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SUMMARY:II Domingo da Páscoa
DESCRIPTION:Caravaggio | Incredulidade de São Tomé (1602-1603) – Pinacoteca do Castelo Sanssouci (Potsdam)\nCristo ressuscitou “no primeiro dia da semana”. Nesse mesmo dia e oito dias depois\, apresentou-Se aos seus discípulos\, reunidos\, mostrou-lhes os sinais gloriosos da Paixão e transmitiu-lhes\, com o seu Espírito\, os dons pascais\, compendiados na paz e na reconciliação. Por isso bem depressa esse dia foi considerado pelos discípulos o “Dia do Senhor”\, o Domingo. É por isso que a comunidade dos crentes se reúne nesse dia em volta de Cristo Ressuscitado\, misteriosamente presente nos sinais da assembleia\, da palavra\, do sacerdote\, do pão e do vinho. Este encontro semanal com Cristo Ressuscitado realiza-se\, se modo especial\, na Eucaristia\, “memorial da morte do Senhor”.
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SUMMARY:III Domingo da Páscoa
DESCRIPTION:Fonte da imagem: https://www.consolata.org/new/index.php/mission/missioneoggi/item/1142-i-discepoli-di-emmaus-icona-di-un-itinerario-vocazionale\nComo os primeiros discípulos\, é na “Fração do Pão” que nós reconhecemos hoje o Senhor Jesus. Na verdade\, na Eucaristia\, Jesus torna-Se nosso contemporâneo\, para percorrer com os homens os caminhos da vida. “Memorial” do Senhor\, a Eucaristia não é uma simples evocação de uma personagem histórica: é toda a Pessoa viva de Jesus\, é toda a obra que\, na Eucaristia\, se converte em acontecimento real para os homens de hoje. Ao reunirmo-nos\, portanto\, no domingo\, para celebrarmos a Eucaristia\, é em torno de uma Pessoa viva que nos congregamos – Jesus Cristo ressuscitado \n[…]
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SUMMARY:S. Marcos\, Evangelista – Bispo (+ 86)
DESCRIPTION:Mosaico\, séc. XIII | ábside da Basílica de S. Marcos (Veneza)\nEm geral\, admite-se que o autor do segundo Evangelho e o Marcos\, primo de Barnabé\, de que se fala nos Actos e nas Epístolas\, sejam uma só e a mesma personagem. Em favor desta identificação\, eis o que se pode dizer a respeito do segundo Evangelista. […] \nO lugar mais provável de promulgação do segundo Evangelho deve ter sido Roma\, onde a cristandade era numerosa. Após a morte de Pedro\, na perseguição de Nero\, Marcos deve ter sentido a necessidade de fixar por escrito a sua catequese\, isto entre os anos 65 e 70. Confirmam a origem romana do texto os muitos latinismos na redação grega\, a contagem dos dias à romana\, as moedas latinas\, etc. Mas então em Roma falava-se mais o grego que o latim. Neste Evangelho\, Jesus aparece mais humanizado que em S. Mateus: compadece-Se\, admira-Se\, indigna-Se\, tem medo e angústia\, etc. \nPor ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:Santa Catarina de Sena – Virgem\, Doutora da Igreja (1347-1380)
DESCRIPTION:Francesco Messina\, Santa Caterina de Sena (Roma\, Largo Giovanni XXIII – 1962) | Castel Sant’Angelo)\nLapa\, a 25 de Março de 1347\, deu à luz duas gémeas. Estava no seu vigésimo quarto parto. Uma destas gémeas morreu logo ou quase; a sobrevivente foi chamada Catarina\, o que significa “branca”. Seu pai\, modesto tintureiro do bairro de Fontebranda\, escolheu para a última filha o nome da cor branca\, símbolo de pureza. Catarina\, na verdade\, cresceu pura como açucena\, e com uma açucena na mão a retrataram os primeiros pintores senenses. Aos seis anos teve a primeira visão de Jesus\, que a incitava a segui-Lo. Aos sete\, diante de Nossa Senhora\, desposou-se misticamente com Ele. \nAos doze\, já os pais pensavam casá-la com um jovem de Sena\, segundo o uso daqueles tempos\, quando se pode dizer que as mulheres nem conheciam a meninice. Catarina\, como resposta aos projetos\, cortou o cabelo e cobriu a cabeça com um véu branco. Lapa tirou-lho violentamente dizendo: «Os cabelos tomarão a crescer e depressa te casarás». Catarina aceitou a perseguição familiar como prova; e resistiu. Uma noite\, em sonho\, S. Domingos disse-lhe que ela vestiria o hábito branco e preto das chamadas «Manteladas». Na manhã seguinte\, anunciou aos pais a sua decisão firme. O pai inclinou a cabeça; tinha visto uma pomba branca voar sobre a cabeça da sua branca filha. Lapa calou-se. \n[…] Depressa a filha do tintureiro\, que era analfabeta\, começou a ditar as suas palavras a vários amanuenses. “Escreve no precioso Sangue de Jesus”\, dizia\, e naquele sangue quente e vermelho escrevia a particulares e a prelados\, a pais de famílias e a magistrados; a desconhecidos e a Reis; até ao Papa\, que se encontrava em Avinhão e ela chamava para Roma\, excitando-o\, ela mulher\, a ser viril: “Ânimo\, virilmente\, pai! Digo-vos eu que é preciso não tremer”. \nA 13 de Junho de 1376\, partiram com ela para Avinhão vinte e oito caterinati (catarinados\, a corte de Catarina). Podiam contar com todas as oposições; mas ela varreu-as em poucas semanas. A 13 de outubro\, tomando Gregório XI quase pela mão\, encaminhou-se para Roma com ele. Em Génova\, ele quis voltar atrás\, mas ela forçou-o a continuar; e morreu pouco depois de chegar. Os cardeais deram-lhe como sucessor Urba­no VI\, que se estabeleceu em Roma. Este chamou Catarina para junto de si. Antes de sair de Sena\, ela ditou em pleno êxtase o seu famoso Diálogo\, livro das suas doutrinas e visões que\, pela beleza da língua\, é um dos clássicos da prosa italiana. […] \nMorreu mártir\, aos 33 anos\, foi proclamada Santa por Pio II e Pio XI\, em 1939\, deu à Itália por protetora Catarina de Sena\, juntamente com S. Francisco de Assis\, a mulher forte ao lado do homem caritativo. A 4 de outubro de 1980\, Paulo VI proclamou-a Doutora da Igreja; uma semana antes fizera o mesmo com Santa Teresa de Jesus. Precedentemente não havia na Igreja senão Doutores\, não Doutoras. Em 1997\, veio juntar-se-lhes Santa Teresa do Menino Jesus\, proclamada Doutora da Igreja pelo papa João Paulo II. \nPor ler a biografia integral – e as dos outros santos destes meses – em:\nJOSÉ LEITE\, SJ (Organização de)\, “Santos de Cada Dia” I – Janeiro\, Fevereiro\, Março e Abril | 4ª edição revista e atualizada por António José Coelho\, SJ\, Editorial A.O. Braga 2003.
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SUMMARY:S. José Operário
DESCRIPTION:Gerrit van Honthorst – O Menino Jesus na oficina de S. José (1620) – Museo do Hermitage (San Patersburgo)\n«No 1.° de Maio de 1955 — escreve uma testemunha presencial — Roma era um fervedoiro de gente simples e morena\, com olhar claro e espontâneo. Aqui e acolá\, nos bares e ruas que rodeiam o Vaticano\, grupos de homens\, mulheres e crianças\, misturados em alegre algaraviada\, largavam a leve bagagem das suas mochilas e esgotavam xícaras de bom café. À volta deles parecia soprar um ar novo\, ainda não estreado. Até ao ponto de o semblante da Cidade Eterna\, acostumado a todos os acontecimentos e a todas as extravagâncias de todos os povos da terra\, parecer ensombrado diante do alude novo de corpos duros e curtidos\, e de almas ingénuas\, que ultrapassavam todo o previsto». \n[…] Apesar disso\, a festa\, com toda a sua beleza\, poderia ter ficado como uma das muitas que se têm celebrado na magnífica Praça de S. Pedro e o discurso como um de tantos entre os pronunciados pelo papa Pio XII. Não foi assim. Por boca do Sumo Pontífice\, a Igreja dispôs-se a fazer\, com a festa do 1.° de Maio\, o que tantas vezes fizera\, nos séculos da sua história\, com as festas pagãs ou sensuais: cristianizá-las. \nO 1.° de Maio nascera\, no calendário das festividades\, sob o signo do ódio. Desde meados do século XIX\, essa data identificara-se\, na memória e imaginação de muitos\, com as alamedas e as avenidas das grandes cidades cheias de multidões com os punhos cerrados. Era dia de greve total em que o mundo dos proletários recordava à sociedade burguesa até que ponto tinha descido\, à mercê do ódio dos explorados. E essa festa\, a festa do ódio\, da vingança social e da luta de classes ia transformar-se por completo numa festa litúrgica (atualmente memória)… \n[…] Sabemos que foi carpinteiro. Algum dos Padres apostólicos\, S. Justino\, chegou a ver toscos arados romanos\, feitos na oficina nazaretana pelo Patriarca S. José e também por Jesus. Fora disto\, tudo o mais são conjeturas. Mas conjeturas constituídas com base de certeza\, se é lícito falar paradoxalmente\, pois\, por muito que desejemos forçar a imaginação\, sempre resultará que foi dura a vida dum pobre carpinteiro de aldeia\, que a essa condição sua juntou as tristes consequências de ter vivido algum tempo no desterro. \nPorque\, se algumas economias houve\, se alguma coisa chegou a valer a ferramenta\, tudo foi preciso quando\, em consequência da perseguição de Herodes\, a Sagrada Família teve de ir para o Egipto. Dura foi a vida lá. E dura também a vida depois do regresso. \nNeste ambiente viveu Jesus Cristo. E este é o modelo que hoje se propõe a todos os cristãos. Para que aprenda cada um a lição que lhe toca. \nQuer a Igreja que a memória de S. José Operário sirva para despertar e aumentar nos operários a fé no Evangelho e a admiração e o amor por Jesus Cristo; sirva para despertar nos que governam a atenção pelos que sofrem e o desejo de pôr em prática aquilo que pode levar a uma ordem justa na sociedade humana; e sirva para corrigir.na sociedade os falsos critérios mundanos que em tantas ocasiões chegam a penetrá-la por completo. […] \n  \nEstes são alguns breves excertos do capítulo sobre a Festa de S. José Operário\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-lo integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 11-13).
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SUMMARY:IV Domingo da Páscoa
DESCRIPTION:Cepa de uma vinha de Alburitel (Lameira do Palheiro) – 2020\nA palavra deste domingo\, como simbolismo da videira\, fala da comunhão de vida com Cristo e com os irmãos por meio da fé e do amor. São duas as ideias básicas: permanecer em Cristo e dar fruto. Para dar fruto precisamos da seiva da videira\, que é Cristo. Sem Ele nada podemos fazer\, porque sem a seiva secam os ramos. Somente no contacto com Jesus temos vida e forma interior\, capacidade e fortaleza para transformar a dura realidade e vencer o mal dentro e fora de nós. Porque é que há tantos cristãos ineficazes\, mesquinhos e tristes\, se afirmamos possuir a fonte da vida e da alegria que é a fé e a esperança no Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo? \n[…]
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SUMMARY:VI Domingo da Páscoa
DESCRIPTION:A Liturgia deste domingo fala-nos do amor. De Deus\, que é amor\, que nos deu o seu Filho\, que nos impõe o mandamento do amor. A prática deste mandamento não só faz de nós uma pessoa com Cristo\, mas une-nos também ao Pai. Quem recebeu o Espírito entrou na intimidade de vida com Deus. “Amá-1’O” significa deixar que passe o seu amor para os homens\, através de nós. Ele não tem necessidade dos nossos sacrifícios. A sua glória não aumenta quando nos prostramos a tremer diante da sua majestade infinita\, mas quando tomamos presente no mundo a sua ternura\, o seu amor. \n[…]
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SUMMARY:Virgem Santa Maria do Rosário de Fátima
DESCRIPTION:As Aparições de Fátima\, freguesia do concelho de Vila Nova de Ourém\, distrito de Santarém\, e paróquia da Diocese de Leiria-Fátima\, desenrolam-se em três períodos ou ciclos. Os dois primeiros tiveram lugar em Fátima e o terceiro em Pontevedra e Túy\, na província da Galiza\, em Espanha. \nCiclo Angélico\, desde a Primavera ao Outono de 1916. \nCiclo Mariano\, nos dias 13\, desde Maio a Outubro de 1917. \nCiclo Cordimariano\, em Pontevedra (1925 e 1926) e em Tuy (1927 e 1929). \n  \nEste é apenas o início do capítulo sobre a Festa de N. S. de Fátima\, extraído do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler integralmente o relato das Aparições\, tirado dos Manuscritos da Irmã Lúcia\, na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 50-55). \n\n \n 
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SUMMARY:S. Matias\, Apóstolo
DESCRIPTION:Matias significa «dom de Yavé»\, de Deus. Pode ele chamar-se o homem da sorte\, da maior que podia haver neste mundo: ser apóstolo\, juntando-se aos Onze que Jesus deixou escolhidos. Pertencia ao número dos 72 discípulos de Cristo\, enviados à frente d’Ele a pregar a boa nova do Evangelho\, com poderes extraordinários para curar doentes. As recomendações que lhes fez o Senhor foram-nos transmitidas por S. Lucas e provam a austeridade e desprendimento temporal em que Jesus formava aqueles que deviam ser os melhores propagadores do seu reino: «Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa\, nem alforge\, nem sandálias\, e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho. Em qualquer casa em que entreis\, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!”… \n  \nEste é o início do capítulo sobre a Festa do apóstolo S. Matias\, extraído do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode lê-lo integralmente na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 56-58).
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SUMMARY:Ascensão do Senhor
DESCRIPTION:Pietro Perugino | Ascensão de Cristo (Políptico de S. Pedro – 1496-1500) | Museu das Belas Artes – Lion (França)\nCompletada a obra de reconciliação dos homens com Deus\, Jesus começa uma vida nova\, junto do Pai. A sua peregrinação pela Terra atingiu assim o seu termo – termo que não é derrota e esquecimento\, mas triunfo e glória. A Ascensão\, último mistério da vida de Jesus\, é a sua exaltação suprema\, iniciada já com a Ressurreição; é a sua glorificação plena pelo Pai\, que 0 constitui “Senhor”\, centro da história do mundo e do homem. A exaltação e a glorificação de Jesus representam as primícias e até a causa da nossa própria glorificação. Desde a Ascensão o homem tem a certeza de que\, tal qual é (corpo e alma)\, participará um dia desse modo de existência de Jesus. \n[…] \n \n\n 
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SUMMARY:Domingo de Pentecostes
DESCRIPTION:Duccio di Buoninsegna | Pentecostes – Siena – Museo dell’Opera della Metropolitana (nave imperfeita do “Duomo Nuovo”)\n“Consumada a obra que o Pai confiou ao Filho para Ele cumprir na terra\, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes\, para santificar continuamente a Igreja e\, deste modo\, os fiéis terem acesso ao Pai\, por Cristo\, num só Espírito. \nEle é o Espírito de vida\, ou a fonte de água\, que jorra para a vida eterna; por quem o Pai vivifica os homens mortos pelo pecado\, até que ressuscite e m Cristo os seus corpos mortais. \nO Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis\, como num templo\, e dentro deles ora e dá testemunho da adoção de filhos. \nA Igreja\, que Ele conduz à verdade total e unifica na comunhão e no ministério\, enriquece-a Ele e guia-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos e adorna-a continuamente e leva-a à união perfeita com o seu Esposo… Assim\, a Igreja toda aparece como um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. \n[…] \n VIGÍLIA | DIA
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SUMMARY:Santa Maria\, Mãe da Igreja
DESCRIPTION:A memória da Bem-aventurada Virgem Maria\, Mãe da Igreja\, recorda-nos que a maternidade divina de Maria se estende\, por desejo de Jesus\, à maternidade humana\, ou seja\, à própria Igreja\, mediante um ato de consagração. \nEm 2018\, o Papa Francisco introduziu a celebração desta Memória na segunda-feira após a Solenidade de Pentecostes\, dia em que a Igreja nasceu. \nEste título dado a Maria não é novo. Em 1980\, S. João Paulo II tinha convidado os fiéis a venerar Nossa Senhora como Mãe da Igreja. Antes\, em 21 de novembro de 1964\, S. Paulo VI\, na conclusão da terceira sessão do Concílio Vaticano II\, declarou que a Virgem é “Mãe da Igreja”. Mais tarde\, em 1975\, a Santa Sé propôs a celebração de uma Missa votiva em honra da Mãe da Igreja\, mas ela não entrou no calendário litúrgico. \nAlém dessas datas\, não podemos esquecer quanto o título de Maria\, Mãe da Igreja esteve presente na sensibilidade de Santo Agostinho e de São Leão Magno\, de Bento XV e Leão XIII\, até nossos dias\, quando\, em 11 de fevereiro de 2018\, por ocasião do CLX aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora em Lourdes\, o Papa Francisco tornou obrigatória esta Memória da Virgem Maria\, Mãe da Igreja. \nSaber +
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SUMMARY:Santíssima Trindade [IX Domingo do Tempo Comum]
DESCRIPTION:Como os Hebreus e os Muçulmanos\, nós proclamamos que o nosso Deus é o único: nós acreditamos num único Deus. Contudo\, nós os cristãos sabemos que este Deus único não é um ser solitário\, perdido nos espaços\, mas um deus comunitário; é uma Família divina; é uma comunidade de vida e de amor. \nCom a sua presença no mundo e com as suas palavras\, Jesus Cristo descobriu-nos as surpreendentes riquezas de Deus. Falou-nos do Pai\, que nos ama e quer a nossa salvação; apresentou-Se a Si mesmo como Filho\, o Enviado\, o caminho\, a verdade e a vida; anunciou-nos a vida do Espírito Santo como hóspede das nossas almas. \n[…]
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SUMMARY:Santos Carlos Lwanga e (21) Companheiros. mártires
DESCRIPTION:Carlos Luanga e os seus vinte e um companheiros\, ugandeses\, foram martirizados entre 1885 e 1886\, por ordem do rei Mwanga. Tendo abraçado a fé\, graças à pregação dos Padres Brancos\, opuseram-se ao rei\, esclavagista e pederasta. \nCom idades entre os catorze e os trinta anos\, pertenciam à corte dos jovens nobres ou ao corpo de guarda do próprio rei Mwanga. Eram neófitos ou fervorosos seguidores da fé católica e\, por se terem recusado ceder às impuras intenções do rei\, uns foram decapitados e outros queimados no monte Namugongo\, no Uganda. \nSABER +
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SUMMARY:Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
DESCRIPTION:A Igreja celebra o aniversário litúrgico da instituição da Sagrada Eucaristia em Quinta-Feira Santa. Nesse dia\, porém\, a sombra da cruz projeta-se já na Liturgia\, e a Igreja não pode\, por isso\, manifestar todo o seu júbilo por este Dom inefável. \nDeste modo\, a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo aparece na Liturgia\, no séc. XIII\, para responder a uma necessidade íntima da Esposa de Cristo. \nCom esta Solenidade\, a Igreja\, de coração inundado ainda pelas alegrias pascais e no fervor do Espírito Santo\, dá largas ao seu entusiasmo para celebrar\, numa atmosfera de louvor e exaltação espiritual\, o Mistério da presença amorosa e operante de Cristo no meio dos homens. \n[…..]
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SUMMARY:X Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:A luta entre o bem e o mal não é de hoje nem de ontem. A dúvida e a insegurança acompanharam o homem desde a sua criação. Mas o homem não está só. A seu lado caminha o Senhor Deus\, que com o homem sofre\, morre e ressuscita\, interessa-se por todos e cada um dos homens\, vindo ao encontro das suas necessidades e anseios. Convida a todos a perseverarem na fé inalterável que salva e a comprometerem-se na realização completa do bem\, da paz e da justiça entre os homens.
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SUMMARY:Santo Anjo da Guarda de Portugal
DESCRIPTION:Os Anjos — que fazem parte desse mundo invisível a que se estende também a ação criadora de Deus — vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão\, porém\, é-nos conhecida através da Bíblia\, que\, em tantos passos\, dá testemunho acerca da existência dos Anjos. […] \nEm Portugal\, a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga. Tomou\, porém\, incremento especial com as Aparições do Anjo\, em Fátima\, aos Pastorinhos. Pio XII aprovou a comemoração do Anjo de Portugal no Calendário Litúrgico de Portugal. \nEste é apenas o início do capítulo sobre a Festa do Santo Anjo da Guarda de Portugal\, extraído do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler integralmente o relato das Aparições do Anjo\, na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 176-178).
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SUMMARY:S. Barnabé\, Apóstolo
DESCRIPTION:Paulo chama constantemente a S. Barnabé apóstolo\, designação que a liturgia lhe conservou. S. Barnabé recebeu na verdade um chamamento especial para a evangelização nos primeiros anos da Igreja. O próprio Deus\, pela boca de S. Lucas\, no-lo apresenta como homem bom\, cheio de fé e do Espírito. \nEra judeu da tribo de Levi\, que nascera em Chipre\, mas vivia em Jerusalém por altura da primeira pregação apostólica\, e tinha lá família muito próxima\, como a mãe de S. Marcos. Depressa se abriu à graça cristã com ardor e generosidade. Possuía um campo em Jerusalém\, vendeu-o e o dinheiro pô-lo nas mãos dos Apóstolos. \nO seu nome era José\, mas os Apóstolos chamavam-no pelo sobrenome de Bárnaba ou Barnabé\, que significa filho da consolação. S. João Crisóstomo julga que aludiam assim à bondade e simpatia do seu carácter. […] \n====================================== \nEste é apenas o início do capítulo sobre a Festa do Apóstolo Barnabé\, extraído do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler integralmente a sua biografia na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 180-181).
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SUMMARY:Sagrado Coração de Jesus
DESCRIPTION:Tema da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus\nA liturgia deste dia convida-nos a contemplar a bondade\, a ternura e a misericórdia de Deus pelos homens – por todos os homens\, sem exceção. Como imagem privilegiada para exprimir esta realidade\, a Palavra de Deus utiliza a figura do Pastor: Deus é o Pastor que\, com amor\, cuida do seu rebanho.\nA primeira leitura apresenta Deus como um “bom pastor” (contraposto aos líderes de Israel\, os “maus pastores” que conduziram o Povo por caminhos de egoísmo e de morte)\, cuja preocupação fundamental é o bem-estar do seu rebanho; nesse contexto\, o profeta anuncia a obra do Pastor/Deus: libertação do rebanho/Povo\, o êxodo para a terra da liberdade\, a condução do rebanho para “pastagens excelentes” e os cuidados amorosos que o Pastor dispensará a cada uma das suas ovelhas.\nA segunda leitura lembra-nos que o amor de Deus se derrama continuamente sobre os homens. A prova cabal desse imenso amor é Jesus Cristo\, o Filho que o Pai enviou ao nosso encontro para nos libertar do egoísmo e do pecado e que deu a própria vida para que o projeto de amor do Pai se concretizasse e atingisse a humanidade inteira.\nO Evangelho retoma a imagem do Deus/Pastor\, cujo amor se derrama\, de forma especial\, sobre as ovelhas feridas e perdidas do rebanho. Dessa forma\, sugere-se que o Pastor/Deus não só não exclui ninguém da sua proposta de salvação – nem sequer aqueles que\, pelas suas atitudes “politicamente incorretas” são marginalizados pelos outros homens – mas até tem um “fraco” especial pelos excluídos: são precisamente esses os destinatários privilegiados do amor de Deus. \nDo site dos Sacerdotes do Coração de Jesus\, https://www.dehonianos.org/portal/solenidade-do-sagrado-coracao-de-jesus-ano-c/  onde encontra mais informação sobre esta Solenidade
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SUMMARY:Santo António de Lisboa\, Religioso\, Doutor da Igreja (+ 1231)
DESCRIPTION:Um dos santos que mais cativaram o coração e a estima do povo cristão foi Santo António. Chama-se-lhe\, segundo a frase famosa de Leão XIII\, «o santo de todo o mundo»; mas é conhecido\, amado e invocado preferentemente pelo povo humilde\, que vislumbrou nele o distribuidor dos tesouros celestiais e o protetor decidido dos interesses dos pobres. A história\, principalmente a mais antiga biografia do Santo lisboeta ou paduano\, conhecida pelo nome de Assídua\, dá-nos em síntese um perfeito esboço do mesmo. […] \nEm 1934 foi declarado padroeiro de Portugal\, como já era considerado há muito. Com permanente presença honrosa na literatura e arte popular portuguesa\, Santo António foi sempre o padrinho dos seus portugueses que\, não tanto no título de igrejas paroquiais mas em muitíssimas capelas e muitíssimos altares\, o veneraram sempre com a fé das suas almas e o esplendor dos seus festejos. Na oratória portuguesa\, prestou-lhe grande homenagem o P. António Vieira\, em nove dos seus geniais sermões. Nem faltaram também a honrá-lo igualmente a escultura\, a pintura\, a poesia\, a música e o típico folclore português. \nCostuma-se-lhe rezar o seguinte responso em verso:\nSe milagres desejais\nRecorrei a Santo António;\nVereis fugir o demónio\nE as tentações infernais. \nPela sua intercessão\nFoge a peste\, o erro\, a morte;\nO fraco torna-se forte\nE torna-se o enfermo são. \nRecupera-se o perdido\nRompe-se a dura prisão;\nE\, no auge do furacão\,\nCede o mar embravecido. \nTodos os males humanos\nSe moderam\, se retiram;\nDigam-no os que viram;\nDigam-no os Paduanos. \nEstes são apenas dois excertos do capítulo sobre a Festa de Santo António de Lisboa (e de Pádua)\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler integralmente a sua história na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 194-198).
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SUMMARY:XI Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:Terminadas as festas pascais com a celebração do Pentecostes\, retomámos o Tempo Comum\, começado depois do ciclo do Natal e interrompido com a Quaresma\, que deu início à celebração da Páscoa. Neste Tempo Comum celebramos não um aspeto particular do mistério de Cristo mas o mistério de Cristo na sua globalidade\, especialmente nos domingos. Efetivamente\, o domingo\, no ensinamento de João Paulo II\, é: o Dia do Senhor\, da celebração da obra da criação; o Dia de Cristo\, do Senhor Ressuscitado e do Espírito Santo; o Dia da Igreja\, em que a assembleia eucarística é a alma do domingo; o Dia do homem e\, por isso\, dia de alegria de repouso e de solidariedade\, e\, finalmente\, o Dia dos dias\, revelador do sentido do tempo\, preparação do domingo eterno\, em que os batizados na Morte e Ressurreição do Senhor ressuscitarão\, com Ele\, para uma festa sem fim.
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SUMMARY:Imaculado Coração da Virgem Santa Maria
DESCRIPTION:A devoção ao Imaculado Coração de Maria é conhecida desde o século XVII\, juntamente com a devoção ao Coração de Jesus. Depois das Aparições de Nossa Senhora em Fátima\, teve grande incremento. Os dois Corações\, de Jesus e de Maria\, são inseparáveis: onde está Um também está o Outro. Jesus é o Redentor da Humanidade e Maria\, a Mãe Corredentora. No dia 13 de outubro de 1942\, em plena Segunda Guerra mundial\, o papa Pio XII\, correspondendo ao desejo da Senhora manifestado em Fátima\, consagrou o mundo ao seu Imaculado Coração. [Do site dos Dehonianos]
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SUMMARY:XII Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:O tema deste domingo é a perseguição. A luz de Deus acaba sempre por perturbar a ordem (ou a desordem) estabelecida\, e\, inevitavelmente\, desencadeia uma reacção. A perseguição sempre acompanhou a vida dos profetas\, como vemos\, no Antigo Testamento\, o que aconteceu a Jeremias. Jesus ensina-nos que a perseguição será também o distintivo dos seus seguidores\, se quiserem ser coerentes com a fé que professam. Mas na luta entre o bem e o mal Cristo terá a vitória final. \n[…]
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SUMMARY:Nascimento de S. João Baptista
DESCRIPTION:Domenico Ghirlandaio | Nascimento de João Baptista (Capela Tornabuoni – Santa Maria Novella – Florença)\nO nosso guia mais seguro para a vida de S. João\, desde que foi concebido\, é o texto dos Evangelhos. «Nos dias de Herodes\, rei da Judeia\, existiu um sacerdote chamado Zacarias\, da turma de Abiã\, cuja esposa era da descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eram ambos justos diante de Deus\, cumprindo irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Não tinham filhos\, pois Isabel era estéril e os dois de idade avançada» (Lc 1\, 5-7). Pouco sabemos dos antepassados de João. Lucas informa-nos unicamente que Zacarias era\, como seu pai\, sacerdote judaico\, isto é\, descendente de Aarão. Como havia 24 classes de sacerdotes\, cada classe servia apenas duas vezes por ano. […] \nEstes são dois breves excertos do capítulo sobre o nascimento de S. João Batista\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode completar estes breves acenos à sua vida lendo a obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 212-213). \n…………… \nEstes são dois breves excertos do capítulo sobre o nascimento de S. João Batista\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode completar estes breves acenos à sua vida lendo a obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 212-213).
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SUMMARY:XIII Domingo do Tempo Comum
DESCRIPTION:Dois são os temas apresentados à reflexão pela Palavra de Deus neste domingo: as condições para seguir Jesus – desprendimento\, cruz\, disponibilidade total – e o tema do acolhimento e da hospitalidade e da própria ajuda dois que dedicam a sua vida ao anúncio da salvação. Dizer que sim às exigências da graça e um não às exigências da carne\, ao peso do egoísmo e d o comodismo\, tudo isto é cruz. Para seguir Jesus é necessário passar pelo caminho estreito. Mas só percorrendo este caminho é que se chega à vida\, como só quem tiver perdido a vida por Cristo a encontrará. Também o acolhimento do outro (apóstolos\, pobres ou pequeninos) com generosa hospitalidade e ajuda é sinal de fidelidade ao mandamento novo do amor fraterno sem fronteiras. \n[…]
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SUMMARY:S. Pedro\, Príncipe dos Apóstolos\, (+64) | S. Paulo\, Apóstolo das Gentes (+67)
DESCRIPTION:Rubens (1577-1640)\, São Pedro | Museu do Prado\, Madrid\nPedro foi príncipe dos apóstolos\, cabeça visível da Igreja de Jesus Cristo\, coluna imóvel da fé\, como se exprime o concílio de Éfeso\, pedra e base da religião\, como diz o Calcedonense\, vigário de Jesus Cristo na terra\, cimento\, diz Santo Agostinho\, sobre que se fundou e sobre que assenta a Santa Igreja. Chamava-se Simão antes de subir ao apostolado. Era de Betsaida\, povoação na Galileia\, nas margens do lago de Genesaré\, filho de Jonas ou João\, de condição muito obscura\, pescador de mister\, mas homem de muita bondade. Não se sabe ao certo o ano em que nasceu. Tendo casado em Cafarnaum\, o porto mais célebre daquele grande lago\, chamado em todo o país o mar de Tiberíades\, aí residia em companhia do irmão\, André. Era este discípulo do Baptista\, e tendo visto a Jesus\, de quem ouvira dizer a seu mestre que era o verdadeiro Messias\, deu esta notícia ao irmão Simão\, dizendo-lhe: «Vi o Messias». Simão\, que era de natural vivo e ardente\, e que\, cheio de religião\, suspirava pela vinda do Messias\, não deixou sossegar André enquanto este o não levou a ver o Salvador. […] \nPórtico da Basílica Maior e S. Paulo Extra-muros (Roma)\nPaulo\, apóstolo\, doutor das gentes e oráculo do mundo\, era judeu da tribo de Benjamim e chamava-se Saulo. Nasceu em Tarso\, cidade célebre da Cilícia\, dois anos depois do nascimento de Nosso Senhor. Por nascimento era cidadão romano\, privilégio concedido pelo imperador Augusto aos tarsenses em prémio da sua fidelidade. Seu pai\, que era da seita dos fariseus\, mandou-o para Jerusalém\, sendo ainda jovem\, para cursar a escola de Gamaliel\, aprendendo a doutrina das leis e das tradições. Em pouco tempo fez grandes progressos\, e sendo um dos mais zelosos partidários da lei\, foi também um dos mais ardentes perseguidores da Igreja. Depressa chegou a furor o seu falso zelo. Não contente com pedir encarniçadamente a morte de Santo Estêvão\, quis ter o gosto de guar­dar as capas dos que o apedrejavam. A perseguição\, excitada em Jerusalém contra a Igreja depois da morte do protomártir\, deu boa ocasião a este furioso inimigo dos discípulos de Cristo de satisfazer o seu ódio. Percorria a cidade\, entrava no templo\, revistava as casas e delas arrancava a quantos criam no Senhor\, arrastando-os pelas ruas\, metendo-os nos calabouços e carregando-os de cadeias. […] \nEstes são os primeiros parágrafos de cada uma das breves biografias dos Apóstolos Pedro e Paulo\, extraídos do II volume da obra «Santos de cada dia – Maio\, junho\, julho e agosto»\, que aqui transcrevemos com a devida vénia. Pode ler a parte restante das mesmas na obra publicada pelo Secretariado Nacional do Apostolado da Oração – 4ª edição\, revista e atualizada por António José Coelho\, S.J.\, Editorial A.O.\, Braga 2003 (páginas 241-247; 247-252).
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