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SUMMARY:Santa Luzia\, Virgem e Mártir
DESCRIPTION:Estátua de S. Luzia\, na capela que lhe é dedicada em plena Serra d’Arga\, no Minho\, tirada em 25/5/2007.\nFoi martirizada em Siracusa\, na Sicília\, sua cidade natal\, nos fins do século III ou princípios do IV\, embora o ano exacto não conste com certeza. O seu culto e a devoção para com ela são muito antigos e universais. Em Roma há pelo menos vinte igrejas com o seu nome. Uma inscrição de fins do século IV\, encontrada por Orsi\, na catacumba de Siracusa\, fala-nos duma Euskia\, irrepreensível\, boa a pura\, que viveu quase cinco lustros e morreu «na festa da minha Senhora Luzia\, para quem não há elogios que bastem». \nPara a generalidade dos críticos modernos\, as Actas do martírio de Santa Luzia apresentam-se como suspeitas e pouco seguras. Um fundo indiscutível e inteiramente certo é este: Luzia tinha consagrado a sua virgindade a Cristo e renunciado ao seu rico património em favor dos pobres. Citada como cristã diante do Prefeito de Siracusa\, viu­-se ameaçada na sua honra e por fim condenada a morrer à espada. Está provado que era já honrada em Siracusa no princípio do século V. S. Tomás de Aquino fala dela duas vezes na sua Suma Teológica. Vejamos agora o que nos dizem as Actas. \nO pai de Santa Luzia morreu cedo e a mãe\, Eutícia\, tratou de a casar com um cavalheiro rico\, mas pagão. Ela\, desejando conservar a virgindade\, foi atrasando o casa­mento quanto pôde\, com a ideia de encontrar ocasião propícia para dissuadir a mãe. Ofereceu-lhe ensejo uma prolongada e molesta doença da mãe. Como a hemorroi­dária do Evangelho\, Eutícia gastou muito com médicos e remédios\, sem resultado. \nEm toda a Sicília eram célebres os milagres que realizava o Senhor por interces­são de Santa Águeda de Catânia. Luzia recomendou à mãe que se encomendasse com fé à Santa e que fizessem juntas uma peregrinação ao sepulcro dela. Dirigem-se a Catânia\, mãe e filha; a esperança que tinham não ficou desiludida. A mãe voltou para Siracusa inteiramente curada. \nEra o momento oportuno para revelar o propósito que tinha a nossa Santa de imi­tar Águeda e de conservar\, como ela\, o seu coração para Cristo. Pediu-lhe também que lhe desse o dote para o repartir entre os pobres. Resistiu a mãe algum tanto\, dizendo que esperasse que ela fechasse os olhos para as coisas da terra. \nLuzia soube insistir e convencê-la; por fim\, ela cedeu. A generosa distribuição dos bens chegou bem depressa aos ouvidos do noivo\, que se pôs a averiguar o motivo de tanta liberalidade: a fé cristã da sua noiva. Teve tal aborrecimento que se foi logo apre­sentar diante de Pascásio\, prefeito da cidade\, e acusou Luzia de ser cristã e inimiga do culto oficial. \nLevada diante do juiz\, confessou destemidamente e negou-se a sacrificar aos deu­ses falsos do Império. Disse ter outro sacrificio\, que agradava ao único Deus verdadeiro. Era o da esmola para valer às necessidades das viúvas\, dos órfãos e dos pobres em geral. Havia três anos que estava a oferecê-lo e já unicamente lhe faltava o completo holocausto da sua vida. Quis o prefeito levar à desonra a virgem cristã\, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito\, várias juntas de bois não foram capazes de a levar. As chamas do fogo também se mostravam impotentes\, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois. \n  \nEsta breve biografia de S. Luzia foi extraída do III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 396-397). \n  \n 
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SUMMARY:S. Geraldo\, Bispo (+ 1108)
DESCRIPTION:Estátua de São Geraldo na Sé Catedral de Braga\nDepois da influência tão benéfica do monaquismo\, como referimos acima\, a pro­pósito de S. Frutuoso\, maior expansão ganhou ainda aquela força espiritual e social\, educadora e diretora da Europa\, durante séculos\, com o aparecimento da reforma de Cluny\, inspiração da grande alma de S. Bernardo. Ainda em sua vida eram já cinco\, só na Galiza\, os mosteiros desta nova regra\, cujos monges tanto se notabilizaram\, em virtude e saber\, em grande número e por toda a parte. Um deles foi S. Geraldo\, mais outro antístite bracarense vindo do estrangeiro\, nascido de família nobre e altamente religiosa\, na diocese de Cahors\, na França. […] \nDepois da invasão árabe\, Braga foi restaurada como diocese com o bispo D. Pedro\, em 1070\, e como metrópole (arcebispado) com S. Geraldo\, em 1101. O conde portucalense D. Henrique\, parente de Santo Hugo\, abade de Cluny\, interessou-se por que ficasse a ocupar a Sé de Braga o monge cluniacense Geraldo. \n  \nPode ler a parte restante das breves biografias dos santos celebrados neste dia – Martinho de Dume\, Frutuoso e Geraldo – ano III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 366-369).\nLiturgia das Horas de Santos do mês de dezembro
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SUMMARY:S. Frutuoso\, Bispo (+ 665)
DESCRIPTION:Quase uns 90 anos depois de S. Martinho de Dume falecer\, é S. Frutuoso que vem presidir na Sé de Braga\, depois de\, também como ele\, ter estacionado na de Dume. E\, como aquele\, também Frutuoso procede de além-fronteiras\, este último da diocese de Astorga. Tomou posse de Braga em 656. \nA vida monástica gozava então de honra e estima\, como o refúgio ou terra privilegiada da virtude e cultivo da ciência\, primariamente da ciência e cultura sagradas. Por isso\, S. Frutuoso surge como o assíduo e incansável cultor do monaquismo e fundador de uns dez mosteiros. Primeiro\, vários na Hispânia que cedo se tornaram célebres\, em várias e distantes províncias\, percorridas nesta audaciosa propaganda de fundações monásticas. […] \nNo mosteiro\, imensa colmeia humana\, o trabalho dos diferentes campos e oficinas supria às necessidades gerais; mas cada qual devia industriar-se e servir-se\, para dar aos outros o mínimo de trabalho possível. Para isso\, competia ao abade fornecer a todos sovelas\, agulhas e linhas de diferentes castas\, para coser\, consertar e remendar os vestidos. Foi o Santo o fundador\, entre nós\, dos mosteiros-refúgios. \nFaleceu a 16 de abril de 665\, no mosteiro de S. Salvador de Montélios\, por ele fundado. Levadas as suas relíquias para Compostela em 1102\, num gesto ambicioso de coisas sagradas\, foram restituídas novamente a Braga\, por ocasião das celebrações centenárias de S. Frutuoso\, em 1965-66. \n\nPode ler a parte restante das breves biografias dos santos celebrados neste dia – Martinho de Dume\, Frutuoso e Geraldo – ano III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 366-369).
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SUMMARY:S. Martinho de Dume\, Bispo (+ 579)
DESCRIPTION:Oriundo da Panónia\, atual Hungria\, dirigiu-se ainda jovem ao Oriente\, onde professou vida regular: estudou o grego e outras ciências eclesiásticas em que muito cedo se distinguiu\, até ser classificado\, pelo eminente Doutor Santo Isidoro\, como ilustre na fé e na ciência. Também Gregório de Tours o considerou entre os homens insuperáveis do seu tempo. \nRegressando do Oriente\, dirigiu-se depois a Roma e França\, onde travou conhecimento com as personagens por então mais insignes em saber e santidade. Sobretudo\, quis visitar o túmulo do seu homónimo e compatriota\, S. Martinho de Tours\, que desde então ficará considerando como seu patrono e modelo. Foi também por essa altura que Martinho se encontrou com o rei dos Suevos\, Charrarico\, ao qual acompanhou para o noroeste da Península Ibérica\, em 550\, onde\, com restos do gentilismo e bastante ignorância religiosa\, se espalhara o arianismo. \nPara acorrer a tantos males\, não tardou Martinho em planear e pôr em marcha o seu vigoroso apostolado. Num mosteiro\, edificado pelo mesmo rei\, em Dume\, mesmo ao lado de Braga\, assenta o grande apóstolo dos suevos os seus arraiais\, como escola de monaquismo e base de irradiação catequética e missionária. A igreja do mosteiro é dedicada a S. Martinho de Tours\, e foi sagrada em 558. O seu abade foi elevado ao episcopado pelo bispo de Braga já em 556\, em atenção ao seu exímio saber e extraordinário zelo e santidade. Com a subida ao trono do rei Teodomiro (559)\, consumava-se o regresso dos Suevos ao catolicismo\, deixando o arianismo. \n  \nPode ler a parte restante das breves biografias dos santos celebrados neste dia – Martinho de Dume\, Frutuoso e Geraldo – ano III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 366-369).
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SUMMARY:Santo André\, Apóstolo
DESCRIPTION:Estátua de Santo André | Basílica de São João de Latrão (Ecclesiarum omnium Mater et Caput» (Sé episcopal de Roma)\nOs Gregos chamam a este ousado apóstolo Protókletos\, que significa: o primeiro chamado. Santo André foi um dos afortunados que viram Jesus na verde planície de Jericó. Ele passava. O Baptista indicou-o com o dedo de Precursor e disse: «Eis o Cordeiro de Deus\, que tira os pecados do mundo». André e João foram atrás d’Ele\, com a agitação duma juventude que se abre para a vida.\nNão se atreveram a falar-Lhe\, até que Jesus Se virou para eles – feliz olhar – e lhes perguntou: «Que procurais?» – «Mestre\, onde habitas?» – «Vinde e vereis». […]\nAs Atas do seu martírio são relativamente tardias\, do século IV\, e revestem a forma duma carta que escrevem os presbíteros de Patras à Igreja universal\, comunicando a notícia da morte e martírio do Apóstolo. Embora a forma esteja muito enfeitada\, o fundo geral é histórico. Têm especial interesse os afectos que sugere a Santo André a vista da cruz\, o instrumento do seu martírio. Cruz em forma de aspa ou X\, que é conhecida pelo nome de cruz de Santo André. […] \n*** *** *** \nPode ler a parte restante da breve biografia de Santo André no III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 339-340).\n\n\n 
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SUMMARY:XXXII Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:A palavra de Deus deste domingo apresenta-nos duas mulheres crentes e generosas\, que\, além disso\, tinham em comum o facto de pertencerem a classe de pessoas insignificantes. São pobres e viúvas. Arriscam tudo. Também nós\, para experimentar a generosidade de Deus\, temos de arriscar a nossa segurança mesquinha. Deus não mede o que fazemos ao próximo com algarismos. Mede com amor\, avalia de acordo com os valores interiores da pessoa\, vai até ao coração. Não basta dar\, é preciso dar-se. […]
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SUMMARY:São Nuno de Santa Maria – Nuno Álvares Pereira (1360-1431)
DESCRIPTION:No site dos Carmelitas Descalços – http://www.carmelitas.pt/site/santos/santos_ver.php? – a breve biografia de Nuno de Santa Maria termina com estas palavras: «Foi beatificado pelo Papa Bento XV a 23 de Janeiro de 1918. Padroeiro secundário do Patriarcado de Lisboa\, a sua Memória (Festa na Ordem Carmelita\, na Ordem dos Carmelitas Descalços e na Sociedade Missionária da Boa Nova) é liturgicamente assinalada a 6 de novembro. A 3 de Julho de 2008\, Bento XVI autorizou a promulgação de dois decretos que reconhecem um milagre do Beato\, abrindo as portas à sua canonização. No dia 26 de abril de 2009 foi canonizado por Sua Santidade o Papa Bento XVI\, em Roma»\, e remetendo o leitor para as obras de João César das Neves\, in “Os Santos de Portugal”\, Lucerna e José Hermano Saraiva\, in “História Concisa de Portugal”\, Europa-América.\nPor sua vez\, a obra da qual temos vindo a retirar informações sobre os santos e/ou beatos aqui comemorados\, começa por observar que «a biografia do mais representativo herói da nossa galeria medieval é sobejamente conhecida»\, limitando-se por isso as publicar «apenas um breve resumo» – que preenche\, no entanto\, três páginas:\nNasce em 24 de junho de 1360\, no Castelo de Bonjardim – filho do Prior do Hospital\, D. Álvaro Gonçalves Pereira\, e de Iria Gonçalves do Carvalhal\, criada da corte. O Rei Dom Pedro I legitima-o no ano seguinte\, a 24 de julho\, e entra no séquito do Rei Dom Fernando em 1373 – aos treze anos\, portanto – levado por seu pai. \n*** *** *** \nConsulte o referido site ou leia a biografia no III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 251-253).
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SUMMARY:XXXI Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:No Antigo Testamento o mandamento do amor de Deus já é completado pelo “segundo mandamento”: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Na realidade\, no Antigo Testamento nunca se acreditou poder amar a Deus sem se interessar pelo homem. O amor para com Deus prolonga-se necessariamente no amor do próximo. Do princípio ao fim do Novo Testamento\, o amor do próximo aparece inseparável do amor de Deus: os dois mandamentos\, na verdade são um só\, que é o ápice e a cúpula de toda a lei. \nDe facto\, “quem não ama o seu irmão que vê não pode amar a Deus que não vê… quem ama a Deus ame também o seu irmão”. Não se poderia afirmar com mais clareza que\, em substância\, há um único amor. O amor do próximo é\, pois\, essencialmente religioso\, não simples filantropia. É religioso pelo seu modelo: o cristão ama o próximo para imitar a Deus\, que ama a todos sem distinção; mas o é sobretudo pela sua fonte\, porque é obra de Deus em nós. De facto\, como poderíamos ser misericordiosos como o Pai dos Céus\, se o Senhor não nos ensinasse e se o Espírito Santo não o derramasse em nossos corações? […]
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SUMMARY:Santo Inácio de Antioquia\, Mártir\, no ano 107
DESCRIPTION:Se se pudesse falar de campeões no martírio\, como símbolo do testemunho máxi­mo do cristão\, eu proporia\, para ocupar esse lugar\, Santo Inácio de Antioquia. A sua amável figura\, amassada com doçura\, mística e valentia\, desconhecendo o medo à dor e à morte\, resplandece\, desde os tempos apostólicos\, como farol e convite para todos os que têm de sofrer para se mostrarem fiéis a Jesus Cristo. O seu retrato está envolto em luz celestial\, não pelo extraordinário dos milagres ou de qualquer forma de prodígios\, mas nela sobrenatural simplicidade do seu proceder\, movendo-se unicamente no mundo da fé\, a partir do qual adquire lógica indomável aquilo que\, aos nossos olhos humanos\, parece encerrar aterradoras perspetivas de dor. \nInácio é cognominado de Theophóros\, portador de Deus. \n……………………………………………………………….\nEste é o primeiro parágrafo da breve biografia deste mártir publicada no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003. Esse «retrato» do autor de Cartas\, «verda­deiras relíquias imortais»\, consideradas como uma «segunda formulação doutrinal cristã»\, inclui um diálogo com o futuro imperador romano Trajano\, vencedor dos dácios (no ano 106)\, em que é referido o significado da denominação dada ao Santo (Teóforos). Sugerimos a sua leitura integral (páginas 180-184)\,
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SUMMARY:Santos Anjos da Guarda
DESCRIPTION:Os Anjos são puros espíritos mensageiros da bondade de Deus. Segundo a piedade e a tradição cristãs\, bem fundadas no dogma\, as nações\, as dioceses\, as povoações\, estão confiadas à guarda de um anjo. \nO Papa João XXIII conta que\, ao mandá-lo como Delegado Apostólico para a Turquia e Grécia\, Pio XI confiou-lhe este «belíssimo segredo» para acertar no desempe­nho da sua delicada missão: «Quando devo manter uma conversa difícil com qualquer pessoa\, então peço ao meu Anjo da Guarda que fale ao Anjo da Guarda daquela pessoa com que devo tratar». \na Igreja confessa a sua fé pelos Anjos da Guarda\, venerando-os na Liturgia com uma festa própria\, e recomendando o recurso à sua prote­ção\, com uma oração frequente\, como na invocação do Santo Anjo do Senhor… \n…………………………………………………………………………….. \nLeia uma apresentação mais «substanciosa» desta Festa no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 114-116).\n………………………………………………………………\nAs chamadas Orações do Anjo são atribuídas ao Anjo de Portugal (ou Anjo da Paz) que as terá ensinado aos três pastorinhos de Fátima\, em 1916\, nos lugares de Aljustrel e Valinhos:\n1 – Meu Deus\, eu creio\, adoro\, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem\, não adoram\, não esperam e não Vos amam.\n2 – Santíssima Trindade\, Pai\, Filho\, Espírito Santo\, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo\, Sangue\, Alma e Divindade de Jesus Cristo\, presente em todos os sacrários da terra\, em reparação dos ultrajes\, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria\, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.\n===================
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SUMMARY:IX Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:I Leitura – «Recorda-te que também foste escravo no Egipto» – O povo de Deus do Antigo Testamento recebeu o mandamento guardar o Sábado\, que é\, ao mesmo tempo\, o memorial do repouso de Deus depois de concluída a obra da criação e dia de ação de graças por essa criação. E ainda mais agora ele há de ser fiel ao mandamento do Senhor e permitir que os outros o possam ser também\, porque\, se agora o povo de Deus é um povo livre\, é porque também Deus o libertou. Mas o Sábado do Antigo Testa­mento anuncia o Dia do Senhor da Nova Aliança\, o Domingo\, o dia do repouso em Deus\, repouso que Jesus nos alcançou pelo seu Mistério Pascal. \nII Leitura – «Manifesta-se no nosso corpo a vida de Jesus» – A vida do Apóstolo de Cristo reproduz a vida do Senhor\, é outra manifestação do seu Mistério Pascal: frágil como um vaso de barro\, transporta em si o tesouro do mistério de que é ministro e apóstolo; participando na Paixão do Senhor\, pelos sofrimentos e trabalhos do seu ministério\, é instrumento ao serviço da manifestação e da comunicação da vida de Jesus; comungando assim na Morte do seu Senhor\, é portador aos outros da própria luz de Deus. \nEvangelho – «O Filho do homem é também Senhor do sábado» –  O Sábado foi dado ao homem como dia de repouso para que ele pudesse contemplar e agradecer a Deus a obra da criação e assim se manter sempre fiel à aliança com o Senhor\, seu Criador. Era um mandamento dado ao homem para o libertar\, não para o escravizar. O escândalo dos fariseus vinha-lhes de eles não saberem ir além da letra e não chegarem ao espírito; e assim não conseguiram reconhecer na Lei o Senhor da Lei. Como haviam depois de entender o novo Dia do Senhor\, o Domingo\, memorial da sua Páscoa?
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SUMMARY:S. Tomás Becket\, Arcebispo (1117-1170)
DESCRIPTION:Em 1155\, Henrique II\, rei de Inglaterra e de parte da França\, nomeou seu chanceler Tomás Becket. Oriundo da Normandia\, senhor de grande riqueza\, era considerado um dos homens de maior capacidade do seu tempo. Compararam-no a Richelieu\, com o qual na realidade se parecia\, pelas qualidades de homem de Estado e amor das grandezas. Ficou célebre a visita que fez\, em 1158\, a Luís VII\, rei de França. \nTendo atravessado a Mancha em seis fragatas\, com dois mil homens\, Tomás Becket tomou o caminho de Paris\, passando por várias cidades\, precedido de duzentos e cinquenta músicos\, rodeado de numerosos galgos e seguido de oito coches\, puxados a seis cavalos cada um. Seguiam-se vários carros\, com o seu quarto de cama\, cozinha\, capela e baixela; depois\, em soberbos alazões\, centenas de escudeiros\, cercando a fina flor da nobreza\, recamada de oiro e prata. \nQuando vagou a sé de Cantuária\, Henrique II nomeou para ela o chanceler. Tomás foi ordenado sacerdote a 1 de Junho de 1162 e sagrado bispo dois dias depois. Desde então\, passou a ser a pessoa mais importante a seguir ao rei e mudou inteiramente de vida\, convertendo-se num dos prelados mais austeros. \nConvencido de o cargo de primeiro-ministro e o de príncipe da Inglaterra serem incompatíveis\, pediu a demissão de chanceler\, o que descontentou muito o rei. Henrique II ficou ainda mais aborrecido quando\, em 1164\, por ocasião dos «concílios» de Clarendon e Northampton\, o arcebispo tomou o partido do Papa contra ele. Tomás viu-se obrigado a fugir\, disfarçado em irmão leigo\, e foi procurar asilo cm Compiègne\, junto de Luís VII. \nA parte final da breve biografia deste Santo encontra-se na página 450 do III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.\n………….. \nLiturgia das Horas de Santos do mês de dezembro
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SUMMARY:S. João de Kenty\, Sacerdote (1390-1473)
DESCRIPTION:Nasceu em Kety\, ou Kenty\, na diocese de Cracóvia\, em 1390; ordenou-se sacerdote e foi muitos anos professor da Universidade de Cracóvia; depois\, foi pároco de Ilkus. À fé que ensinava uniu grandes virtudes\, sobretudo a piedade e a caridade para com o próximo\, tomando-se um modelo insigne para os seus colegas e discípulos. \nSegundo cartas do Papa Clemente XIII (de 12 de fevereiro de 1767)\, ninguém duvida que o Beato João de Kety deve ser contado entre aqueles excelentes varões que foram exímios pela santidade e doutrina\, que praticavam o que ensinavam e defenderam a verdadeira fé impugnada pelos hereges. Enquanto nas regiões vizinhas pululavam as heresias e os cismas\, o bem-aventurado João ensinava na Universidade de Cracóvia a doutrina haurida da mais pura fonte\, e explicava ao povo com muito empenho\, em seus sermões\, o caminho da santidade\, confirmando a pregação com o exemplo da sua humildade\, castidade\, misericórdia\, penitência e todas as outras virtudes próprias de um santo sacerdote e de um zeloso ministro do Senhor. \n  \nPode ler a parte restante da breve biografia deste Santo na pág. 428 do III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.\nNo Brasil\, este santo é também conhecido pelo nome\, aportuguesado\, Câncio\, ou de Kenty.\nLiturgia das Horas de Santos do mês de dezembro
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SUMMARY:S. Pedro Canísio\, Presbítero e Doutor da Igreja (1521-1597)
DESCRIPTION:Pedro Canísio nasceu em Nimega (na atual Holanda\, mas então parte da Alema­nha). Canísio é a latinização de Kanijs. \nCursou estudos em Colónia e Lovaina. Foi o primeiro jesuíta alemão\, tendo entra­do na Companhia de Jesus em 1543. Recebeu a ordenação sacerdotal três anos mais tarde. Nesse mesmo ano publicou as obras de S. Cirilo de Alexandria\, sendo esse o primeiro livro mandado imprimir por um jesuíta. Foi teólogo do Concílio de Trento e um grande pregador e professor. Exerceu a sua docência sobretudo em Inglostad\, Viena\, Augsburgo\, Innsbruk e Munique. Organizou a sua Ordem na Alemanha\, fazendo dela o instrumento valioso para a reforma católica contra o protestantismo. \nFoi conselheiro de Príncipes\, Núncios e Papas. Das 36 obras que compôs\, as mais célebres são os seus três Catecismos (1555-1556 e 1558)\, largamente difundidos por toda a cristandade até ao século XIX. O denominado «Catecismo Mayor»\, em 221 perguntas e respostas\, alcançou pelo menos 130 edições. O Papa Leão XIII chamou-lhe mesmo o «segundo Apóstolo da Alemanha\, depois de S. Bonifácio». \nEis como ele descreve a origem desta sua vocação. Depois de receber a bênção do Papa\, viveu esta profunda experiência espiritual: «Foi do vosso agrado\, ó Pontífice eterno\, que eu encomendasse aos vossos Após­tolos\, que se veneram no Vaticano e que operam com o vosso poder tantas maravilhas\, o efeito e a confirmação da bênção apostólica. Senti uma grande consolação da vossa graça que me vinha por meio de tais intercessores. Também eles abençoavam e confinavam a minha missão na Alemanha e pareciam prometer-me o seu favor como a apóstolo da Alemanha. \nSabeis\, Senhor\, como e quantas vezes\, naquele mesmo dia\, me confiastes a Alema­nha\, que devia ser daí em diante a minha preocupação constante e pela qual eu desejava viver e morrer. \nFinalmente\, meu Salvador\, como se me abrisses o Coração do vosso Corpo santíssimo\, que me parecia ver presente\, mandastes-me beber dessa fonte\, convidando-me a tirar dela água da salvação. \nO que eu mais desejava é que daí se derramassem sobre mim torrentes de fé\, esperança e caridade. Tinha sede de pobreza\, castidade e obediência\, e pedia-Vos que fosse por Vós totalmente purificado\, vestido e adornado. \nPor isso\, depois de ter ousado aproximar-me do vosso dulcíssimo Coração\, acal­mando nele a minha sede\, Vós me prometíeis um vestido de três peças para cobrir a nudez da minha alma e realizar com êxito a minha missão: a paz\, o amor e a perseveran­ça. Revestido deste ornamento salutar\, fiquei certo de que nada me faltaria\, e tudo se realizaria para vossa glória». \nFaleceu em Friburgo\, na Suíça\, a 21 de dezembro de 1597. Pio XI canonizou-o a 21 de maio de 1925\, declarando-o ao mesmo tempo Doutor da Igreja. \n………………………. \nEsta breve biografia de S. Pedro Canísio foi extraída do III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 422-423). \n(É também comemorado no dia 27 de abril\, na Companhia de Jesus)
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SUMMARY:Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo
DESCRIPTION:Basílicas de S. Pedro – Desenho\, litografia e figuras de Philippe Benoist (Genebra\, 1813 – Paris\, 1885) e de S. Paulo Extra-Muros – Desenho e litografia de Philippe Benoist\, figuras de Adolphe-Jean-Baptiste Bayot\, na obra «Roma – Grandezza e Splendore»\, de Paolo Emilio Trastulli\, Newton Compton Editori\, Roma 1987 – (páginas 113 e 119\, respetivamente) \n  \nA morte de S. Pedro em Roma fixou para sempre a sede do seu império espiritual. Com o sangue de Pedro e de Paulo conseguiu Roma mais conquistas do que com todos os seus soldados e legionários. A que era mestra do erro\, tornou-se discípula da verdade e resplandeceu em todo o orbe\, como sol entre as estrelas. O fogo sagrado\, que irradia calor e vida\, recolhe-se junto do túmulo dos dois Apóstolos. Lá se ajoelha Roma\, de lá olha para o mundo e lá se toma visível Cristo.\nA liturgia de hoje chama-nos a Roma\, ao túmulo dos dois Apóstolos\, às Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. Estão distantes entre si\, mas une-as um mesmo espírito\, uma mesma fé se respira nelas\, um mesmo Cristo fala nas duas. […]\nA liturgia das festas principais\, como na Epifania\, na Ascensão e no Pentecostes\, realiza-se na Basílica de S. Pedro. O Papa\, os presbíteros e diáconos romanos reúnem-se aí. O novo pontífice começa nela o seu pontificado e termina-o também\, com a sua sepultura. O Papa\, quando confirma\, senta-se na mesma cátedra de madeira que\, segundo uma tradição ultrapassada\, S. Pedro usava\, adornada e enriquecida com o melhor que souberam inspirar a arte e o génio da fé. Rodeada por Leão IV com uma muralha torreada\, a Cidade Leonina surgiu no século IX como símbolo e fortaleza do túmulo do Pontificado Supremo. Até este século\, o túmulo de S. Pedro devia estar visível; foi por motivo da invasão sarracena que se ocultou. […]\nA história da Basílica de S. Paulo é paralela à de S. Pedro. Quando\, em 410\, Alarico I\, rei dos Visigodos\, saqueou a Cidade Eterna\, mandou apregoar aos Romanos que seriam perdoados todos os que se refugiassem nas Basílicas dos Apóstolos. E sabe¬mos por S. Jerónimo que Marcela\, com a sua discípula Principia\, se refugiou em S. Paulo «buscando ou um asilo ou um sepulcro».\nS. Gregório Magno diz-nos que\, no seu tempo\, as duas Basílicas eram famosas pelo número dos seus milagres e que os fiéis lhes tinham tal respeito e veneração\, que não se atreviam quase a aproximar-se. João VIII rodeou\, depois da invasão sarracena\, com uma muralha torreada\, a Basílica de S. Paulo. \n*** *** *** \nLeia a parte restante da página sobre a Dedicação das duas maiores Basílicas de Roma no III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 297-299).
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SUMMARY:S. Vicente de Paulo\, Sacerdote (1581-1660) | Fundador da Congregação da Missão e das Filhas da Caridade
DESCRIPTION:Jean-Léon Gérôme\, S. Vicente de Paulo\, Museu Georges-Garret\, Vesoul – França\nNasceu a 24 de abril do ano de 1581 em Pouy\, Landes\, na França\, duma família provavelmente originária da Espanha. […] \nAos 19 anos\, recebe o sacerdócio e dedica-se a dar aulas particulares: necessitava de sustentar-se. Numa viagem de Marselha a Narbona\, cai prisioneiro duns corsários turcos que o vendem como escravo em Tunes. Quatro vezes mudou de dono\, nos dois anos que lhe durou o cativeiro. \nRegressando a França\, dirigiu-se a Paris. Viveu lá retirado e em silêncio\, ensaian­do-se com os irmãos de S. João de Deus na prática da caridade. […] \nA Congregação da Missão nasce em 1626\, no Colégio dos Bons Meninos de Paris. Em 1632 transladam-se para o priorado de S. Lázaro\, que se transforma em Casa-Mãe e no centro mais ativo de todas as obras de zelo e caridade de Paris. […] \nNão há serviço humilde a favor dos pobres onde não estejam as Irmãs da Caridade «que terão\, segundo S. Vicente\, por mosteiro as casas dos enfermos\, por cela um quarto de aluguer\, por capela a igreja das paróquias\, por claustro as ruas da cidade ou as salas dos hospitais\, por clausura a obediência\, por grades o temor de Deus e por véu a santa modéstia». Vicente morreu quase octogenário\, a 27 de setembro de 1660. \n………….. \nEstas são algumas pinceladas extraídas da breve biografia deste Santo\, no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que transcrevemos aqui\, com a devida vénia. Pode lê-la integralmente nessa publicação do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 94-95).
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SUMMARY:S. Cornélio (Papa) e S. Cipriano (Bispo)\, mártires
DESCRIPTION:Sucedeu S. Cornélio a S. Fabião\, mártir do ano de 250\, no tempo em que a perse­guição de Décio contra a Igreja era tão violenta que se passaram catorze meses\, desde o martírio de S. Fabião (20-01-250)\, sem se poderem congregar os fiéis para proceder à eleição do papa. \nQuando foi possível\, todos de unânime consentimento\, elegeram por papa a S. Cornélio\, presbítero da Igreja Romana. O melhor conceito da sua eminente virtude e mérito conhecemo-lo pelo que dele escreveu S. Cipriano: «Depois de haver sido elevado à dignidade episcopal sem artifícios e sem violên­cia\, meramente por vontade de Deus\, a quem unicamente pertence eleger bispos\, quanta fé\, quanta virtude e quanta resolução mostrou no valor com que tomou a cadeira episco­pal\, no tempo em que um tirano\, inimigo dos bispos de Deus\, sofreria de melhor vontade um competidor ao trono\, do que um bispo de Roma!» […] \nPor sua vez\, Cipriano é uma das grandes figuras dos primeiros séculos cristãos. Bispo de Cartago de 249 a 258\, tinha nascido\, segundo se crê\, na alta burguesia dessa cidade\, pelo ano de 210\, e era professor de retórica\, antes da conversão. […] \n  \nAs duas breves biografias destas figuras da Igreja dos primeiros séculos\, das quais extraímos estas duas passagens\, encontram-se no III volume da obra «Santos de cada dia – setembro – outubro – novembro – dezembro»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-la integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 57-59).
URL:https://cantabo-cs.com/canticos/s-cornelio-papa-e-martir-s-cipriano-bispo/
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SUMMARY:Martírio de S. João Baptista
DESCRIPTION:Michelangelo Merisi da Caravaggio\, Salomè com a cabeça de João Battista (1609) – Palazzo Reale\, Madrid\nQuando S. João Baptista — o ilustre precursor do Messias — abandonou o deserto\, para que se tinha retirado por inspiração do Espírito Santo\, foi para as margens do rio Jordão\, onde começou a batizar e pregar penitência\, dispondo desta maneira o terreno para a nova doutrina do Salvador\, Nosso Senhor Jesus Cristo. \n[…] \n_____________________________________ \nEste é o início da página dedicada à festa hodierna\, no II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler a descrição integral do seu martírio na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 467-468).\n  \n\nOutras comemorações do Próprio dos Santos deste mês
URL:https://cantabo-cs.com/canticos/martirio-de-s-joao-baptista/
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SUMMARY:Santo Ireneu\, Bispo de Lião (+ 202)
DESCRIPTION:A 2 de Junho celebrámos os mártires de Lião\, imolados no ano de 177. Os sobreviventes\, impressionados com a perturbação que despertava o movimento profético montanista\, nascido na Ásia Menor\, enviaram cartas aos irmãos da Ásia e da Frigia\, assim como a Santo Eleutério\, bispo de Roma\, papa. E pediram a Ireneu que lhes servisse de embaixador. Veio munido da seguinte recomendação para Eleutério: «Encarregámos o nosso irmão e companheiro\, Ireneu\, de te entregar esta carta e pedimos-te que lhe deis bom acolhimento\, como a zeloso que é pelo testamento de Cristo. Se pensássemos que o posto cria a justiça\, nós havíamos de o apresentar primeiro como sacerdote da Igreja\, porque é isso que ele é». \nO nome de Ireneu deriva da palavra grega que significa «paz». Ireneu recebia uma missão de paz. Sempre seria ele agente de ligação\, de união e de paz. […] \n  \nEste é o início do capítulo sobre Santo Ireneu\, extraído do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler a parte restante na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 238-240). \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de unho: AQUI
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SUMMARY:Beatas Sancha\, Teresa e Mafalda
DESCRIPTION:Não era só nos mosteiros e conventos que se refugiava e florescia a santidade da nossa Idade Média. Também no palácio real\, três filhas de D. Sancho I (1154-1211) surgiram como três plantas eleitas de Deus que\, bem fidalgamente\, souberam ataviar-se com a riqueza e beleza das virtudes cristãs\, para ficarem de exemplo aos reis e aos povos. […] \nBeata Sancha (1180-1229) – Nascida em Coimbra\, foi educada\, como suas irmãs\, na piedade e austeridade dos bons tempos. […] \nBeata Teresa (1177-1250) – Foi casada com o rei de Leão\, de quem teve três filhos. Mas declarada\, por Celestino III\, a nulidade daquele matrimónio\, D. Teresa regressa a Portugal e recolhe-se no mosteiro de Lorvão\, onde toma o hábito cisterciense.  […] \nBeata Mafalda (1195-1256) – Foi também casada\, neste caso com Henrique I de Castela. Na menoridade dele\, cuja morte deixou livre D. Mafalda\, esta\, preferindo também a tudo o recolhimento e vida do claustro\, adaptou\, para a ordem de Cister\, o convento beneditino de Arouca\, onde se consagrou ao serviço de Deus para todo o resto da sua vida. […] \n…………. \nEstes são apenas alguns excertos do capítulo sobre as Beatas Sancha\, Teresa e Mafalda\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode completar estes breves acenos à sua vida lendo a obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 212-213). \n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de junho: AQUI
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SUMMARY:S. Justino\, Mártir (103-167)
DESCRIPTION:Justino\, filho de Prisco\, nasceu em 103\, na Palestina\, na cidade de Siquém. Nascido nas trevas do paganismo\, cursou as escolas filosóficas da sua terra e dedicou-se especialmente ao estudo do pensamento de Platão. Para conseguir aprofundar cada vez mais o sistema do grande sábio grego\, retirou-se para um ermo. Um dia apresentou-se-lhe um ancião\, que lhe não era conhecido\, mas de aparência sumamente simpática. Entre os dois entabulou-se uma conversa sobre a filosofia: o velho mostrou a Justino a insuficiência do sistema platónico\, que não satisfazia o desejo do espírito de conhecer a verdade sobre a existência de Deus. […] \nJustino é o primeiro «Padre da Igreja»\, depois dos «Padres Apostólicos»; é o primeiro e o mais antigo de que possuímos obras extensas\, de grande valor apologético. \n…………………….. \nEstes são apenas dois breves excertos do capítulo sobre a Festa do mártir S. Justino\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler integralmente a sua biografia na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 133-1348). \n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de junho: AQUI
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SUMMARY:S. Paulo Míki\, S. Pedro Baptista e companheiros mártires
DESCRIPTION:Destes\, seis eram franciscanos: Pedro Baptista\, Martinho de Aguirre\, Francisco Blanco\, Francisco de S. Miguel\, Gonçalo Garcia e Filipe de Jesus: sacerdotes os três primeiros. Todos menos um eram espanhóis: Gonçalo Garcia era filho de pai português e de mãe indiana\, nascido em Baçaim. Dezassete eram catequistas ou serviam nos ofícios divinos; destes\, quase todos eram terceiros leigos de S. Francisco. Três eram jesuítas: Paulo Míki\, João de Goto e Tiago Kisai. Estes jesuítas e os terceiros leigos eram naturais do Japão. […] \nNo ano de 1587\, trinta e oito depois de S. Francisco Xavier semear o primeiro grão do Evangelho naquela gentilidade\, andavam já por 200.000 os cristãos do Japão\, entre os quais\, reis\, príncipes\, generais\, os primeiros senhores das cortes e a flor da nobreza. \nMas surgiu a grande perseguição. O imperador Taikosama\, talvez o mais cruel dos tiranos que moveram guerra à Igreja\, tendo resolvido exterminar o Cristianismo no seu Estado\, começou por banir todos os missionários. Tanto os jesuítas como os outros religio­sos que se encontravam naquele Império quiseram antes expor as próprias vidas do que abandonar aquela aflita cristandade. […] \nPaulo Miki tinha sido batizado\, com os pais\, aos cinco anos\, em 1568. Tendo mostrado grande inclinação para a virtude e vivo engenho\, foi enviado para o Seminário de Ausukyama. Mal soube o catecismo\, começou a ensiná-lo aos outros\, obtendo con­versões. Cedo pediu para ser recebido na Companhia de Jesus\, por causa da devoção desta à Santíssima Virgem e do zelo apostólico que nela admirava. Admitido\, mostrou sinais de extraordinário fervor. Concluído o noviciado e acabados os estudos\, foi aplica­do ao ministério da pregação\, no qual ganhava os corações com admirável facilidade. Míki\, em Osaka e Meako\, fez o mesmo que tinha feito em Shimo: era raro que a um qualquer dos seus sermões se não seguisse alguma conversão sensacional\, graças à ciên­cia e à virtude\, apesar da facilidade da oposição dos bonzos. \n[…] \nVai certamente querer ler uma biografia completa destes mártires. Os parágrafos aqui transcritos\, com a devida vénia\, fazem parte das três páginas que lhes são dedicadas na obra «Santos de cada dia – I (Janeiro\, Fevereiro\, Março\, Abril)» (páginas 142-144)\, publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.
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SUMMARY:Santos Timóteo e Tito\, Bispos
DESCRIPTION:S. Timóteo\nPrimeiro Bispo de Éfeso\, a quem S. Paulo em muitos lugares das suas cartas chama seu discípulo caríssimo\, seu amado filho e seu irmão\, era muito provavelmente natural de Listra\, na Licaónia\, província da Ásia Menor.\nO pai de Timóteo era gentio\, e a mãe\, que se chamava Eunice\, judia. Tinha abraçado a religião cristã\, assim como Loide\, avó de Timóteo. Isto por ocasião da primeira viagem que S. Paulo e S. Barnabé fizeram a Listra. […] \nS. Tito | Bispo (+ por 96)\nA festa de S. Tito entrou no Missal Romano no ano de 1854\, no tempo de Pio IX. Sobretudo os Padres Gregos apresentam extraordinárias ponderações sobre a santidade e o zelo deste discípulo predileto do Apóstolo das gentes; e os bizantinos dão-lhe mesmo o título de apóstolo\, seguindo S. Paulo que lhe chama “apóstolo das igrejas e glória de Cristo”. A sua basílica da ilha de Creta remonta pelo menos ao século VI.\nNada sabemos ao certo sobre a sua origem e lugar de nascimento. Uns dão-no como natural de Creta; S. João Crisóstomo como de Corinto; e as Actas de Tecla\, no séc. II\, como de Icónio. […] \nPara continuar a ler:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\nConvidamos também a abrir o SITE https://www.liturgia.pt/ onde\, além de informações e materiais preciosos\, incluindo publicações diversas\, encontra as leituras bíblicas\, orações e referências históricas para cada dia do Ano Litúrgico\, nomeadamente o Martirológio. HOJE \nOs botões com os títulos dos cânticos propostos a seguir estão ligados às respetivas partituras – em formato PDF – que incluem uma versão instrumental das respetivas melodias. Para quaisquer dúvidas\, comentários ou pedidos\, não hesite em contactar o titular do site\, utilizando este formulário.
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SUMMARY:S. Basílio Magno (+379) e S. Gregório Nazianzeno\, Bispos e doutores da Igreja
DESCRIPTION:Em Moscovo\, na célebre e majestosa “Praça Vermelha”\, que deve o nome à tona­lidade característica das construções que a fecham\, levanta-se a catedral de São Basílio\, constituindo um dos tesouros históricos e artísticos da metrópole russa. Antes de ser capital do Império dos Tzares e centro da União Soviética\, Moscovo foi a Cidade Santa da Rússia\, e tem no Kremlin\, isto é\, no “castelo”\, os mais gloriosos monumentos da sua história e as igrejas dos Santos preeminentes. \nRecordaremos os três “luminares da Capadócia”\, região da Turquia\, contemporâ­neos e entre si amigos\, São Gregório Nisseno\, seu irmão Basílio\, e Gregório Nazianzeno. Nesta tríade luminosa\, São Basílio constitui o astro mais resplandecente\, que bem mere­ceu o título de “Grande”. \n[…] \nSão Gregório Nazianzeno | Teólogo\, Bispo de Nazianzo e Doutor da Igreja (+ 390) \nEntre os “luminares da Capadócia”\, Gregório de Nazianzo foi ao mesmo tempo homem de ação e de contemplação; filósofo e poeta; dividido\, melhor incerto\, entre a vida ativa e a vida ascética\, entre a pregação e a meditação. \nNasceu duma família de Santos. Santo o pai\, Gregório\, o Velho\, que foi depois Bispo de Nazianzo e conselheiro do filho; Santa a mãe\, Nona\, que trouxera o marido à conversão; Santa a irmã\, Gorgónia; homem de muita consciência e alguns minutos santo o irmão\, Cesário\, médico\, baptizado na hora da morte. \n[…] \nEstes são os primeiros dois parágrafos das breves biografias dos dois doutores da Igreja hoje comemorados\, extraídos da obra «Santos de cada dia – I (Janeiro\, Fevereiro\, Março\, Abril)» (páginas 13-15)\, e aqui transcritos\, com a devida vénia. Leia integralmente essas biografias na referida obra\, publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003.\n==================== \nLiturgia das Horas do mês de janeiro de 2023
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SUMMARY:Santo Ambrósio\, Bispo\, Doutor da Igreja (c. 339-397)
DESCRIPTION:Basílica de Santo Ambrósio\, uma das mais antigas igrejas de Milão\nTalvez nenhum bispo tenha gozado em vida de maior prestígio e autoridade do que Santo Ambrósio. Autoridade moral que lhe mereciam a nobreza do carácter\, a santidade da vida\, a energia e retidão do proceder\, e também a ciência\, o conhecimento nas matérias e a prudência no governo. \nAntes de ser bispo tinha sido governador das regiões italianas Emília\, Lácio e Milão; antes de estudar teologia tinha estudado direito. Espírito eminentemente prático e\, como bom romano\, ponderado\, tinha o sentido da justiça\, suavizado pela caridade cristã. Todos os que tratavam com ele ficavam como que hipnotizados pelo influxo mágico da pessoa e da palavra. […] \nSanto Agostinho\, que ia muitas vezes ter com ele\, antes de se converter\, para se instruir sobre o Cristianismo\, diz que lhe era difícil chegar até ele\, «porque um exército de necessitados impedia que eu chegasse à sua presença. Era o enfermeiro das necessidades deles». Algumas vezes\, encontrou-o só\, mas embrenhado na leitura dos livros; não se atrevia então a interromper-lhe a meditação. «Sentava-me e\, depois de passar longo tempo a contemplá-lo em silêncio – quem se atreveria a perturbar atenção tão profunda? – retirava-me pensando ser cruel incomodá-lo no pouco tempo que ele se reservava para concentrar o espírito no meio do tumulto dos negócios». \n  \nPode ler a parte restante da breve biografia de S. Ambrósio no III volume da obra «Santos de cada dia – Setembro\, Outubro\, Novembro\, Dezembro»\, publicado pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 374-376).\nLiturgia das Horas de Santos do mês de dezembro
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SUMMARY:Santo Estanislau\, Bispo – Mártir (1030-1097)
DESCRIPTION:Este grande defensor da moral católica\, sobretudo no que respeita à pureza e santidade do matrimónio\, nasceu em 1030\, em Sezépanow da Polónia\, perto de Cracóvia. O pai\, Wielislau\, era dos principais nobres do reino […]. Seguindo o conselho do Evangelho\, distribuiu entre os pobres todas as riquezas e foi ordenado sacerdote. Por falecimento do bispo de Cracóvia\, Lamperto\, em 1072\, foi destinado para lhe suceder e\, desde então inicia uma vida mais austera ainda. Veste-se de cilício que nunca deixará até à morte; todos os anos visita a diocese\, ordena que seja feita uma lista completa dos pobres e das viúvas para lhes prestar socorro e consagra-se de corpo e alma à reforma da sua grei. A empresa não era fácil\, pois um dos abusos maiores vinha da corte\, em particular do rei Boleslau II\, príncipe ambicioso e valente\, mas déspota e sensual\, como os reis orientais da história antiga. Diante do capricho e da paixão do rei\, não se encontrava vida segura\, nem bens ou inocência em tranquilidade. \nNuma assembleia plenária de magnates e prelados\, levantou-se Estanislau a promulgar em voz alta o programa da moral católica e a defender os direitos da justiça e da santidade. […] Desde esse dia estava lavrada a sentença de morte. […] A 8 de maio de 1097\, estava Estanislau a celebrar Missa numa capela dedicada a S. Miguel\, nos arredores de Cracóvia. Chegavam até ao altar o ruído das armas e os gritos das pessoas enviadas pelo rei. O perigo era claro\, mas o Santo prosseguiu a celebração. Aí mesmo\, no altar\, foi ferido de morte\, ao que parece\, por mão do Rei. […] \nGregório VII excomungou e depôs o rei. Este abdicou\, converteu-se e veio a morrer sendo irmão leigo beneditino. Assim dizem os hagiógrafos polacos. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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SUMMARY:S. João Baptista de la Salle – Fundador (1651-1719)
DESCRIPTION:Em 1682\, em Reims\, na França\, via-se uma sensacional figura de sacerdote que\, sobre a batina com a volta branca à roda do pescoço\, trazia a capa dos aldeões da Champagne\, com largas mangas\, e na cabeça usava um chapéu tricórnio e sapatos de homem do povo nos pés. “É João Baptista de la Salle\, cónego\, filho do juiz – comentava a gente surpreendida e escandalizada. – Pasmai\, está a dirigir uma escola popular. Que vergonha!”. Isto\, pouco mais ou menos\, o que se pensava e se dizia\, na França do “século de oiro”\, dos chamados “Irmãos das escolas cristãs”\, isto é\, de João Baptista de la Salle e dos seus doze companheiros\, doze mestres que tinham aceitado vestir como ele e dedicar-se\, como ele\, à fundação de escolas masculinas para o povo. Para meninas já existiam\, e bastava que ele amparasse a Congregação das Irmãs do Menino Jesus\, que o seu diretor espiritual e testador lhe recomendara\, ao nomeá-lo testamenteiro. \nHoje fala-se muito de problemas escolares\, de conquistas da moderna educação\, de métodos de ensino. Seria útil recordar mais vezes que\, há apenas 300 anos\, o problema educativo popular era ignorado pela grande maioria dos homens e que os primeiros a enfrentá-lo foram dois religiosos\, ambos Santos: José Calasâncio\, na Itália\, e depois dele João Baptista de la Salle\, na França. […] \nNão faltaram dificuldades de todo o género e ásperas oposições\, devidas muitas vezes a temores infundados\, mesquinhezes\, inveja\, incompreensão e ciúmes. Não obstante\, de la Salle\, amargurado pelas adversidades durante a vida inteira – até à morte que o assaltou\, ainda não velho\, a 7 de abril de 1719 – foi um dos educadores mais iluminados da Igreja. […] As ideias e os métodos que o Santo de Reims pôs genialmente em prática há perto de três séculos\, vê-se que estão ainda na base dos sistemas educativos de todos os países civilizados. E a reforma de S. João Baptista de la Salle não se apoiava em bases frágeis ou incertas. Aos Irmãos das Escolas Cristãs\, que ainda hoje continuam em todo o mundo a obra de educadores\, recomendava\, com efeito\, a oração constante e\, cada dia\, meia hora de ensino religioso: sólido fundamento de qualquer educação intelectual e qualquer formação profissional. Foi beatificado em 1888 e canonizado em 1900\, juntamente com Santa Rita de Cáscia. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n\nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI \n 
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SUMMARY:S. Vicente Ferrer – Confessor (1350-1419)
DESCRIPTION:[…] S. Vicente Ferrer nasceu em Valência (Espanha)\, em 1350. A sua casa natalícia distava muito pouco do Real Convento dos Pregadores\, fundado a seguir à conquista cristã da cidade. Cedo resolveu ele vestir o hábito branco e preto dos dominicanos. Desde a profissão religiosa\, em 1368\, até 1374\, ano em que foi ordenado\, Vicente alternou o estudo e ensino da filosofia com a aprendizagem da teologia em Lérida (Lleida)\, Barcelona e Tolosa. Com perfeito conhecimento da exegese bíblica e da língua hebraica\, regressou a Valência\, onde ensinou teologia\, escreveu\, pregou e aconselhou. \nNaqueles tempos sofreu a Igreja o látego doloroso da infausta cisão religiosa do Ocidente. Por cardeais declarada inválida a eleição de Urbano VI\, foi escolhido Roberto de Genebra que tomou o nome de Clemente VII. As coroas ibéricas procuraram manter-se neutrais entre os dois papas\, mas o de Avinhão esforçou-se por conquistar a obediência delas e mandou como seu legado o cardeal Pedro de Luna. […] \nPercorreu inúmeras aldeias e cidades da Espanha\, França\, Itália e Suíça\, e é mesmo provabilíssimo que tenha penetrado na Bélgica. Quando a oratória sacra se perdia em argumentações escolásticas e desenvolvimentos retóricos\, a palavra de Vicente era como látego de fogo a incendiar e iluminar. O seu sistema estava em expor claramente\, sem adular\, a doutrina de Cristo\, utilizando aliás a bandeja de ouro da sua portentosa e dócil imaginação\, e a enorme força sugestiva da sua potente voz\, rica em matizes e sonoridades. […] Foi de impressionante e surpreendente grandeza o sermão que\, depois de vencida a implacável resistência de Bento XIII e obtida a promessa de ele abdicar\, pronunciou diante do papa avinhonês e seus cardeais\, em Perpinhão\, 1415\, comentando o texto: “Ossos secos\, ouvi a palavra de Deus”. \n[…] Nos seus últimos 30 anos de vida\, o trabalho da pregação condicionou-lhe o horário de vida. Costumava dedicar cinco horas ao descanso\, tomando-o sobre um feixe de varas ou um enxergão de palha; o tempo restante dedicava-o à oração e aos deveres de pregador. […] Todos os dias cantava Missa com grande solenidade e em seguida fazia o sermão\, que habitualmente durava duas ou três horas e\, numa sexta-feira santa em Tolosa\, seis horas seguidas! […] Laboriosíssimos os esforços para determinar a conclusão do Cisma do Ocidente; se não podemos afirmar que nela tenha tido intervenção direta\, devemos dizer que pesou a sua influência\, apoiada em universal prestigio. O conclave reunido em Constança a 11 de novembro de 1417\, um pouco menos de dois anos antes da morte do Santo\, deu à Igreja a eleição de Martinho V\, a cuja obediência se submeteu toda a cristandade ocidental\, que se tinha ultimamente cindido. Veio a falecer na Bretanha\, a 5 de abril de 1419. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n______________________ \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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SUMMARY:Santo Isidoro de Sevilha\, Bispo – Doutor da Igreja (556-636)
DESCRIPTION:Bartolomé Esteban Murillo (1655 – Catedral de Sevilha)\nSe bem que alguns historiadores julguem que Santo Isidoro nasceu em Cartagena\, o mais seguro é que tenha visto a luz em Sevilha\, pelo ano de 556. […] A lenda apresenta-nos um menino que\, acobardado pelas repreensões e vencido pelo desalento\, sentindo-se incapaz de meter a lição na cabeça\, foge da escola e põe-se a andar sem rumo pela margem do Guadalquivir. Cansado e sedento\, senta-se na margem dum poço e começa a contemplar\, dentro\, uns canaizinhos na pedra. Uma mulher que vem buscar água encontra-o pensativo e explica-lhe: as gotas de água\, caindo um dia atrás doutro no mesmo sítio\, abriram aqueles orifícios. “Então\, diz o biógrafo do século XII\, o menino pensou que\, se a água caindo lentamente pode vencer a dureza da pedra\, também o seu espírito rebelde e duro poderia receber os vestígios do ensino”. \nNo início do séc. VII\, Isidoro é eleito por unanimidade bispo de Sevilha. Em 619 reúne e preside o Sínodo II hispalense ou sevilhano\, e em 633 assiste ao IV Concílio toletano\, a que também preside. E morreu a 4 de abril de 636. Estes são os puros factos\, inteiramente certos da sua vida. \n[…] Como sábio\, o seu mérito consistiu em salvar a cultura antiga do naufrágio universal que a ameaçava com a invasão dos bárbaros. Foi pedagogo não só do reino\, mas do mundo inteiro. É tesouro imenso aquilo que passou por sua mão invadindo a posteridade\, que o escuta agradecida\, o venera\, o lê e o admira. […] \nUm texto antigo pinta-o com estas palavras: “Foi largo nas esmolas\, insigne na hospitalidade\, sereno de coração\, verdadeiro nas palavras\, justo nos juízos\, assíduo na pregação\, afável no exortar\, habilíssimo para ganhar as almas para Deus\, cauto na exposição das Escrituras\, sábio no conselho\, humilde no vestir\, sóbrio na mesa\, pronto a dar a vida pela verdade e eminente em toda a classe de bondades”. […] \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n____________ \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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SUMMARY:S. Francisco de Paula – Confessor (1416-1508)
DESCRIPTION:O Fundador da Ordem dos Mínimos nasceu em Paula\, cidadezinha da Calábria\, em 1416. Fruto de bênção e de orações\, deram-lhe os pais o nome de Francisco\, por devoção ao grande Patriarca de Assis\, a cuja intercessão atribuíram a sua vinda ao mundo. Quando uma doença ameaçava fazer-lhe perder um dos olhos\, os pais prometeram conservá-lo um ano no convento duma Ordem\, caso ele se curasse. Em obediência ao voto\, o jovenzinho viveu dos 13 para os 14 anos no convento de S. Marcos que havia em Paula. \nDepois retirou-se para uma das propriedades do pai\, que era simples lavrador\, e viveu numa cova\, como se fosse solitário da Tebaida\, sem outro vestuário que não fosse uma túnica de cilício\, com cinto. Não tardou que se lhe juntassem outros dois jovens imitadores da sua santa loucura. Em 1435 foi levantada\, junto das celas dos três primeiros Mínimos\, uma capela aonde vinha um sacerdote celebrar e dar-lhes a sagrada comunhão. […] O povo chamava-lhes eremitas de S. Francisco\, mas eles preferiam o nome evangélico de Mínimos\, quer dizer\, ainda menos que os frades menores do pobrezinho de Assis. […] Foi canonizado por Leão X em 1519. É um dos Santos de quem se contam milagres em maior número\, devidos à sua fé e confiança em Deus. \nPode ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.\n…………………………… \nContributos para celebrar a Liturgia das Horas de outros santos deste mês de Abril:  AQUI
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