa biografia do fundador da Ordem dos Dominicanos no II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-lo integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 400-402).\n\nOutras comemorações do Próprio dos Santos deste mês
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SUMMARY:Santo Estanislau\, Bispo – Mártir (1030-1097)
DESCRIPTION:Este grande defensor da moral católica\, sobretudo no que respeita à pureza e santidade do matrimónio\, nasceu em 1030\, em Sezépanow da Polónia\, perto de Cracóvia. O pai\, Wielislau\, era dos principais nobres do reino […]. Seguindo o conselho do Evangelho\, distribuiu entre os pobres todas as riquezas e foi ordenado sacerdote. Por falecimento do bispo de Cracóvia\, Lamperto\, em 1072\, foi destinado para lhe suceder e\, desde então inicia uma vida mais austera ainda. Veste-se de cilício que nunca deixará até à morte; todos os anos visita a diocese\, ordena que seja feita uma lista completa dos pobres e das viúvas para lhes prestar socorro e consagra-se de corpo e alma à reforma da sua grei. A empresa não era fácil\, pois um dos abusos maiores vinha da corte\, em particular do rei Boleslau II\, príncipe ambicioso e valente\, mas déspota e sensual\, como os reis orientais da história antiga. Diante do capricho e da paixão do rei\, não se encontrava vida segura\, nem bens ou inocência em tranquilidade. \nNuma assembleia plenária de magnates e prelados\, levantou-se Estanislau a promulgar em voz alta o programa da moral católica e a defender os direitos da justiça e da santidade. […] Desde esse dia estava lavrada a sentença de morte. […] A 8 de maio de 1097\, estava Estanislau a celebrar Missa numa capela dedicada a S. Miguel\, nos arredores de Cracóvia. Chegavam até ao altar o ruído das armas e os gritos das pessoas enviadas pelo rei. O perigo era claro\, mas o Santo prosseguiu a celebração. Aí mesmo\, no altar\, foi ferido de morte\, ao que parece\, por mão do Rei. […] \nGregório VII excomungou e depôs o rei. Este abdicou\, converteu-se e veio a morrer sendo irmão leigo beneditino. Assim dizem os hagiógrafos polacos. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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SUMMARY:S. João Baptista de la Salle – Fundador (1651-1719)
DESCRIPTION:Em 1682\, em Reims\, na França\, via-se uma sensacional figura de sacerdote que\, sobre a batina com a volta branca à roda do pescoço\, trazia a capa dos aldeões da Champagne\, com largas mangas\, e na cabeça usava um chapéu tricórnio e sapatos de homem do povo nos pés. “É João Baptista de la Salle\, cónego\, filho do juiz – comentava a gente surpreendida e escandalizada. – Pasmai\, está a dirigir uma escola popular. Que vergonha!”. Isto\, pouco mais ou menos\, o que se pensava e se dizia\, na França do “século de oiro”\, dos chamados “Irmãos das escolas cristãs”\, isto é\, de João Baptista de la Salle e dos seus doze companheiros\, doze mestres que tinham aceitado vestir como ele e dedicar-se\, como ele\, à fundação de escolas masculinas para o povo. Para meninas já existiam\, e bastava que ele amparasse a Congregação das Irmãs do Menino Jesus\, que o seu diretor espiritual e testador lhe recomendara\, ao nomeá-lo testamenteiro. \nHoje fala-se muito de problemas escolares\, de conquistas da moderna educação\, de métodos de ensino. Seria útil recordar mais vezes que\, há apenas 300 anos\, o problema educativo popular era ignorado pela grande maioria dos homens e que os primeiros a enfrentá-lo foram dois religiosos\, ambos Santos: José Calasâncio\, na Itália\, e depois dele João Baptista de la Salle\, na França. […] \nNão faltaram dificuldades de todo o género e ásperas oposições\, devidas muitas vezes a temores infundados\, mesquinhezes\, inveja\, incompreensão e ciúmes. Não obstante\, de la Salle\, amargurado pelas adversidades durante a vida inteira – até à morte que o assaltou\, ainda não velho\, a 7 de abril de 1719 – foi um dos educadores mais iluminados da Igreja. […] As ideias e os métodos que o Santo de Reims pôs genialmente em prática há perto de três séculos\, vê-se que estão ainda na base dos sistemas educativos de todos os países civilizados. E a reforma de S. João Baptista de la Salle não se apoiava em bases frágeis ou incertas. Aos Irmãos das Escolas Cristãs\, que ainda hoje continuam em todo o mundo a obra de educadores\, recomendava\, com efeito\, a oração constante e\, cada dia\, meia hora de ensino religioso: sólido fundamento de qualquer educação intelectual e qualquer formação profissional. Foi beatificado em 1888 e canonizado em 1900\, juntamente com Santa Rita de Cáscia. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI \n 
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SUMMARY:S. Vicente Ferrer – Confessor (1350-1419)
DESCRIPTION:[…] S. Vicente Ferrer nasceu em Valência (Espanha)\, em 1350. A sua casa natalícia distava muito pouco do Real Convento dos Pregadores\, fundado a seguir à conquista cristã da cidade. Cedo resolveu ele vestir o hábito branco e preto dos dominicanos. Desde a profissão religiosa\, em 1368\, até 1374\, ano em que foi ordenado\, Vicente alternou o estudo e ensino da filosofia com a aprendizagem da teologia em Lérida (Lleida)\, Barcelona e Tolosa. Com perfeito conhecimento da exegese bíblica e da língua hebraica\, regressou a Valência\, onde ensinou teologia\, escreveu\, pregou e aconselhou. \nNaqueles tempos sofreu a Igreja o látego doloroso da infausta cisão religiosa do Ocidente. Por cardeais declarada inválida a eleição de Urbano VI\, foi escolhido Roberto de Genebra que tomou o nome de Clemente VII. As coroas ibéricas procuraram manter-se neutrais entre os dois papas\, mas o de Avinhão esforçou-se por conquistar a obediência delas e mandou como seu legado o cardeal Pedro de Luna. […] \nPercorreu inúmeras aldeias e cidades da Espanha\, França\, Itália e Suíça\, e é mesmo provabilíssimo que tenha penetrado na Bélgica. Quando a oratória sacra se perdia em argumentações escolásticas e desenvolvimentos retóricos\, a palavra de Vicente era como látego de fogo a incendiar e iluminar. O seu sistema estava em expor claramente\, sem adular\, a doutrina de Cristo\, utilizando aliás a bandeja de ouro da sua portentosa e dócil imaginação\, e a enorme força sugestiva da sua potente voz\, rica em matizes e sonoridades. […] Foi de impressionante e surpreendente grandeza o sermão que\, depois de vencida a implacável resistência de Bento XIII e obtida a promessa de ele abdicar\, pronunciou diante do papa avinhonês e seus cardeais\, em Perpinhão\, 1415\, comentando o texto: “Ossos secos\, ouvi a palavra de Deus”. \n[…] Nos seus últimos 30 anos de vida\, o trabalho da pregação condicionou-lhe o horário de vida. Costumava dedicar cinco horas ao descanso\, tomando-o sobre um feixe de varas ou um enxergão de palha; o tempo restante dedicava-o à oração e aos deveres de pregador. […] Todos os dias cantava Missa com grande solenidade e em seguida fazia o sermão\, que habitualmente durava duas ou três horas e\, numa sexta-feira santa em Tolosa\, seis horas seguidas! […] Laboriosíssimos os esforços para determinar a conclusão do Cisma do Ocidente; se não podemos afirmar que nela tenha tido intervenção direta\, devemos dizer que pesou a sua influência\, apoiada em universal prestigio. O conclave reunido em Constança a 11 de novembro de 1417\, um pouco menos de dois anos antes da morte do Santo\, deu à Igreja a eleição de Martinho V\, a cuja obediência se submeteu toda a cristandade ocidental\, que se tinha ultimamente cindido. Veio a falecer na Bretanha\, a 5 de abril de 1419. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n______________________ \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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